sábado, 31 de julho de 2010

Uma Igreja Madura no Brasil, Segunda Nação da Igreja

Élder Stanley G. Ellis - Segundo Conselheiro na Presidência da Área Brasil (Outubro/2008)

Élder Stanley G. Ellis

Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino” (I Coríntios 13:11).

O Apóstolo Paulo deu-nos um excelente conselho a respeito da maturidade. Todos nós devemos progredir em direção à maturidade em todas as áreas da vida. Ao crescer fisicamente, devemos nos esforçar para também amadurecer espiritual, emocional, intelectual e financeiramente. Quando atingimos a idade adulta, não podemos mais agir como crianças em nenhuma dessas áreas.

O mesmo se dá conosco como coletividade. Por exemplo, quanto à Igreja no Brasil, devemos amadurecer à medida que crescemos. O crescimento da Igreja aqui é maravilhoso. Com mais de 220 estacas aprovadas, 53 distritos, 27 missões e aproximadamente 2.000 alas e ramos, nós somos agora a segunda nação da Igreja! Dos 176 países do mundo onde a Igreja está estabelecida, somente os Estados Unidos têm mais do que nós. Que coisa boa!

Mas a pergunta, agora, é: estamos agindo como a segunda nação da Igreja? Estamos agindo como uma Igreja madura? Estamos nos esforçando para ser um apoio para a Igreja no mundo? Para as demais áreas do mundo, sermos um exemplo de como a Igreja deve ser? O que significa ser uma Igreja madura?

Viver o evangelho
Em uma Igreja madura, há muitos membros que vivem plenamente o evangelho. Devido a seu forte testemunho pessoal de Deus o Pai, de Seu Filho Jesus Cristo e do Espírito Santo, eles cumprem os mandamentos e seguem os profetas e apóstolos vivos. Caminham pela fé a fim de servir em chamados, sejam quais forem, e de levar o evangelho e seu significado a outras pessoas. Devido a sua fidelidade, são exemplos para todos.

Temos feito isso no Brasil e podemos fazer ainda melhor. O Senhor nos abençoou e espera que sejamos uma luz para outras áreas do mundo, mostrando-lhes como viver plenamente o evangelho em um mundo turbulento.

Preparar missionários e líderes
Uma Igreja madura prepara missionários para servir no mundo todo. Por meio de orações individuais e em família, estudo individual e familiar das escrituras, realização da noite familiar, serviço e participação constante na Igreja e freqüência regular ao templo, pais dignos “treinam” os filhos (ver Provérbios 22:6; ver também D&C 68:25) de modo que estejam aptos para ser chamados a servir e sejam dignos de sê-lo. Eles também usam os recursos do seminário e do instituto visando fortalecer e preparar seus jovens. Assim formamos missionários dignos para servir em todo o mundo. Dessa maneira também são preparados líderes dignos e prontos para receber chamados na Igreja.

Fazemos isso no Brasil, e podemos fazer mais. Hoje, há brasileiros servindo nos Estados Unidos, no Japão, na Europa, na África e em outras partes do mundo. Irmãos brasileiros chamados como Autoridades Gerais têm designações não só no Brasil, mas também nos Estados Unidos, na Argentina e no Peru. Quanto melhor nos prepararmos, mais o Senhor nos chamará para abençoar a Igreja como um todo.

Ser dizimistas integrais e doar ofertas generosas
Na Igreja madura, há muitos dizimistas integrais; tantos que a Igreja tem recursos para construir templos e capelas, produzir materiais necessários, manter missões, áreas, alas e estacas, realizar conferências, etc. Se os membros pagam integralmente o dízimo, o Senhor os abençoa tanto material quanto espiritualmente. À medida que mais membros prosperam, seu dízimo integral compõe os recursos financeiros necessários para ajudar áreas em desenvolvimento.

Além de pagar o dízimo integral, esses membros fiéis são generosos em suas ofertas — tanto as de jejum quanto outras, inclusive as que se destinam à ajuda humanitária e ao fundo perpétuo de educação.

Precisamos, quanto a isso, intensificar os esforços e ocupar nosso lugar como segunda nação da Igreja. É preciso que todos paguem o dízimo integral e doem ofertas generosas. Só assim nos ergueremos como Igreja madura, suprindo as próprias necessidades e ajudando as outras 174 nações que ainda precisam de auxílio. O Senhor precisa que o Brasil ocupe seu lugar.

Abençoar nossas comunidades
Como Igreja amadurecida, muitos dos nossos membros obtêm alto grau de instrução, são bons profissionais e são líderes em sua comunidade. Nossos membros são muito bem preparados e íntegros, são executivos em negócios, líderes civis e militares, grandes cientistas, artesãos, médicos, construtores, advogados, professores, estadistas, diplomatas, etc. Eles abençoam e edificam a vida de todos a sua volta.

Membros da Igreja brasileiros ocupam cargos de liderança na sociedade. Somos respeitados pelos líderes da mídia, do meio empresarial, da política e da área da educação. Precisamos de muitos outros membros que estejam preparados e que, devido a sua fidelidade, sejam merecedores dessa confiança pública.

Maturidade
A maturidade não é uma questão de tempo, mas sim de atitude e de ação. O Presidente Monson ensinou que nós nos tornamos aquilo que escolhemos ser. Nossas escolhas determinam o nosso destino. Portanto, podemos escolher ser fiéis. Podemos escolher ser sábios. Podemos escolher viver plenamente o evangelho, preparar nossos jovens, ser dizimistas integrais e generosos em nossas ofertas, obter um bom nível de instrução e ser bons trabalhadores. Podemos ‘acabar com as coisas de menino’. Podemos escolher ser maduros. Isso se aplica tanto aos membros novos quanto aos antigos.

Que possamos intensificar nossos esforços, ser uma Igreja madura no Brasil e ocupar nosso lugar como a segunda nação da Igreja.

Deixar um Legado

Élder Carlos A. Godoy - Segundo Conselheiro na Presidência da Área Brasil (Junho/2010)


Élder Carlos A. Godoy

Recentemente fui a uma conferência de estaca onde pude presenciar o poder de influência que os pais exercem em seus filhos. Neste caso específico, o pai já havia falecido, mas os filhos ainda lembravam com carinho de seus ensinamentos e principalmente de seu exemplo em viver o evangelho.

Uma experiência narrada por um dos filhos me tocou bastante. Ele, agora pai de seus próprios filhos, lembrou que, quando ele e seus irmãos começaram a estudar à noite, imaginaram que teriam uma boa desculpa para não participarem das noites familiares, pois estariam chegando muito tarde em casa. Não demorou muito para descobrirem que o pai não pensava da mesma maneira. Ao chegar em casa após as aulas, ele lembra que encontrava os hinários em cima da mesa da cozinha, sinal claro de que a reunião familiar ainda estava na agenda do dia.

Os filhos não lembram qual foi a mensagem dada ou as escrituras lidas, mas não esquecem a maior mensagem passada pelos pais: a reunião familiar é importante para nós. Pequenos atos como esse marcam a memória de nossos filhos e se tornam parte de um legado que deixamos para as gerações futuras.

Lembro de situação semelhante, quando servia como presidente de missão. No jantar de despedida de alguns missionários em nossa casa, presenciamos outro exemplo de como pequenas coisas se tornam marcantes para nossos filhos. Neste caso, um dos élderes ao prestar testemunho disse que aprendeu a dar valor às escrituras, em especial ao Livro de Mórmon, graças a sua mãe. A mãe, que estava presente nesse jantar com o esposo, pois tinham viajado até a missão para buscar o filho, ficou muito surpresa com o comentário feito. Ela não se dera conta de como tinha influenciado o testemunho do filho a respeito do Livro de Mórmon.

O élder então explicou que, quando pequeno, era acordado junto com os irmãos bem cedinho pela mãe para tomar o desjejum na cozinha. Cada um dos irmãos se acomodava na mesa, mais ocupados em continuar a dormir do que em comer ou ler as escrituras. A mãe então fritava bacon em uma frigideira, com uma das mãos, ao mesmo tempo em que segurava o Livro de Mórmon com a outra, e lia. Ele disse que não lembra o que a mãe lia, mas não consegue esquecer aquela imagem da mãe todas as manhãs, segurando o livro em uma mão e a frigideira na outra. Talvez a mãe estivesse até se sentindo frustrada, ao ver que os filhos não estavam prestando atenção - estavam mais dormindo na mesa do que ouvindo sua leitura; mas, sem perceber, estava passando uma mensagem poderosa aos seus pequenos filhos: o Livro de Mórmon é importante para nós. O testemunho se fortaleceu nos anos que se seguiram, graças ao exemplo deixado pela mãe nas manhãs de sua infância.

Em D&C 93:39-40 o Senhor nos alerta: E vem o ser maligno e tira a luz e verdade dos filhos dos homens pela desobediência e por causa da tradição de seus pais. Eu, porém, ordenei que criásseis vossos filhos em luz e verdade. Como pais, somos responsáveis por plantar em nossos filhos tradições que os protejam e ajudem em seu dia a dia e em seus desafios futuros. Quando fazemos nossas orações familiares, reuniões familiares e leitura das escrituras em família, por exemplo, estamos iniciando (ou mantendo) uma tradição que abençoará não somente eles, mas seus filhos e os filhos de seus filhos. Nossos netos serão beneficiados por esse legado. Como disse o Élder David A. Bednar, em seu discurso na conferência de outubro de 2009, Nossa constância em fazer coisas aparentemente pequenas pode levar a resultados espiritualmente significativos (Mais Diligentes e Interessados em Casa, A Liahona, novembro de 2009, p. 20).

Um legado é construído pouco a pouco, ano após ano, com (talvez) pequenas, mas poderosas ações. Podem ser hinários nos esperando à noite após as aulas ou frigideiras e Livros de Mórmon no desjejum. O mais importante é que estarão fortalecendo as gerações futuras, e estas, por sua vez, também acabarão por passar esse legado adiante.

Portanto não canseis de fazer o bem, pois estais lançando o alicerce de uma grande obra. E de pequenas coisas provém aquilo que é grande (D&C 64:33).

sexta-feira, 30 de julho de 2010

“Sim, nos Melhores Livros Buscai Palavras de Sabedoria”

Élder Ulisses Soares - Presidente da Área Brasil (Agosto/2009)

Élder Ulisses Soares. A oração dedicatória do Templo de Kirtland foi dada como revelação ao Profeta Joseph Smith. Nela, o Senhor nos advertiu a respeito de vários assuntos importantes que fazem toda diferença em nossa vida terrena. Em Doutrina e Convênios lemos, no versículo sete da seção 109: "E como todos não têm fé, buscai diligentemente e ensinai-vos uns aos outros palavras de sabedoria; sim, nos melhores livros buscai palavras de sabedoria; procurai conhecimento, sim, pelo estudo e também pela fé". Essa escritura nos exorta a desenvolver mais fé por meio da busca do conhecimento. E conhecimento é "entendimento e compreensão, especialmente da verdade, conforme ensinada ou confirmada pelo Espírito" (Guia para Estudo das Escrituras, p. 41).

A verdade somente pode ser compreendida depois de adquirida por meio da busca do conhecimento e confirmada pelo Espírito. A aplicação do conhecimento em nossa vida será motivada depois que conhecermos e compreendermos a verdade.

Para conhecer Deus e Jesus Cristo, precisamos estudar a respeito Deles e fazer Sua vontade. Quando fazemos a vontade de Deus e de Jesus Cristo, desfrutamos as bênçãos prometidas àqueles que são fiéis. O próprio Senhor disse a Joseph Smith: "Eu, o Senhor, estou obrigado quando fazeis o que eu digo; mas quando não o fazeis, não tendes promessa alguma" (D&C 82:10). Ao aplicar o conhecimento da verdade em nossa vida, desenvolvemos o atributo da sabedoria que, segundo o Guia das Escrituras, é a "capacidade ou dom de Deus de saber julgar corretamente" (Guia para Estudo das Escrituras, p. 186). Adquire-se sabedoria pela experiência, pelo estudo e seguindo os conselhos de Deus. Sem a ajuda de Deus, o homem não adquire a sabedoria verdadeira (ver Guia para Estudo das Escrituras, p. 186). É dessa forma que receberemos mais luz e alegria em nossa vida. Isso nos levará à presença de Deus e de Jesus Cristo, e com Eles poderemos viver felizes para sempre.

O mandamento do Senhor de "nos melhores livros [buscar] palavras de sabedoria" deve motivarnos a buscar conhecimento pelo estudo e pela fé nos bons livros, a aplicar esse conhecimento em nossa vida e, consequentemente, a obter o dom da sabedoria, que nos ajudará a seguir o caminho correto ao fazermos nossas escolhas e nossos julgamentos diários. Os melhores livros incluem em primeiro lugar as escrituras, as palavras dos profetas videntes e reveladores e qualquer coisa que seja "virtuosa, amável, de boa fama ou louvável" (Regras de Fé 1:13).

O evangelho de Jesus Cristo contém as verdades da salvação e inclui todas as verdades adquiridas pelo homem em sua busca pelo conhecimento. É interessante notar que o Senhor instruiu Seu povo, no início desta dispensação, a ganhar conhecimento a respeito das verdades do evangelho e também sobre "todas as coisas pertinentes ao reino de Deus, que vos convém compreender; tanto as coisas do céu como da Terra e de debaixo da Terra; coisas que foram, coisas que são, coisas que logo hão de suceder; coisas que estão em casa, coisas que estão no estrangeiro; as guerras e complexidades das nações e os julgamentos que estão sobre a terra; e também um conhecimento de países e reinos" (D&C 88:78-79).

Com a abundância de conhecimento que está disponível nos dias atuais, não só quanto ao evangelho, mas também quanto a tudo que seja amável, virtuoso, de boa fama ou louvável, temos a grande responsabilidade de buscar mais conhecimento "tanto [sobre] as coisas do céu como da Terra".

O próprio Senhor nos instruiu a respeito da necessidade de adquirir conhecimento, quando disse a Joseph Smith: "Qualquer princípio de inteligência que alcançarmos nesta vida, surgirá conosco na ressurreição. E se nesta vida uma pessoa, por sua diligência e obediência, adquirir mais conhecimento e inteligência do que outra, ela terá tanto mais vantagem no mundo futuro" (D&C 130:18-19).

As entidades governamentais têm demonstrado interesse em ajudar os cidadãos a desenvolver o desejo pela leitura e pelo aprendizado. Recentemente, recebemos do Ministério da Educação um livreto com o título: "Nenhuma criança brasileira vai crescer sem saber ler ou sem gostar de ler". Considero isso um bom incentivo para toda a comunidade de nosso país desenvolver maior interesse pela leitura e pelo aprendizado. Os pais têm uma grande participação nesse processo, pois podem ser bons exemplos para os filhos ao demonstrar interesse pela busca de tudo aquilo que é virtuoso por meio de bons livros. Lembro-me do incentivo que recebia de meus líderes na Igreja, durante minha infância e juventude, a respeito da leitura e do aprendizado por meio de bons livros. Éramos incentivados a ler histórias de "boa fama", escritas por bons autores e a transformar essas histórias em apresentações teatrais. Dessa maneira podíamos não só aumentar o interesse pela leitura de livros virtuosos, mas ao mesmo tempo desenvolver talentos provendo entretenimento saudável aos membros da Igreja. Às vezes, encontro-me com vários líderes daquela época e recordamos com saudade aqueles momentos cujas lições permaneceram em nosso coração e nos ajudaram a desenvolver o interesse em adquirir mais inteligência e conhecimento durante a vida.

Estamos vivendo os dias trabalhosos previstos pelo Apóstolo Paulo em sua epístola a Timóteo (ver II Timóteo 3:1-4). Os profetas modernos têm-nos instruído a respeito da importância de "[preparar] todas as coisas necessárias" (D&C 109:8), a fim de enfrentarmos os desafios desses dias trabalhosos. O Élder Robert D. Hales, do Quórum dos Doze Apóstolos disse: "Tenha a disposição de buscar instrução adicional e aprender novas habilidades, a despeito de sua idade" (Princípios Básicos de Bem-Estar e Autossuficiência, 2009, p. 3).

"Com conhecimento e sabedoria, pode-se discernir a verdade do erro e fazer escolhas melhores. Adquirese também maior capacidade de entender a Deus e as outras pessoas e de amá-los mais profundamente" (Manual de Instruções da Igreja, vol. 2, p. 257).

Para enfrentar os desafios de dias trabalhosos e deste mundo competitivo em que vivemos, necessitaremos de todo o conhecimento que pudermos obter, a fim de nos destacarmos e nos tornarmos uma influência positiva para os que nos rodeiam. Dessa maneira, traremos honra para nós mesmos e para nossa família. Seremos reconhecidos como homens e mulheres sábios, industriosos e de integridade. O próprio Salvador ensinou a respeito desse princípio no Sermão da Montanha, quando disse: "Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; (...) Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus" (Mateus 5:14,16).

O Salvador foi o exemplo perfeito em todas as coisas e, em especial, na questão de obter conhecimento intelectual. Em um dos poucos versículos do Novo Testamento que nos fala a respeito da infância Dele, lemos que Jesus foi encontrado por seus pais "no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os, e interrogando-os. E todos os que o ouviam admiravam a sua inteligência e respostas. (...) E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens" (Lucas 2:46-47,52). Em outras palavras, mesmo o Senhor aprendeu, cresceu e progrediu em conhecimento e sabedoria " também Ele cresceu intelectualmente.

Meus queridos irmãos e irmãs, ensinem sua família a respeito desse importante princípio, especialmente nos dias trabalhosos de hoje, que foram previstos pelos profetas. Fomos admoestados a adquirir conhecimento nos melhores livros. Presto-lhes meu testemunho de que isso nos beneficiará tanto espiritual como materialmente. Precisamos crescer em sabedoria e estatura perante Deus e os homens. Foi o próprio Salvador quem disse: "Devereis ser como eu sou" (3 Néfi 27:27).

Vamos sempre nos lembrar do ensinamento contido no hino da Primária, que diz: "Eu quero ser como Cristo, seguindo Seus passos vou (...)"(ver Músicas para Crianças, p. 40). Minha oração é que reforcemos nosso compromisso de tomar sobre nós o nome de Cristo e que reflitamos isso em nossa decisão de "nos melhores livros [buscar] palavras de sabedoria", e que nos tornemos como Ele é.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Estabelecer Sião no Brasil

Élder Ulisses Soares - Presidente da Área Brasil (Agosto/2010)

No ano que antecedeu a Restauração da Igreja de Jesus Cristo, Joseph Smith foi instruído, por meio de várias revelações, a preparar todas as coisas necessárias para o estabelecimento de Sião na Terra.

Ao comparar as sessões 6, 11 e 14 de Doutrina e Convênios, vemos uma semelhança, especialmente no versículo seis de cada uma dessas sessões, quando o Senhor diz: "Guarda meus mandamentos e procura trazer à luz e estabelecer a causa de Sião". No Guia para Estudo das Escrituras, p. 192, lemos a definição de Sião: "Os puros de coração (D&C 97:21). Sião também significa o lugar onde os puros de coração vivem". Sempre fiquei impressionado ao pensar sobre a nossa perspectiva de viver em Sião. Viver nessa condição deve ser nossa meta principal nesta vida.

O Senhor falou a Moisés quais são as condições para se viver em Sião: "E o Senhor chamou seu povo Sião, porque eram unos de coração e vontade e viviam em retidão; e não havia pobres entre eles" (Moisés 7:18). Conforme descrito na escritura, a primeira dessas condições é tornar-se "uno de coração e vontade". No sentido das escrituras isso significa tornar-se uno em pensamento, desejo e propósito, primeiro com nosso Pai Celestial e Jesus Cristo, e depois com Seus outros santos.

Quando Nosso Pai Celestial desenvolveu o Plano de Salvação - que foi executado por Seu Filho Unigênito Jesus Cristo - Ele tinha em mente o nosso retorno a Sua presença. Essa experiência mortal que vivemos deve-nos preparar para merecermos esse retorno, numa condição bem mais elevada do que a que tínhamos antes de vir a esta Terra. Mesmo conhecendo as características singulares de cada um de Seus filhos, Ele estabeleceu uma maneira possível de voltarmos.

Para que isso ocorra, será preciso que nos tornemos unos em pensamento, desejo, coração e vontade. Essa união nos permitirá trabalhar juntos para que possamos - todos nós - vencer os obstáculos desta vida e retornar à presença Dele.

Alma ensinou esse princípio ao povo, enquanto estabelecia a Igreja: "E mandoulhes que não contendessem entre si, mas que olhassem para frente com um único fito, tendo uma fé e um batismo, tendo os corações entrelaçados em unidade e amor uns para com os outros" (Mosias 18:21). Somente assim é que vamos conseguir união.

As contendas, argumentações e disputas não promovem Sião e, portanto, devem ser evitadas entre os integrantes da família e entre os membros da Igreja. Esse princípio é tão importante que o próprio Senhor revelou a Joseph Smith o mandamento que está registrado em D&C 136:23: "Cessai de contender uns com os outros". Ao nos esforçarmos para viver essa condição, promoveremos Sião entre nós.

A segunda condição mencionada pelo Senhor a Moisés foi: "Viviam em retidão". Retidão é a qualidade do que é justo, santo, virtuoso, íntegro; do que obedece aos mandamentos de Deus e evita o pecado (Guia para Estudo das Escrituras, p. 192). Quando vivemos em retidão, o inimigo não tem nenhum poder sobre o coração do povo.

Seremos tentados, pois isso faz parte da nossa experiência mortal; mas não sucumbiremos às tentações, pois estaremos vivendo em santidade, justiça e integridade. Essas qualidades se entrelaçam, pois significam honradez, sinceridade, pensamentos bons, perfeição espiritual e moral, pureza de coração e de propósito, entre outras coisas. Jesus Cristo possui todos os atributos que promovem a retidão, pois Ele mesmo foi o maior exemplo ao viver nessa condição durante a experiência mortal.

Ao nos esforçarmos para viver em retidão, estaremos no processo pelo qual nos livraremos do pecado, tornando-nos limpos, puros e santos. Esse processo requer que voltemos nosso coração ao Senhor Jesus Cristo e a Sua Expiação, e que exercitemos nossa fé, arrependendo-nos de nossos pecados com um coração quebrantado e um espírito contrito.

Conforme registrado nas escrituras, teremos nossas vestes branqueadas pelo sangue do Cordeiro e nos tornaremos santos, pois nossa mente, nossos desejos e nossas ações estarão concentrados em Deus.

A terceira condição é "não havia pobres entre eles". Por intermédio de Seus profetas, o Senhor revela - especialmente nestes últimos tempos - a importância de alcançarmos nossa autossuficiência, a necessidade de aprendermos a sustentar a nós mesmos e a nossa família e a auxiliar os pobres e necessitados à maneira do Senhor (ver o documento: Ênfase no Treinamento da Liderança).

O Élder Robert D. Hales, do Quórum dos Doze Apóstolos, explicou recentemente qual é a maneira do Senhor mencionada no documento acima. Ele disse: "Os princípios de bem-estar inspirados no sacerdócio são tanto temporais quanto espirituais. Eles também são eternos e se aplicam a qualquer circunstância. Sejamos ricos ou pobres, eles existem para nós" (Princípios Básicos de Bem-Estar e Autossuficiência, p. 1). Em seus ensinamentos, ele destaca alguns princípios que devem dirigir nossas ações, como:
# O viver previdente
# O pagamento do dízimo e das ofertas
# A nossa preparação para o futuro (fazer um orçamento, obter instrução e preparar-nos espiritualmente)

Ele ainda acrescentou: "Ser autossuficiente significa sermos responsáveis por nosso próprio bem-estar espiritual e temporal e pelo bem-estar daqueles que o Pai Celestial nos confiou para que cuidássemos. Somente quando somos autossuficientes podemos verdadeiramente imitar o Salvador, servindo e abençoando ao próximo". É importante entender que nossa capacidade e nossa habilidade de servir no reino de Deus aumentam ou diminuem à medida que alcançamos nossa autossuficiência.

Não faz muito tempo, a Primeira Presidência escreveu uma carta sobre a importância de enfatizar os princípios de bem-estar em nossa família e nos conselhos da Igreja: "A aplicação dos princípios e práticas de bem-estar comprovados pelo tempo é essencial para o bem-estar dos membros da Igreja" (Carta da Primeira Presidência, 27 de março de 2009).

Queridos irmãos e irmãs, que possamos envidar todos os nossos esforços a fim de estabelecer Sião entre nós, aqui no Brasil, vivendo os princípios ensinados por nossos profetas atuais. Vivemos tempos difíceis, mas o Senhor nos ama tanto que não nos deixou sozinhos. Temos os profetas vivos, as escrituras e os ensinamentos desse evangelho verdadeiro que nos dá segurança e paz nos tempos de dificuldades que estamos vivendo.

Que possamos nos lembrar do que o Senhor disse a Joseph Smith na seção 68, versículo seis de Doutrina e Convênios: "Portanto tende bom ânimo e não temais, porque eu, o Senhor, estou convosco e ficarei ao vosso lado; e testificareis de mim, Jesus Cristo, que eu sou o Filho do Deus vivo, que eu fui, que eu sou e que eu virei".

sábado, 24 de julho de 2010

Sua Luz no Deserto

Sharon G. Larsen
Segunda Conselheira na Presidência Geral das Moças

Mantenham seus olhos fitos na meta e sigam pelo caminho estreito e apertado do Filho, o Filho de Deus.

Sharon G. Larsen
Tendo em vista o que saibam ou o que deixem de saber, o que achariam de viajar durante oito anos, acampando no deserto, sem visitar nenhuma cidade, sem luz e nem ao menos uma fogueira? Foi isso que aconteceu com o pai Leí e sua família, quando o Senhor lhes ordenou que saíssem de Jerusalém. Aposto que houve muita reclamação no acampamento, e bem poucos voluntários! Certamente havia jovens da idade de vocês naquela longa viagem.

O Senhor alertou-os a não acenderem fogueiras. Depois, Ele declarou: "Serei ( . . . ) vossa luz no deserto; e prepararei o caminho a vossa frente, ( . . . ) se guardardes meus mandamentos, sereis conduzidos à terra da promissão; e sabereis que sois conduzidos por mim". (1 Néfi 17:13)

Todas vocês devem ter terras prometidas a que desejam chegar e podem ter sua própria luz nesse deserto que desafia todos os jovens de hoje. Essa luz vem acompanhada de muito amor, o amor do Senhor por todos os Seus filhos, especialmente pelos jovens. O Senhor sabe que vocês enfrentam dificuldades e tentações, mas Ele oferece a luz que ilumina seu coração, sua mente e seu espírito. Ele disse que Sua palavra é a verdade, e a verdade é luz, e a luz é o Espírito de Jesus Cristo. (Ver D&C 84:45.)

Sunny é uma estudante de intercâmbio que veio da Coréia. Ela está morando em outro país, falando uma língua nova e vivendo com uma nova família. Sua adaptação na escola foi muito difícil. Ela não tinha nenhuma amiga que se sentasse com ela no refeitório, que conversasse com ela ou que a acompanhasse às atividades da escola. Ela conta: "Eu sentia-me muito triste, por isso comecei a orar. Nunca tinha pensado em orar pedindo ajuda ao Pai Celestial e pedindo consolo e fé em mim mesma. Então, comecei a ler o Livro de Mórmon todas as manhãs e a orar antes de ir para a escola. As coisas se tornaram bem mais fáceis. Fiquei muito surpresa ao ver que conseguia entender melhor! Senti que alguém estava ajudando-me em meus estudos". (Carta guardada no Escritório da Organização das Moças.)

Vocês sabem, não é mesmo, que a oração acende uma luz? Quando a oração se torna parte constante de sua vida, vocês passam a andar na luz, pelo caminho estreito e apertado.

Quando eu tinha a idade de vocês, aprendi a importância de seguir pelo caminho estreito e apertado e como era difícil concentrar-me em permanecer nele. Fui criada em uma cidadezinha no sopé das Montanhas Rochosas canadenses. Meu pai era fazendeiro, e tive que aprender a trabalhar! Em todos os verões, eu guiava o trator para ele, colhia e juntava o feno, carregava os fardos de feno e arava os campos. Lembro-me da primeira vez em que comecei a aprender a arar e cultivar o campo. Meu pai explicou-me a importância de arar em linha reta. Se o sulco ficasse torto, haveria pontos falhos no campo que seriam tomados pelas ervas daninhas. Ele disse: "Se você mantiver os olhos fitos em uma estaca da cerca que fica do outro lado do campo e fizer dela a sua meta, conseguirá arar em linha reta. Não deixe que as irregularidades do solo a desviem do caminho. Se ficar olhando para o trator, os buracos e saliências irão tirá-la do caminho, e o sulco ficará torto". Depois disso, ele foi embora e deixou o trabalho por minha conta.

Lembrei-me da estaca enquanto arava vários sulcos, mas então comecei a cantar para passar o tempo. Cantei todas as canções e hinos que conhecia, e inventei alguns. Estava cantando a plenos pulmões e me divertindo muito, quando vi meu pai caminhando pelo campo em minha direção. Parei o trator, e ele perguntou: "O que foi que aconteceu com as linhas retas?"

Perguntei: "Como assim?"

Ele disse: "Olhe para os sulcos. No começo eles estão retos, mas é evidente que você parou de prestar atenção enquanto arava. Você deve ter parado de olhar para a estaca da cerca do outro lado do campo, que era sua meta. Observe que a cada novo sulco você se desviou um pouquinho até acabar deixando grandes falhas no campo". Ele subiu no trator e arou um pouco para endireitar os sulcos. Ao descer do trator e deixar que eu tentasse novamente, ele disse: "Sharon, sempre preste atenção para onde está indo".

Quando as pressões do mundo parecem envolver-nos e ficamos tentadas a desistir daquilo que mais desejamos em troca de algo momentâneo, é difícil prestar atenção, ver o futuro, e olhar para além do trator. Os buracos e saliências do terreno, a persuasão dos amigos que parecem estar-se divertindo podem tirar-nos do caminho. Mas a luz que irá nos ajudar a permanecer no caminho estreito e apertado é semelhante a meta do outro lado do campo. Se alguma vez se sentirem distraídas e tentadas, o Senhor estará lá para ajudá-las a endireitar seu curso. Vocês são capazes de sair da escuridão e vir para a luz, a luz do Senhor.

Um jovem amigo que não compreendia a importância de termos a luz, de termos o Espírito, estava tentando explicar-me por que era tão importante assistir a alguns dos filmes vulgares e violentos que estão sendo produzidos atualmente. Ele disse: "Se não assistirmos a essas coisas, iremos tornar-nos ingênuos e desinformados, e o mundo vai aproveitar-se de nós".

Perguntei a meu jovem amigo: "Você prefere expor-se ao que o mundo oferece para estar bem informado e assim ser deixado sozinho para tomar suas decisões, ou prefere ser guiado pelo Senhor e viver uma vida tão cheia de luz, verdade e boas qualidades que nela não haja lugar para a escuridão?" Vocês não podem estar na luz e na escuridão ao mesmo tempo.

A tocha das Moças simboliza essa luz. Essa tocha que vocês usam com seu perfil na chama pode alimentar seu desejo de defender a verdade e a retidão. É um lembrete de que Cristo é sua Luz e que Ele irá mostar-lhes o caminho em meio aos momentos felizes e às névoas da escuridão. Jamais terão que sentir-se sozinhas ou abandonadas.

Emily, uma presidente de classe das Lauréis que desejava conhecer a vontade do Senhor a respeito de quem deveria ser sua conselheira, descreveu como sentiu essa luz. Ela conta: "Orei a respeito de certa moça e tive uma forte revelação. Foi como se meu coração e minha mente se unissem, e tudo ficou muito claro. Soube então, sem sombra de dúvidas, que ela devia ser minha conselheira". (Carta guardada no Escritório da Organização das Moças.) A oração é o instrumento que nos liga ao poder de Deus, o qual nos leva a amar, servir, sacrificar-nos e aumentar nossa capacidade.

O irmão de Jarede no Livro de Mórmon conhecia esse processo. Ele construiu oito barcos ou navios sob a direção do Senhor, mas não havia luz dentro deles. Ele pediu ajuda ao Senhor (e nós podemos fazer o mesmo). Mas a resposta não foi o que ele esperava. O Senhor poderia ter facilmente colocado luz nos barcos, mas Ele queria que a luz, a luz do Espírito, estivesse com o irmão de Jarede.

O que acham que o irmão de Jarede fez entre o momento em que descobriu que o Senhor não lhe daria uma lanterna até o momento em que retirou da rocha as dezesseis pedras e pediu ao Senhor que as tocasse para que fornecessem luz? Creio que ele deve ter feito o mesmo que Sunny Kim e Emily fizeram: Ele deve ter jejuado, orado, lido e ponderado as escrituras, servido, amado e perdoado, procurando simplesmente ser obediente para que o Espírito, ou seja, a luz, o guiasse.

Depois que o irmão de Jarede fez tudo o que estava a seu alcance, esforçando-se arduamente e usando todos os recursos disponíveis, sobretudo sua fé no Senhor, ele procurou-o outra vez, com uma idéia, e seu esforço foi suficiente. O Senhor tocou as 16 pedras e fez-se luz. (Ver Éter 2:18­25;3:1­6.) Sempre existem soluções.

Muitas moças estão seguindo essa luz, e o Senhor as está abençoando. Ouçam o testemunho de algumas moças que deixaram que o Senhor fosse a sua luz:

[Obs.: Várias moças prestaram testemunho em vídeo.]

Deixem que o Senhor seja sua luz. Deixem que Ele prepare o caminho para vocês até sua terra prometida. "Não existe ( . . . ) uma vida que seja tão escura [que] Ele não possa iluminar." (Sam Cardon e Steven K. Jones, "Come Unto Him", New Era, abril de 1995, p.10.) Vocês não precisam ser profetas como Leí ou o irmão de Jarede. Sejam simplesmente vocês mesmas, com fome e sede de justiça. Confiem Nele. Mantenham seus olhos fitos na meta do outro lado do campo e sigam pelo caminho estreito e apertado do Filho, o Filho de Deus. Presto testemunho da luz e do Espírito que procedem de Jesus Cristo.

Jesus, minha luz, apoio me traz,
Pois calma a dor e reina em paz!
A tua bondade exaltarei.
Tu és meu eterno amparo e rei!
("Jesus Minha Luz", Hinos, nº 44)

Em nome de Jesus Cristo. Amém.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Os Filhos e a Família

Élder W. Eugene Hansen
Da Presidência dos Setenta

Não se conseguem laços familiares fortes por acaso. Para isso, é preciso tempo. É preciso assumir o compromisso, é preciso orar e é preciso trabalho.


Élder W. Eugene Hansen

Nas escrituras, é visível o amor do Senhor pelas crianças. Não é para menos, pois "os filhos são herança do Senhor". (Salmos 127:3)

No Novo Testamento, o Senhor deixa bem claro que qualquer pessoa que faça mal ou ofenda esses "pequeninos" incorre em grave erro. Como está em Mateus, "melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha, e se submergisse na profundeza do mar". (Mateus 18:6)

Uma das cenas mais tocantes do Livro de Mórmon, que é outro testamento de Jesus Cristo, aconteceu quando o Senhor ressuscitado apareceu ao povo nefita que habitava o hemisfério ocidental na época em que o Salvador estava na Terra. Nessa aparição, Ele ensinou as criancinhas com muito carinho.

Lemos que Ele ficou no meio da multidão, ordenou às pessoas que Lhe trouxessem as criancinhas, ajoelhou-Se no meio delas e orou ao Pai por elas. As palavras que disse foram tão sagradas que não puderam ser escritas. Ele chorou, pegou as criancinhas uma a uma e abençoou-as.

Quando a multidão olhou para cima, viu os céus abertos e anjos descendo. As crianças foram rodeadas por fogo e os anjos ministraram a elas.

Ao reconhecermos o amor do Senhor pelas criancinhas, não nos admiramos com o fato de os representantes do Senhor aqui na Terra terem falado tão clara e vigorosamente sobre a responsabilidade dos pais para com os filhos.

Refiro-me ao documento emitido pela Primeira Presidência e o Conselho dos Doze Apóstolos intitulado "A Família Proclamação ao Mundo". Nesse documento, lemos:

"O marido e a mulher têm a solene responsabilidade de amar-se mutuamente e amar os filhos, e de cuidar um do outro e dos filhos. 'Os filhos são herança do Senhor.' (Salmos 127:3) Os pais têm o sagrado dever de criar os filhos com amor e retidão, atender a suas necessidades físicas e espirituais, ensiná-los a amar e servir uns aos outros, guardar os mandamentos de Deus e ser cidadãos cumpridores da lei, onde quer que morem. O marido e a mulher o pai e a mãe serão considerados responsáveis perante Deus pelo cumprimento dessas obrigações." (A Liahona, janeiro de 1996, p. 114.)

Essas são palavras sérias e sensatas, particularmente em face do ataque incessante do adversário aos valores tradicionais e do efeito que isso tem sobre a família. Tornou-se evidente que há muito o que fazer para reverter as tendências que continuam a colocar a família em risco.

Em desespero, a sociedade volta-se para saídas seculares. Organizam-se programas sociais, exigem-se do governo dinheiro público e projetos, numa tentativa de mudar as tendências destrutivas.

Embora se alcance algum sucesso aqui e ali, no geral, a tendência permanece alarmante. Proponho que, se alguma mudança verdadeira e permanente estiver para ocorrer, ela virá somente com o retorno a nossas raízes espirituais. Precisamos estar constantemente seguindo os conselhos dos profetas. De novo, cito a revelação atual sobre a família:

"A família foi ordenada por Deus. ( . . . ) Os filhos têm o direito de nascer dentro dos laços do matrimônio e de ser criados por pai e mãe que honrem os votos matrimoniais com total fidelidade. A felicidade da vida familiar é mais provável de ser alcançada quando fundamentada nos ensinamentos do Senhor Jesus Cristo.

O casamento e a família bem-sucedidos são estabelecidos e mantidos sob os princípios da fé, da oração, do arrependimento, do respeito, do amor, da compaixão, do trabalho e de atividades recreativas salutares.

Segundo o modelo divino, o pai deve presidir a família com amor e retidão, tendo a responsabilidade de atender às necessidades de seus familiares e de protegê-los. A responsabilidade primordial da mãe é cuidar dos filhos. Nessas atribuições sagradas, o pai e a mãe têm a obrigação de ajudar-se mutuamente, como parceiros iguais. Enfermidades, falecimentos ou outras circunstâncias podem exigir adaptações específicas. Outros parentes devem oferecer ajuda quando necessário."

Ponderando essas palavras inspiradas reveladas em nossa época, reconheço a bênção de ter crescido num bom lar, um lar onde os pais estavam mais preocupados com os filhos que Deus lhes deu do que com alcançar a fama ou adquirir bens materiais.

Sou o segundo de um total de oito irmãos. Morávamos numa pequena fazenda no norte de Utah. O dinheiro era escasso e, assim, fui abençoado com a necessidade de aprender a trabalhar desde jovem. De fato, nossa limitada renda exigia que todos os filhos fossem econômicos e ajudassem nas finanças da família tão logo tivessem idade suficiente. A respeito de ficar à toa, meu pai costumava dizer: "Não há nada mais aborrecido que ficar à toa, porque não se pode parar para descansar".

Apesar de os tempos haverem mudado, os princípios permanecem os mesmos. Atualmente, os pais precisam dar a cada um dos filhos a oportunidade de contribuir para o bem-estar da família. Em uma família assim, os filhos são mais felizes e há um espírito de amor e união no lar.

Nessa pequena fazenda, aprendi que o dinheiro e os bens materiais não são a chave para a felicidade e o sucesso. É claro que deve haver o suficiente para as necessidades básicas, mas o dinheiro em si mesmo raramente, ou talvez nunca, resulta em felicidade.

Nossa fazenda também deu-nos a oportunidade de aprendermos a ser humildes. Se tínhamos uma boa plantação e os preços estavam altos, uma geada fora de hora ou uma tempestade de granizo conseguia cortar nossa renda ao ponto de termos apenas o suficiente para nossa subsistência.

Ouvi meu pai comentar mais de uma vez: "Não me importo de cursar a escola da vida da pior maneira; os meus freqüentes cursos de recuperação é que são difíceis".

Mesmo com as constantes dificuldades financeiras, tínhamos uma vida boa. Havia amor no lar. Nosso lar era o local onde queríamos estar. Foi bom para nós termos que passar sem algumas das coisas que desejávamos para que a necessidade de algum outro membro da família fosse atendida.

Os móveis de nossa sala de estar jamais serviriam para a capa de qualquer dessas revistas de decoração, mas tínhamos duas peças de mobília realmente importantes: um piano e uma estante de livros. Hoje vejo como esses dois bens, embora simples, foram significativos no desenvolvimento de talentos e interesses construtivos nos anos de nossa mocidade.

A influência da boa música e dos bons livros já atingiu a geração seguinte. Nem mesmo a televisão substituiu o piano e a estante de livros na vida de nossa família.

Também fomos abençoados com pais que trabalhavam como parceiros iguais na séria responsabilidade de criar os filhos. Aprendi muito observando meus pais ensinarem os filhos da maneira mais eficiente: pelo exemplo.

Meu pai ensinou-me:

# A importância do dever e da caridade, pois em várias ocasiões, vi-o deixar seu trabalho e ir ajudar membros da ala.

# A fé, por meio das orações que o ouvi fazer e das bênçãos do sacerdócio que dava aos membros da família e a outras pessoas.

# O amor, pois vi o carinho com que cuidava dos pais, que estavam idosos.

# A ter padrões, utilizando nossas experiências e os acontecimentos do dia-a-dia para ensinar-me qual era o caminho que esperava que eu seguisse.

# Responsabilidade, pois deu-me um despertador e cinco vacas para ordenhar e cuidar, de manhãzinha e à noite, durante meus anos no curso secundário.

Ensinou-me integridade, já que posso dizer com certeza que nunca o vi fazer algo desonesto.

Minha mãe também ensinou-me muitas coisas. Ela ensinou-me:

# A ser econômico, praticando o espírito do provérbio pioneiro: "Use até o fim tudo o que tem, faça funcionar ou passe sem".

# O sacrifício, pois muitas vezes a vi privar-se de algo em favor dos filhos.

# A castidade, pois, desde cedo, ela deixou bem claro que esperava que os filhos fossem moralmente limpos.

# A amar, pois eu via e sentia o amor materno em casa.

# A bondade, pois posso dizer com certeza que nunca a vi ser rude.

Agradeço ao Senhor pelos pais amorosos que me ensinaram valores espirituais e morais e que deixaram claro que na vida há certas regras absolutas, entre elas freqüência à Igreja, pagamento do dízimo, leitura das escrituras e respeito pelos pais e líderes da Igreja. E, mais importante, eles ensinaram pelo que faziam e não só pelo que diziam.

É crucial para o fortalecimento da família que se perceba que não se conseguem laços familiares fortes por acaso. Para isso, é preciso tempo. É preciso assumir o compromisso, é preciso orar e é preciso trabalho. Os pais têm de perceber qual é sua responsabilidade e estar dispostos a assumi-la. A alegria e felicidade que resultarão disso são indescritíveis.

Nosso querido profeta, o Presidente Gordon B. Hinckley, aconselhou: "Continuem a cuidar de seus filhos e a amá-los. ( . . . ) Dentre todos os seus bens, não há nada tão valioso quanto seus filhos". (Citado no Church News de 3 de fevereiro de 1996, p. 2.)

Deixo com vocês meu testemunho de que a proclamação sobre a família, a qual fiz referência anteriormente, é uma revelação moderna, que nos foi dada pelo Senhor por intermédio de Seus atuais profetas.

Deus vive, Jesus é o Cristo, esta é Sua Igreja dirigida por um profeta vivo. Em nome de Jesus Cristo. Amém.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

“Tem Bom Ânimo”

Ann M. Dibb
Segunda Conselheira na Presidência Geral das Moças

[As] diretrizes tiradas do livro de Josué vão contribuir conjuntamente para proporcionar a mais vigorosa fonte de coragem e força que existe: a fé em nosso Pai Celestial e em Seu Filho Jesus Cristo.

Ann M. Dibb. Muitas vezes, quando as Autoridades Gerais se dirigem aos irmãos do sacerdócio na conferência geral, normalmente começam dizendo que se sentem como se estivessem falando a um “poderoso exército” de vigorosos líderes do sacerdócio. Hoje, sinto-me como se estivesse diante de um “poderoso exército” de filhas eleitas de Deus. Vocês foram escolhidas para seguir adiante, ao lado desses valorosos portadores do sacerdócio, em retidão, nestes últimos dias. A visão que tenho de vocês é inspiradora e bela.

Gostaria de começar meu discurso analisando brevemente o contexto histórico de nosso tema, Josué 1:9: “Esforça-te, e tem bom ânimo; não temas, nem te espantes; porque o Senhor teu Deus é contigo, por onde quer que andares”.

Moisés foi o poderoso profeta que conduziu os filhos de Israel para fora da terra do Egito, onde eles tinham sido escravos e foram influenciados pela adoração de deuses falsos. Após 40 anos de provação no deserto, estavam mais próximos do que nunca de seu novo lar, onde poderiam ser livres para adorar o Deus verdadeiro e vivo. Quando Moisés morreu, Josué foi chamado por Deus para ser o profeta que completaria aquela jornada milagrosa.

Josué era um líder influente. O Bible Dictionary diz que ele era “o melhor exemplo de guerreiro devoto” e explica que seu nome significa “Deus é a salvação” (Bible Dictionary, “Joshua”). Sua liderança inspirada era muito necessária, porque ainda havia muitos rios a cruzar e batalhas a vencer, antes que tudo aquilo que o Senhor havia prometido aos filhos de Israel pudesse ser realizado e obtido.

O Senhor sabia que o profeta Josué e os filhos de Israel precisariam de muita coragem naquela época. No primeiro capítulo do livro de Josué, o Senhor disse várias vezes a ele: “Esforça-te, e tem bom ânimo”. A palavra “ânimo” ou coragem é definida como “força mental ou moral para perseverar e suportar o perigo, o medo ou as dificuldades” (“courage”, Webster’s Collegiate, 11ª ed., 2003, “courage”; grifo do autor). Por meio de sua coragem e obediência, Josué e os filhos de Israel conseguiram entrar na terra prometida e encontrar alegria nas bênçãos do Senhor.

Josué e os filhos de Israel viveram há muito e muito tempo, mas em nossos dias, também nos esforçamos para entrar numa “terra prometida”. Nossa maior meta é alcançar a vida eterna com nosso Pai Celestial. No primeiro capítulo do livro de Josué, encontramos quatro diretrizes seguras para ajudar-nos a vencer nossos obstáculos, completar nossa jornada e desfrutar as bênçãos do Senhor em nossa “terra prometida”.

Primeiro, no versículo 5, o Senhor promete a Josué: “Não te deixarei nem te desampararei”. Adquirimos coragem e força nessa promessa de que o Senhor estará sempre ao nosso lado e que nunca nos abandonará. Foi-nos ensinado que o Pai Celestial conhece e ama cada um de Seus filhos. Como uma de Suas preciosas filhas, você tem acesso a Seu consolo e Sua orientação por meio do poder da oração. Em Doutrina e Convênios lemos: “Sê humilde; e o Senhor teu Deus te conduzirá pela mão e dará resposta a tuas orações”(D&C 112:10).

Creio nessas palavras e afirmo a vocês que o Pai Celestial realmente ouve e responde nossas orações, mas geralmente é preciso paciência enquanto “[esperamos] no Senhor” (Isaías 40:31). Ao ter que esperar, talvez comecemos a acreditar que fomos abandonadas, ou que nossas orações não foram ouvidas ou ainda que não somos dignas de obter resposta. Não é verdade. Adoro as palavras consoladoras do rei Davi: “Esperei com paciência no Senhor, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor” (Salmos 40:1).

Não importa o que você possa enfrentar em sua jornada pessoal, a primeira diretriz encontrada em Josué nos orienta a orar, a ser pacientes e a lembrar a promessa de Deus: “Não te deixarei nem te desampararei” (Josué 1:5).

A segunda diretriz se encontra no versículo 7, quando o Senhor diz a Josué: “[Tem] o cuidado de fazer conforme a toda a lei (…) dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que prudentemente te conduzas por onde quer que andares”. O Senhor instruiu Josué a ser estritamente obediente aos mandamentos e a não se desviar do caminho do Senhor. O Presidente Howard W. Hunter ensinou: “Josué sabia que sua obediência lhe proporcionaria sucesso e, embora não soubesse exatamente como teria sucesso, ele passou a ter confiança no resultado”. Certamente, as experiências dos grandes profetas, presentes nas escrituras, foram registradas — e preservadas — para ajudar-nos a compreender a importância de escolher o caminho da estrita obediência (“Commitment to God”, Ensign, novembro de 1982, pp. 57–58).

Há um mês, conversei com um grupo de moças. Perguntei às garotas mais velhas que conselho dariam a uma nova Abelhinha para ajudá-la a permanecer fiel e virtuosa em toda e qualquer situação. Uma moça disse: “Quando percorrer os corredores de sua escola, pode ser que você veja, com o canto dos olhos, algo que chame sua atenção, algo que não pareça correto. Você pode ficar curiosa e querer olhar. Meu conselho é: Não olhe. Garanto-lhe que vai arrepender-se caso o faça. Acredite em mim, simplesmente olhe para frente”.

Ao ouvir aquela moça, eu sabia que estava ouvindo o conselho que o Senhor deu a Josué — “Não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda” (Josué 1:7) — ser aplicado a uma situação atual do dia a dia. Moças, fujam das tentações que as cercam seguindo estritamente os mandamentos. Olhem diretamente para frente, para sua meta eterna. A segunda diretriz nos lembra que, se fizerem isso, serão protegidas e prudentemente conduzidas por onde quer que andarem (ver Josué 1:7).

No versículo 8, encontramos nossa terceira diretriz. Ali, o Senhor Se refere a um “livro [da] lei” e ordena Josué a “[meditar] nele dia e noite, para que [tenha] cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; (…) e serás bem-sucedido”. O Senhor instruiu Josué, e todos nós, a ler as escrituras. O estudo diário das escrituras, especialmente do Livro de Mórmon, estabelece um firme alicerce para o desenvolvimento do testemunho de Jesus Cristo e de Seu evangelho. Proporciona a presença do Espírito em sua vida. O Presidente Harold B. Lee aconselhou: “Se não lermos as escrituras diariamente, nosso testemunho se enfraquecerá e nossa espiritualidade não se aprofundará” (Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Harold B. Lee, 2000, p. 66).

Nas páginas das escrituras há inúmeras instruções, promessas, soluções e muitos lembretes que vão ajudar-nos em nossa jornada para a “terra prometida”. A terceira diretriz instrui-nos a ler as escrituras e meditar sobre elas diariamente para que alcancemos prosperidade e sucesso.

Depois que o Senhor terminou de falar com ele, Josué dirigiu-se aos filhos de Israel. Ao término de seu discurso, no versículo 16, os filhos de Israel responderam às palavras dele e nos proporcionaram nossa quarta diretriz. Disseram: “Tudo quanto nos ordenaste faremos, e onde quer que nos enviares iremos”.

Como membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, temos a oportunidade de assumir esse mesmo compromisso de seguir nosso profeta, o Presidente Thomas S. Monson, que está aqui conosco. Por meio da oração e da confirmação do Espírito, cada uma de nós pode adquirir nosso próprio testemunho pessoal do profeta vivo. Esse testemunho cresce à medida que ouvimos, seguimos e temos a coragem de aplicar seus ensinamentos em nossa vida diária.

Ouvir o profeta e obedecer a seus conselhos permite que tenhamos acesso a bênçãos especiais. Ouçam algumas promessas proféticas que o Presidente Monson nos fez em nossa última conferência: “Que Deus os abençoe. Que a paz que Ele prometeu esteja com vocês agora e sempre” (“Comentários Finais”, A Liahona, novembro de 2009, p.110). “Grandes promessas nos aguardam se formos leais e fiéis” (“Amansa Teu Temperamento”, A Liahona, novembro de 2009, p. 69). “Invoco as bênçãos do céu sobre cada um de vocês” (A Liahona, novembro de 2009, p. 110).

Na semana que vem, na conferência geral, convido-as a ouvir as instruções e promessas que serão dadas por intermédio de nosso profeta e apóstolos. Depois, apliquem a quarta diretriz, assumindo o compromisso de seguir o conselho do profeta e reafirmando que “tudo quanto nos [ordenar] faremos, e onde quer que nos [enviar] iremos” (Josué 1:16).

Neste momento, essas quatro diretrizes: oração, obediência aos mandamentos de Deus, estudo diário das escrituras e o compromisso de seguir o profeta vivo podem parecer coisas pequenas e simples. Quero lembrar-lhes a escritura encontrada em Alma: “Eis que te digo que é por meio de coisas pequenas e simples que as grandes são realizadas” (Alma 37:6). Se as aplicarmos em nossa vida diária, essas quatro “pequenas e simples” diretrizes tiradas do livro de Josué vão contribuir conjuntamente para proporcionar a mais vigorosa fonte de coragem e força que existe: a fé em nosso Pai Celestial e em Seu Filho Jesus Cristo.

O Pai Celestial sabe que nossa jornada individual não é fácil. Enfrentamos todos os dias situações que exigem coragem e força. Um artigo publicado recentemente no jornal Church News confirma essa verdade:

“Há alguns meses, uma professora do curso médio começou a aula, certo dia, pedindo aos alunos que apoiavam determinada questão política que ficassem de um lado da sala, e os que se opunham a ela que ficassem do outro lado.

Depois que os alunos se colocaram em seus respectivos lados, a professora colocou-se entre os que se opunham. Escolhendo uma jovem do lado dos que apoiavam, a professora começou a atacar a moça e seus colegas, criticando o ponto de vista deles.

A jovem, que era uma Menina Moça em sua ala, absorveu os ataques contra suas crenças.

Permaneceu calma frente a um ataque público desferido por alguém que tinha autoridade” (“What Youth Need”, Church News, 6 de março de 2010, última capa).

Aquela moça demonstrou uma coragem extraordinária em seu próprio campo de batalha, que naquele dia acabou sendo a sala de aula de sua escola. Onde quer que estejam, seja o que for que enfrentem, espero que tirem vantagem das diretrizes encontradas no livro de Josué, para que possam confiar na promessa do Senhor: “Esforça-te, e tem bom ânimo; não temas, nem te espantes; porque o Senhor teu Deus é contigo, por onde quer que andares” (Josué 1:9).

Quero deixar com vocês meu testemunho de que o Pai Celestial conhece e ama cada uma de vocês. Ao se voltarem para Ele, Ele não as abandonará! Ele as abençoará com a força e a coragem necessárias para completarem sua jornada de volta à presença Dele. Tenho gratidão pelas escrituras e por exemplos vigorosos como o do profeta Josué. Sinto-me grata pelo Presidente Monson, que se empenha em guiar-nos em segurança de volta para nosso Pai Celestial. Oro para que, tal como os filhos de Israel, todas entremos em nossa “terra prometida” e encontremos alegria nas bênçãos do Senhor. Digo essas coisas em nome de Jesus Cristo. Amém.

ELA ME TROCOU POR UM ZUMBI

O ônibus comprido com várias portas havia chegado ao seu destino. sentia satisfação pelo sucesso da viagem. Desci pela porta dianteira e ela...