Élder Ulisses Soares - Primeiro Conselheiro na Presidência da Área Brasil Sul (Setembro/2006)
Élder Ulisses Soares
Certa ocasião, eu estava viajando de carro para cumprir uma designação. Durante a viagem, deparei-me com um nevoeiro muito forte. Fiquei um pouco apreensivo, pois as condições de visibilidade eram muito ruins. Quase não via nada, três metros à frente. Percebi então que o único meio de manterme na direção correta era seguir as linhas brancas do chão que continham marcadores luminosos, devido a constância dos nevoeiros naquela região. Dirigindo em baixa velocidade e atento às linhas brancas, consegui chegar ao meu destino final e cumprir minha designação. Senti-me grato por ter saído um pouco mais cedo de casa e, assim, a redução de velocidade não impediu que eu chegasse àquela cidade em segurança.
Nossa experiência mortal aqui na Terra também requer que nos mantenhamos na direção certa e sigamos as diretrizes estabelecidas pelo Senhor pois, dessa maneira, poderemos chegar ao nosso destino eterno e desfrutar a companhia de nossa família na presença de Deus e de Jesus Cristo.
O Senhor estabeleceu limites a fim de que possamos chegar em segurança, se não nos desviarmos dessa direção. O Salvador ensinou: “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem” (Mateus 7:13–14). Os ensinamentos do Salvador são claros, pois determinam o caminho que devemos seguir para não nos perder. Mas corremos o risco de nos desviar, quando seguimos nossos próprios pensamentos de homens naturais. No Guia para Estudo das Escrituras aprendemos que o homem natural deixa-se influenciar pelas paixões, pelos desejos, apetites e impulsos da carne, em vez de buscar a inspiração do Espírito Santo. Ele só compreende as coisas físicas, não as espirituais. Todo ser humano — homem ou mulher — é carnal, ou seja, mortal, em virtude da Queda de Adão e Eva, e tem de nascer de novo pela Expiação de Jesus Cristo para deixar de ser um ser natural.
Quando não controlamos o homem natural que existe dentro de nós, começamos a colocar o nosso coração nas coisas do mundo, e isso nos distancia ainda mais do caminho. Começamos a agir de acordo com o nosso próprio pensamento e, como conseqüência, podemos nos perder no nevoeiro que se encontra à nossa frente.
Como evitar que percamos a direção, e como manter uma velocidade constante em nossa vida, a fim de chegarmos em segurança ao nosso destino eterno? As escrituras contêm muitos ensinamentos que podem ajudar-nos a vencer o homem natural. Gostaria de compartilhar algumas escrituras que me inspiram e me ajudam a voltar meus pensamentos e ações na direção estabelecida pelo Senhor.
Primeiramente gostaria de me referir ao que Néfi, filho de Leí, ensinou a seus irmãos sobre o significado da barra de ferro que seu pai tinha visto no sonho. “E eu disselhes que era a palavra de Deus; e todos os que dessem ouvidos à palavra de Deus e a ela se apegassem, jamais pereceriam; nem as tentações nem os ardentes dardos do adversário poderiam dominá-los até a cegueira, para levá-los à destruição” (1 Néfi 15:24). Essas palavras deixam claro que, à medida que nos apegarmos ao evangelho e o vivermos intensamente, não pereceremos, pois estaremos protegidos e seremos capazes de vencer as tentações. É a nossa vivência do evangelho que determina a direção que estamos seguindo em nossa vida.
Outra escritura que sempre me impressiona é a que está registrada em Salmos 119:105. “Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho.” Trata-se de uma lembrança constante de que o conteúdo das escrituras nos guia no caminho que nos levará de volta à presença de Nosso Pai Celestial e ilumina a direção que devemos tomar nas decisões que tomamos durante esta vida mortal. Quando estudamos as escrituras, crendo que o Senhor está pessoalmente nos guiando e iluminando nosso caminho, estaremos bem mais dispostos a aplicá-las na vida, e progrediremos com mais rapidez.
Aprecio muito o que se encontra em D&C 112:10: “Sê humilde; e o Senhor teu Deus te conduzirá pela mão e dará resposta a tuas orações”. Ao orarmos diariamente, buscando a ajuda do Senhor, demonstramos nossa humildade e, apesar dos desafios que enfrentarmos, o Senhor nos conduzirá pela mão na direção que devemos seguir. Dessa maneira, nunca vamos nos perder, e receberemos os frutos de nosso sacrifício na vida mortal.
Finalmente, gostaria de mencionar o que Morôni ensinou a respeito da fé: “Portanto, se um homem tem fé, ele tem que ter esperança; porque sem fé não pode haver qualquer esperança. E novamente, eis que vos digo que ele não pode ter fé nem esperança sem que seja manso e humilde de coração. Sem isso sua fé e esperança são vãs, porque ninguém é aceitável perante Deus, a não ser os humildes e brandos de coração; e se um homem é humilde e brando de coração e confessa, pelo poder do Espírito Santo, que Jesus é o Cristo, ele precisa ter caridade; pois se não tem caridade, nada é; portanto ele precisa ter caridade. (…) Mas a caridade é o puro amor de Cristo e permanece para sempre; e para todos os que a possuírem, no último dia tudo estará bem” (Morôni 7:42–44, 47).
De acordo com a escritura, a fé é determinante em nossa disposição de nos tornarmos mansos, humildes, e de abençoarmos a vida de nosso próximo por meio da caridade. O Salvador foi o exemplo máximo da caridade, e demonstrou isso pela maneira com que tratava e abençoava as pessoas. Ao seguir Seu exemplo, estaremos demonstrando nossa fé em Seus ensinamentos e certamente estaremos caminhando na direção correta.
Que todos possamos gozar dos frutos do evangelho em nossa vida. Sejamos fiéis e leais aos convênios que fizemos com o Senhor. Tenhamos sempre em mente que o caminho estreito e apertado exigirá algum sacrifício; mas se nos mantivermos no limite das linhas brancas estabelecidas pelo Senhor para seguirmos pela estrada da vida, mesmo em meio às tempestades, chegaremos em segurança na presença Dele. Esse é meu testemunho, em nome de Jesus Cristo. Amém.
domingo, 1 de agosto de 2010
“Vencer a Si Mesmo”
Élder Pedro J. C. Penha - Segundo Conselheiro na Presidência da Área Brasil Norte (Julho/2007)
Élder Pedro J. C. Penha
Desafios da Vida
No decorrer dos séculos, filósofos, teólogos e escritores debatem a questão da natureza humana. Em nossa vida aqui na Terra, cada um de nós enfrenta desafios que nos ajudam a determinar o quanto entendemos com clareza as provas que nos são dadas pelo Pai.
O Novo Testamento registra uma dessas provas, na história de um jovem que teve o privilégio de estar pessoalmente diante do Salvador. Esse jovem veio até Ele e perguntou-Lhe o que deveria fazer para herdar a vida eterna. Se prestarmos atenção à resposta do Mestre, talvez possamos encontrar alguns elementos que nos levem à proposta do título desta mensagem, “Vencer a si mesmo”.
O Messias respondeu: “Se queres, porém, entrar na vida [eterna], guarda os mandamentos” (Mateus 19:16–17). Quero chamar sua atenção para a profundidade dessa resposta. O verdadeiro desejo e a total obediência às leis, por parte daquele jovem, foram testados. Esse foi um momento decisivo na vida dele. Ao que parece, ele obedecia a muitos mandamentos, mas não era completo. Algo lhe faltava (ver Marcos 10:21). Os anseios mais profundos de seu íntimo ainda se mostravam vazios.
Na ótica de Cristo, esse homem precisava decidir se verdadeiramente desejava a vida eterna. “A entrega de nossa vontade (desejo) a Deus é, realmente, a única coisa pessoal e ímpar que temos para depositar no altar de Deus. As muitas outras coisas que ‘damos’, irmãos e irmãs, são, na verdade, coisas que Ele já nos deu ou emprestou. No entanto, quando finalmente nos submetermos, deixando nossos desejos individuais serem absorvidos pela vontade de Deus, estaremos então realmente dando algo a Ele! É a única coisa que possuímos e que podemos, verdadeiramente, ofertar” (“Absorvido pela Vontade do Pai”, Élder Neal A. Maxwell, A Liahona, janeiro de 1996, p. 24).
Nossa atitude diante da vida se manifesta não apenas em palavras, mas na evidência de nossa aparência e de nosso espírito. O Presidente Ezra Taft Benson observou: “Assim como o homem não deseja alimento, a menos que sinta fome, tampouco anseia pela salvação de Cristo, até saber por que necessita Dele. Ninguém sabe, correta e adequadamente, por que precisa de Jesus, a menos que compreenda e aceite a doutrina da Queda e seus efeitos sobre a humanidade” (A Witness and a Warning, 1988, p. 33).
O Homem Natural
Em Mosias 3:19, o rei Benjamim ensinou que “o homem natural é inimigo de Deus e tem-no sido desde a queda de Adão”. Após a transgressão de Adão e Eva, eles foram expulsos do Jardim do Éden e, conseqüentemente, afastados da presença de Deus. Tal separação foi tão séria, que se tornou sinônimo da morte. O Senhor consolou Adão dizendo: “Eis que te perdoei tua transgressão no Jardim do Éden”. Se analisarmos o contexto dessa declaração, aprendemos que o Filho de Deus expiou o pecado original, para que os pecados dos pais não recaiam sobre a cabeça dos filhos.
O Senhor explicou ainda mais: “Visto que teus filhos são concebidos em pecado, quando eles começam a crescer, concebe-se o pecado em seu coração e eles provam o amargo para saber apreciar o bom” (Moisés 6:53–55).
O Presidente Benson nos ensinou que o mundo tenta moldar o comportamento humano, mas Cristo pode mudar a natureza humana. “O Senhor opera de dentro para fora. O mundo opera de fora para dentro. O mundo quer tirar as pessoas da miséria e das favelas. Cristo tira a miséria das pessoas, e então elas próprias se livram das favelas. O mundo procura moldar os homens, modificando seu meio ambiente. Cristo modifica os homens, que então transformam seu ambiente. O mundo procura modelar o comportamento humano; Cristo, porém, consegue mudar a natureza humana” (“Nascido de Deus”, A Liahona, janeiro de 1986, p. 4).
Mudar a Si Mesmo
Alma diz que depois da Queda, Adão e Eva “foram afastados tanto física como espiritualmente da presença do Senhor; e assim vemos que eles ficaram sujeitos a sua própria vontade” (Alma 42:7).
O exercício de nossa vontade poderá nos levar a pautar nossas ações nas do homem natural que há em nós, ou a buscar a harmonia entre o que desejamos e aquilo que o Senhor deseja de nós.
No processo de conhecer a vontade de Deus para nossa vida, é preciso ter a atitude que reflita a compreensão de que cada um de nós é um filho espiritual de Pais Celestiais. O Senhor sabe quem somos nós. Ele nos conhece. Sabe o que pensamos e o que sentimos, no mais profundo da nossa alma. Ele também sabe o que é melhor para nós, mesmo que, às vezes, possa gerar alguma angústia ou tristeza. Ele sabe o que melhor se reverterá em nosso benefício, pois conhece o fim desde o começo. Também sabe o tipo de ajuda que precisamos no dia-a-dia.
“Se estivermos esmorecidos, talvez necessitemos de dificuldades. Se estivermos contentes demais, talvez recebamos uma dose de descontentamento divino. A reprovação pode conter uma visão relevante. Um novo chamado tiranos das cômodas rotinas para as quais já desenvolvemos as aptidões necessárias. Podemos vir a perder o conforto material, para que o câncer do materialismo seja também removido. Talvez sejamos humilhados, para que nosso orgulho se desfaça. De um modo ou de outro, aquilo de que tivermos falta receberá atenção, e tudo de que precisarmos nos será dado” (“Absorvido pela Vontade do Pai”, Élder Neal A. Maxwell, A Liahona, janeiro de 1996, p. 24).
Cada um de nós enfrentará seus próprios desafios na vida, pois o Senhor disse: “E assim os provaremos para ver se farão todas as coisas que o Senhor seu Deus lhes ordenar” (Abraão 3:25). Algumas das provas que enfrentaremos nessa vida serão feitas sob medida para cada um de nós. Já que o Senhor nos conhece tão profundamente, Ele sabe quais partes de nosso caráter precisam ser modificadas. Ele também conhece nossas fraquezas e sabe como nos ajudar a transformá-las em pontos fortes em nossa vida, mesmo que essas fraquezas estejam contidas em nosso âmago.
Em Salmos, lemos: “Senhor, como se têm multiplicado os meus adversários! São muitos os que se levantam contra mim. Muitos dizem (…): Não há salvação (…). Porém tu, Senhor, és um escudo para mim” (Salmos 3:1–3).
E Provérbios 3:5–8 afirma: “Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas. Não sejas sábio a teus próprios olhos; teme ao Senhor e aparta-te do mal. Isto será saúde para o teu âmago, e medula para os teus ossos”.
Compartilho essas reflexões na certeza de que, com Jesus Cristo ao nosso lado, podemos vencer os desafios dessa vida com fé e esperança. Não permitamos que a tristeza entre em nosso coração. O Espírito de Deus produz alegria, luz e bons sentimentos. O Espírito de Deus é um espírito de esperança. Tendo o Salvador como aliado e seu Espírito para nos inspirar, podemos vencer a nós mesmos.
Élder Pedro J. C. Penha
Desafios da Vida
No decorrer dos séculos, filósofos, teólogos e escritores debatem a questão da natureza humana. Em nossa vida aqui na Terra, cada um de nós enfrenta desafios que nos ajudam a determinar o quanto entendemos com clareza as provas que nos são dadas pelo Pai.
O Novo Testamento registra uma dessas provas, na história de um jovem que teve o privilégio de estar pessoalmente diante do Salvador. Esse jovem veio até Ele e perguntou-Lhe o que deveria fazer para herdar a vida eterna. Se prestarmos atenção à resposta do Mestre, talvez possamos encontrar alguns elementos que nos levem à proposta do título desta mensagem, “Vencer a si mesmo”.
O Messias respondeu: “Se queres, porém, entrar na vida [eterna], guarda os mandamentos” (Mateus 19:16–17). Quero chamar sua atenção para a profundidade dessa resposta. O verdadeiro desejo e a total obediência às leis, por parte daquele jovem, foram testados. Esse foi um momento decisivo na vida dele. Ao que parece, ele obedecia a muitos mandamentos, mas não era completo. Algo lhe faltava (ver Marcos 10:21). Os anseios mais profundos de seu íntimo ainda se mostravam vazios.
Na ótica de Cristo, esse homem precisava decidir se verdadeiramente desejava a vida eterna. “A entrega de nossa vontade (desejo) a Deus é, realmente, a única coisa pessoal e ímpar que temos para depositar no altar de Deus. As muitas outras coisas que ‘damos’, irmãos e irmãs, são, na verdade, coisas que Ele já nos deu ou emprestou. No entanto, quando finalmente nos submetermos, deixando nossos desejos individuais serem absorvidos pela vontade de Deus, estaremos então realmente dando algo a Ele! É a única coisa que possuímos e que podemos, verdadeiramente, ofertar” (“Absorvido pela Vontade do Pai”, Élder Neal A. Maxwell, A Liahona, janeiro de 1996, p. 24).
Nossa atitude diante da vida se manifesta não apenas em palavras, mas na evidência de nossa aparência e de nosso espírito. O Presidente Ezra Taft Benson observou: “Assim como o homem não deseja alimento, a menos que sinta fome, tampouco anseia pela salvação de Cristo, até saber por que necessita Dele. Ninguém sabe, correta e adequadamente, por que precisa de Jesus, a menos que compreenda e aceite a doutrina da Queda e seus efeitos sobre a humanidade” (A Witness and a Warning, 1988, p. 33).
O Homem Natural
Em Mosias 3:19, o rei Benjamim ensinou que “o homem natural é inimigo de Deus e tem-no sido desde a queda de Adão”. Após a transgressão de Adão e Eva, eles foram expulsos do Jardim do Éden e, conseqüentemente, afastados da presença de Deus. Tal separação foi tão séria, que se tornou sinônimo da morte. O Senhor consolou Adão dizendo: “Eis que te perdoei tua transgressão no Jardim do Éden”. Se analisarmos o contexto dessa declaração, aprendemos que o Filho de Deus expiou o pecado original, para que os pecados dos pais não recaiam sobre a cabeça dos filhos.
O Senhor explicou ainda mais: “Visto que teus filhos são concebidos em pecado, quando eles começam a crescer, concebe-se o pecado em seu coração e eles provam o amargo para saber apreciar o bom” (Moisés 6:53–55).
O Presidente Benson nos ensinou que o mundo tenta moldar o comportamento humano, mas Cristo pode mudar a natureza humana. “O Senhor opera de dentro para fora. O mundo opera de fora para dentro. O mundo quer tirar as pessoas da miséria e das favelas. Cristo tira a miséria das pessoas, e então elas próprias se livram das favelas. O mundo procura moldar os homens, modificando seu meio ambiente. Cristo modifica os homens, que então transformam seu ambiente. O mundo procura modelar o comportamento humano; Cristo, porém, consegue mudar a natureza humana” (“Nascido de Deus”, A Liahona, janeiro de 1986, p. 4).
Mudar a Si Mesmo
Alma diz que depois da Queda, Adão e Eva “foram afastados tanto física como espiritualmente da presença do Senhor; e assim vemos que eles ficaram sujeitos a sua própria vontade” (Alma 42:7).
O exercício de nossa vontade poderá nos levar a pautar nossas ações nas do homem natural que há em nós, ou a buscar a harmonia entre o que desejamos e aquilo que o Senhor deseja de nós.
No processo de conhecer a vontade de Deus para nossa vida, é preciso ter a atitude que reflita a compreensão de que cada um de nós é um filho espiritual de Pais Celestiais. O Senhor sabe quem somos nós. Ele nos conhece. Sabe o que pensamos e o que sentimos, no mais profundo da nossa alma. Ele também sabe o que é melhor para nós, mesmo que, às vezes, possa gerar alguma angústia ou tristeza. Ele sabe o que melhor se reverterá em nosso benefício, pois conhece o fim desde o começo. Também sabe o tipo de ajuda que precisamos no dia-a-dia.
“Se estivermos esmorecidos, talvez necessitemos de dificuldades. Se estivermos contentes demais, talvez recebamos uma dose de descontentamento divino. A reprovação pode conter uma visão relevante. Um novo chamado tiranos das cômodas rotinas para as quais já desenvolvemos as aptidões necessárias. Podemos vir a perder o conforto material, para que o câncer do materialismo seja também removido. Talvez sejamos humilhados, para que nosso orgulho se desfaça. De um modo ou de outro, aquilo de que tivermos falta receberá atenção, e tudo de que precisarmos nos será dado” (“Absorvido pela Vontade do Pai”, Élder Neal A. Maxwell, A Liahona, janeiro de 1996, p. 24).
Cada um de nós enfrentará seus próprios desafios na vida, pois o Senhor disse: “E assim os provaremos para ver se farão todas as coisas que o Senhor seu Deus lhes ordenar” (Abraão 3:25). Algumas das provas que enfrentaremos nessa vida serão feitas sob medida para cada um de nós. Já que o Senhor nos conhece tão profundamente, Ele sabe quais partes de nosso caráter precisam ser modificadas. Ele também conhece nossas fraquezas e sabe como nos ajudar a transformá-las em pontos fortes em nossa vida, mesmo que essas fraquezas estejam contidas em nosso âmago.
Em Salmos, lemos: “Senhor, como se têm multiplicado os meus adversários! São muitos os que se levantam contra mim. Muitos dizem (…): Não há salvação (…). Porém tu, Senhor, és um escudo para mim” (Salmos 3:1–3).
E Provérbios 3:5–8 afirma: “Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas. Não sejas sábio a teus próprios olhos; teme ao Senhor e aparta-te do mal. Isto será saúde para o teu âmago, e medula para os teus ossos”.
Compartilho essas reflexões na certeza de que, com Jesus Cristo ao nosso lado, podemos vencer os desafios dessa vida com fé e esperança. Não permitamos que a tristeza entre em nosso coração. O Espírito de Deus produz alegria, luz e bons sentimentos. O Espírito de Deus é um espírito de esperança. Tendo o Salvador como aliado e seu Espírito para nos inspirar, podemos vencer a nós mesmos.
sábado, 31 de julho de 2010
Uma Igreja Madura no Brasil, Segunda Nação da Igreja
Élder Stanley G. Ellis - Segundo Conselheiro na Presidência da Área Brasil (Outubro/2008)
Élder Stanley G. Ellis
Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino” (I Coríntios 13:11).
O Apóstolo Paulo deu-nos um excelente conselho a respeito da maturidade. Todos nós devemos progredir em direção à maturidade em todas as áreas da vida. Ao crescer fisicamente, devemos nos esforçar para também amadurecer espiritual, emocional, intelectual e financeiramente. Quando atingimos a idade adulta, não podemos mais agir como crianças em nenhuma dessas áreas.
O mesmo se dá conosco como coletividade. Por exemplo, quanto à Igreja no Brasil, devemos amadurecer à medida que crescemos. O crescimento da Igreja aqui é maravilhoso. Com mais de 220 estacas aprovadas, 53 distritos, 27 missões e aproximadamente 2.000 alas e ramos, nós somos agora a segunda nação da Igreja! Dos 176 países do mundo onde a Igreja está estabelecida, somente os Estados Unidos têm mais do que nós. Que coisa boa!
Mas a pergunta, agora, é: estamos agindo como a segunda nação da Igreja? Estamos agindo como uma Igreja madura? Estamos nos esforçando para ser um apoio para a Igreja no mundo? Para as demais áreas do mundo, sermos um exemplo de como a Igreja deve ser? O que significa ser uma Igreja madura?
Viver o evangelho
Em uma Igreja madura, há muitos membros que vivem plenamente o evangelho. Devido a seu forte testemunho pessoal de Deus o Pai, de Seu Filho Jesus Cristo e do Espírito Santo, eles cumprem os mandamentos e seguem os profetas e apóstolos vivos. Caminham pela fé a fim de servir em chamados, sejam quais forem, e de levar o evangelho e seu significado a outras pessoas. Devido a sua fidelidade, são exemplos para todos.
Temos feito isso no Brasil e podemos fazer ainda melhor. O Senhor nos abençoou e espera que sejamos uma luz para outras áreas do mundo, mostrando-lhes como viver plenamente o evangelho em um mundo turbulento.
Preparar missionários e líderes
Uma Igreja madura prepara missionários para servir no mundo todo. Por meio de orações individuais e em família, estudo individual e familiar das escrituras, realização da noite familiar, serviço e participação constante na Igreja e freqüência regular ao templo, pais dignos “treinam” os filhos (ver Provérbios 22:6; ver também D&C 68:25) de modo que estejam aptos para ser chamados a servir e sejam dignos de sê-lo. Eles também usam os recursos do seminário e do instituto visando fortalecer e preparar seus jovens. Assim formamos missionários dignos para servir em todo o mundo. Dessa maneira também são preparados líderes dignos e prontos para receber chamados na Igreja.
Fazemos isso no Brasil, e podemos fazer mais. Hoje, há brasileiros servindo nos Estados Unidos, no Japão, na Europa, na África e em outras partes do mundo. Irmãos brasileiros chamados como Autoridades Gerais têm designações não só no Brasil, mas também nos Estados Unidos, na Argentina e no Peru. Quanto melhor nos prepararmos, mais o Senhor nos chamará para abençoar a Igreja como um todo.
Ser dizimistas integrais e doar ofertas generosas
Na Igreja madura, há muitos dizimistas integrais; tantos que a Igreja tem recursos para construir templos e capelas, produzir materiais necessários, manter missões, áreas, alas e estacas, realizar conferências, etc. Se os membros pagam integralmente o dízimo, o Senhor os abençoa tanto material quanto espiritualmente. À medida que mais membros prosperam, seu dízimo integral compõe os recursos financeiros necessários para ajudar áreas em desenvolvimento.
Além de pagar o dízimo integral, esses membros fiéis são generosos em suas ofertas — tanto as de jejum quanto outras, inclusive as que se destinam à ajuda humanitária e ao fundo perpétuo de educação.
Precisamos, quanto a isso, intensificar os esforços e ocupar nosso lugar como segunda nação da Igreja. É preciso que todos paguem o dízimo integral e doem ofertas generosas. Só assim nos ergueremos como Igreja madura, suprindo as próprias necessidades e ajudando as outras 174 nações que ainda precisam de auxílio. O Senhor precisa que o Brasil ocupe seu lugar.
Abençoar nossas comunidades
Como Igreja amadurecida, muitos dos nossos membros obtêm alto grau de instrução, são bons profissionais e são líderes em sua comunidade. Nossos membros são muito bem preparados e íntegros, são executivos em negócios, líderes civis e militares, grandes cientistas, artesãos, médicos, construtores, advogados, professores, estadistas, diplomatas, etc. Eles abençoam e edificam a vida de todos a sua volta.
Membros da Igreja brasileiros ocupam cargos de liderança na sociedade. Somos respeitados pelos líderes da mídia, do meio empresarial, da política e da área da educação. Precisamos de muitos outros membros que estejam preparados e que, devido a sua fidelidade, sejam merecedores dessa confiança pública.
Maturidade
A maturidade não é uma questão de tempo, mas sim de atitude e de ação. O Presidente Monson ensinou que nós nos tornamos aquilo que escolhemos ser. Nossas escolhas determinam o nosso destino. Portanto, podemos escolher ser fiéis. Podemos escolher ser sábios. Podemos escolher viver plenamente o evangelho, preparar nossos jovens, ser dizimistas integrais e generosos em nossas ofertas, obter um bom nível de instrução e ser bons trabalhadores. Podemos ‘acabar com as coisas de menino’. Podemos escolher ser maduros. Isso se aplica tanto aos membros novos quanto aos antigos.
Que possamos intensificar nossos esforços, ser uma Igreja madura no Brasil e ocupar nosso lugar como a segunda nação da Igreja.
Élder Stanley G. Ellis
Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino” (I Coríntios 13:11).
O Apóstolo Paulo deu-nos um excelente conselho a respeito da maturidade. Todos nós devemos progredir em direção à maturidade em todas as áreas da vida. Ao crescer fisicamente, devemos nos esforçar para também amadurecer espiritual, emocional, intelectual e financeiramente. Quando atingimos a idade adulta, não podemos mais agir como crianças em nenhuma dessas áreas.
O mesmo se dá conosco como coletividade. Por exemplo, quanto à Igreja no Brasil, devemos amadurecer à medida que crescemos. O crescimento da Igreja aqui é maravilhoso. Com mais de 220 estacas aprovadas, 53 distritos, 27 missões e aproximadamente 2.000 alas e ramos, nós somos agora a segunda nação da Igreja! Dos 176 países do mundo onde a Igreja está estabelecida, somente os Estados Unidos têm mais do que nós. Que coisa boa!
Mas a pergunta, agora, é: estamos agindo como a segunda nação da Igreja? Estamos agindo como uma Igreja madura? Estamos nos esforçando para ser um apoio para a Igreja no mundo? Para as demais áreas do mundo, sermos um exemplo de como a Igreja deve ser? O que significa ser uma Igreja madura?
Viver o evangelho
Em uma Igreja madura, há muitos membros que vivem plenamente o evangelho. Devido a seu forte testemunho pessoal de Deus o Pai, de Seu Filho Jesus Cristo e do Espírito Santo, eles cumprem os mandamentos e seguem os profetas e apóstolos vivos. Caminham pela fé a fim de servir em chamados, sejam quais forem, e de levar o evangelho e seu significado a outras pessoas. Devido a sua fidelidade, são exemplos para todos.
Temos feito isso no Brasil e podemos fazer ainda melhor. O Senhor nos abençoou e espera que sejamos uma luz para outras áreas do mundo, mostrando-lhes como viver plenamente o evangelho em um mundo turbulento.
Preparar missionários e líderes
Uma Igreja madura prepara missionários para servir no mundo todo. Por meio de orações individuais e em família, estudo individual e familiar das escrituras, realização da noite familiar, serviço e participação constante na Igreja e freqüência regular ao templo, pais dignos “treinam” os filhos (ver Provérbios 22:6; ver também D&C 68:25) de modo que estejam aptos para ser chamados a servir e sejam dignos de sê-lo. Eles também usam os recursos do seminário e do instituto visando fortalecer e preparar seus jovens. Assim formamos missionários dignos para servir em todo o mundo. Dessa maneira também são preparados líderes dignos e prontos para receber chamados na Igreja.
Fazemos isso no Brasil, e podemos fazer mais. Hoje, há brasileiros servindo nos Estados Unidos, no Japão, na Europa, na África e em outras partes do mundo. Irmãos brasileiros chamados como Autoridades Gerais têm designações não só no Brasil, mas também nos Estados Unidos, na Argentina e no Peru. Quanto melhor nos prepararmos, mais o Senhor nos chamará para abençoar a Igreja como um todo.
Ser dizimistas integrais e doar ofertas generosas
Na Igreja madura, há muitos dizimistas integrais; tantos que a Igreja tem recursos para construir templos e capelas, produzir materiais necessários, manter missões, áreas, alas e estacas, realizar conferências, etc. Se os membros pagam integralmente o dízimo, o Senhor os abençoa tanto material quanto espiritualmente. À medida que mais membros prosperam, seu dízimo integral compõe os recursos financeiros necessários para ajudar áreas em desenvolvimento.
Além de pagar o dízimo integral, esses membros fiéis são generosos em suas ofertas — tanto as de jejum quanto outras, inclusive as que se destinam à ajuda humanitária e ao fundo perpétuo de educação.
Precisamos, quanto a isso, intensificar os esforços e ocupar nosso lugar como segunda nação da Igreja. É preciso que todos paguem o dízimo integral e doem ofertas generosas. Só assim nos ergueremos como Igreja madura, suprindo as próprias necessidades e ajudando as outras 174 nações que ainda precisam de auxílio. O Senhor precisa que o Brasil ocupe seu lugar.
Abençoar nossas comunidades
Como Igreja amadurecida, muitos dos nossos membros obtêm alto grau de instrução, são bons profissionais e são líderes em sua comunidade. Nossos membros são muito bem preparados e íntegros, são executivos em negócios, líderes civis e militares, grandes cientistas, artesãos, médicos, construtores, advogados, professores, estadistas, diplomatas, etc. Eles abençoam e edificam a vida de todos a sua volta.
Membros da Igreja brasileiros ocupam cargos de liderança na sociedade. Somos respeitados pelos líderes da mídia, do meio empresarial, da política e da área da educação. Precisamos de muitos outros membros que estejam preparados e que, devido a sua fidelidade, sejam merecedores dessa confiança pública.
Maturidade
A maturidade não é uma questão de tempo, mas sim de atitude e de ação. O Presidente Monson ensinou que nós nos tornamos aquilo que escolhemos ser. Nossas escolhas determinam o nosso destino. Portanto, podemos escolher ser fiéis. Podemos escolher ser sábios. Podemos escolher viver plenamente o evangelho, preparar nossos jovens, ser dizimistas integrais e generosos em nossas ofertas, obter um bom nível de instrução e ser bons trabalhadores. Podemos ‘acabar com as coisas de menino’. Podemos escolher ser maduros. Isso se aplica tanto aos membros novos quanto aos antigos.
Que possamos intensificar nossos esforços, ser uma Igreja madura no Brasil e ocupar nosso lugar como a segunda nação da Igreja.
Deixar um Legado
Élder Carlos A. Godoy - Segundo Conselheiro na Presidência da Área Brasil (Junho/2010)
Élder Carlos A. Godoy
Recentemente fui a uma conferência de estaca onde pude presenciar o poder de influência que os pais exercem em seus filhos. Neste caso específico, o pai já havia falecido, mas os filhos ainda lembravam com carinho de seus ensinamentos e principalmente de seu exemplo em viver o evangelho.
Uma experiência narrada por um dos filhos me tocou bastante. Ele, agora pai de seus próprios filhos, lembrou que, quando ele e seus irmãos começaram a estudar à noite, imaginaram que teriam uma boa desculpa para não participarem das noites familiares, pois estariam chegando muito tarde em casa. Não demorou muito para descobrirem que o pai não pensava da mesma maneira. Ao chegar em casa após as aulas, ele lembra que encontrava os hinários em cima da mesa da cozinha, sinal claro de que a reunião familiar ainda estava na agenda do dia.
Os filhos não lembram qual foi a mensagem dada ou as escrituras lidas, mas não esquecem a maior mensagem passada pelos pais: a reunião familiar é importante para nós. Pequenos atos como esse marcam a memória de nossos filhos e se tornam parte de um legado que deixamos para as gerações futuras.
Lembro de situação semelhante, quando servia como presidente de missão. No jantar de despedida de alguns missionários em nossa casa, presenciamos outro exemplo de como pequenas coisas se tornam marcantes para nossos filhos. Neste caso, um dos élderes ao prestar testemunho disse que aprendeu a dar valor às escrituras, em especial ao Livro de Mórmon, graças a sua mãe. A mãe, que estava presente nesse jantar com o esposo, pois tinham viajado até a missão para buscar o filho, ficou muito surpresa com o comentário feito. Ela não se dera conta de como tinha influenciado o testemunho do filho a respeito do Livro de Mórmon.
O élder então explicou que, quando pequeno, era acordado junto com os irmãos bem cedinho pela mãe para tomar o desjejum na cozinha. Cada um dos irmãos se acomodava na mesa, mais ocupados em continuar a dormir do que em comer ou ler as escrituras. A mãe então fritava bacon em uma frigideira, com uma das mãos, ao mesmo tempo em que segurava o Livro de Mórmon com a outra, e lia. Ele disse que não lembra o que a mãe lia, mas não consegue esquecer aquela imagem da mãe todas as manhãs, segurando o livro em uma mão e a frigideira na outra. Talvez a mãe estivesse até se sentindo frustrada, ao ver que os filhos não estavam prestando atenção - estavam mais dormindo na mesa do que ouvindo sua leitura; mas, sem perceber, estava passando uma mensagem poderosa aos seus pequenos filhos: o Livro de Mórmon é importante para nós. O testemunho se fortaleceu nos anos que se seguiram, graças ao exemplo deixado pela mãe nas manhãs de sua infância.
Em D&C 93:39-40 o Senhor nos alerta: E vem o ser maligno e tira a luz e verdade dos filhos dos homens pela desobediência e por causa da tradição de seus pais. Eu, porém, ordenei que criásseis vossos filhos em luz e verdade. Como pais, somos responsáveis por plantar em nossos filhos tradições que os protejam e ajudem em seu dia a dia e em seus desafios futuros. Quando fazemos nossas orações familiares, reuniões familiares e leitura das escrituras em família, por exemplo, estamos iniciando (ou mantendo) uma tradição que abençoará não somente eles, mas seus filhos e os filhos de seus filhos. Nossos netos serão beneficiados por esse legado. Como disse o Élder David A. Bednar, em seu discurso na conferência de outubro de 2009, Nossa constância em fazer coisas aparentemente pequenas pode levar a resultados espiritualmente significativos (Mais Diligentes e Interessados em Casa, A Liahona, novembro de 2009, p. 20).
Um legado é construído pouco a pouco, ano após ano, com (talvez) pequenas, mas poderosas ações. Podem ser hinários nos esperando à noite após as aulas ou frigideiras e Livros de Mórmon no desjejum. O mais importante é que estarão fortalecendo as gerações futuras, e estas, por sua vez, também acabarão por passar esse legado adiante.
Portanto não canseis de fazer o bem, pois estais lançando o alicerce de uma grande obra. E de pequenas coisas provém aquilo que é grande (D&C 64:33).
Élder Carlos A. Godoy
Recentemente fui a uma conferência de estaca onde pude presenciar o poder de influência que os pais exercem em seus filhos. Neste caso específico, o pai já havia falecido, mas os filhos ainda lembravam com carinho de seus ensinamentos e principalmente de seu exemplo em viver o evangelho.
Uma experiência narrada por um dos filhos me tocou bastante. Ele, agora pai de seus próprios filhos, lembrou que, quando ele e seus irmãos começaram a estudar à noite, imaginaram que teriam uma boa desculpa para não participarem das noites familiares, pois estariam chegando muito tarde em casa. Não demorou muito para descobrirem que o pai não pensava da mesma maneira. Ao chegar em casa após as aulas, ele lembra que encontrava os hinários em cima da mesa da cozinha, sinal claro de que a reunião familiar ainda estava na agenda do dia.
Os filhos não lembram qual foi a mensagem dada ou as escrituras lidas, mas não esquecem a maior mensagem passada pelos pais: a reunião familiar é importante para nós. Pequenos atos como esse marcam a memória de nossos filhos e se tornam parte de um legado que deixamos para as gerações futuras.
Lembro de situação semelhante, quando servia como presidente de missão. No jantar de despedida de alguns missionários em nossa casa, presenciamos outro exemplo de como pequenas coisas se tornam marcantes para nossos filhos. Neste caso, um dos élderes ao prestar testemunho disse que aprendeu a dar valor às escrituras, em especial ao Livro de Mórmon, graças a sua mãe. A mãe, que estava presente nesse jantar com o esposo, pois tinham viajado até a missão para buscar o filho, ficou muito surpresa com o comentário feito. Ela não se dera conta de como tinha influenciado o testemunho do filho a respeito do Livro de Mórmon.
O élder então explicou que, quando pequeno, era acordado junto com os irmãos bem cedinho pela mãe para tomar o desjejum na cozinha. Cada um dos irmãos se acomodava na mesa, mais ocupados em continuar a dormir do que em comer ou ler as escrituras. A mãe então fritava bacon em uma frigideira, com uma das mãos, ao mesmo tempo em que segurava o Livro de Mórmon com a outra, e lia. Ele disse que não lembra o que a mãe lia, mas não consegue esquecer aquela imagem da mãe todas as manhãs, segurando o livro em uma mão e a frigideira na outra. Talvez a mãe estivesse até se sentindo frustrada, ao ver que os filhos não estavam prestando atenção - estavam mais dormindo na mesa do que ouvindo sua leitura; mas, sem perceber, estava passando uma mensagem poderosa aos seus pequenos filhos: o Livro de Mórmon é importante para nós. O testemunho se fortaleceu nos anos que se seguiram, graças ao exemplo deixado pela mãe nas manhãs de sua infância.
Em D&C 93:39-40 o Senhor nos alerta: E vem o ser maligno e tira a luz e verdade dos filhos dos homens pela desobediência e por causa da tradição de seus pais. Eu, porém, ordenei que criásseis vossos filhos em luz e verdade. Como pais, somos responsáveis por plantar em nossos filhos tradições que os protejam e ajudem em seu dia a dia e em seus desafios futuros. Quando fazemos nossas orações familiares, reuniões familiares e leitura das escrituras em família, por exemplo, estamos iniciando (ou mantendo) uma tradição que abençoará não somente eles, mas seus filhos e os filhos de seus filhos. Nossos netos serão beneficiados por esse legado. Como disse o Élder David A. Bednar, em seu discurso na conferência de outubro de 2009, Nossa constância em fazer coisas aparentemente pequenas pode levar a resultados espiritualmente significativos (Mais Diligentes e Interessados em Casa, A Liahona, novembro de 2009, p. 20).
Um legado é construído pouco a pouco, ano após ano, com (talvez) pequenas, mas poderosas ações. Podem ser hinários nos esperando à noite após as aulas ou frigideiras e Livros de Mórmon no desjejum. O mais importante é que estarão fortalecendo as gerações futuras, e estas, por sua vez, também acabarão por passar esse legado adiante.
Portanto não canseis de fazer o bem, pois estais lançando o alicerce de uma grande obra. E de pequenas coisas provém aquilo que é grande (D&C 64:33).
sexta-feira, 30 de julho de 2010
“Sim, nos Melhores Livros Buscai Palavras de Sabedoria”
Élder Ulisses Soares - Presidente da Área Brasil (Agosto/2009)
Élder Ulisses Soares. A oração dedicatória do Templo de Kirtland foi dada como revelação ao Profeta Joseph Smith. Nela, o Senhor nos advertiu a respeito de vários assuntos importantes que fazem toda diferença em nossa vida terrena. Em Doutrina e Convênios lemos, no versículo sete da seção 109: "E como todos não têm fé, buscai diligentemente e ensinai-vos uns aos outros palavras de sabedoria; sim, nos melhores livros buscai palavras de sabedoria; procurai conhecimento, sim, pelo estudo e também pela fé". Essa escritura nos exorta a desenvolver mais fé por meio da busca do conhecimento. E conhecimento é "entendimento e compreensão, especialmente da verdade, conforme ensinada ou confirmada pelo Espírito" (Guia para Estudo das Escrituras, p. 41).
A verdade somente pode ser compreendida depois de adquirida por meio da busca do conhecimento e confirmada pelo Espírito. A aplicação do conhecimento em nossa vida será motivada depois que conhecermos e compreendermos a verdade.
Para conhecer Deus e Jesus Cristo, precisamos estudar a respeito Deles e fazer Sua vontade. Quando fazemos a vontade de Deus e de Jesus Cristo, desfrutamos as bênçãos prometidas àqueles que são fiéis. O próprio Senhor disse a Joseph Smith: "Eu, o Senhor, estou obrigado quando fazeis o que eu digo; mas quando não o fazeis, não tendes promessa alguma" (D&C 82:10). Ao aplicar o conhecimento da verdade em nossa vida, desenvolvemos o atributo da sabedoria que, segundo o Guia das Escrituras, é a "capacidade ou dom de Deus de saber julgar corretamente" (Guia para Estudo das Escrituras, p. 186). Adquire-se sabedoria pela experiência, pelo estudo e seguindo os conselhos de Deus. Sem a ajuda de Deus, o homem não adquire a sabedoria verdadeira (ver Guia para Estudo das Escrituras, p. 186). É dessa forma que receberemos mais luz e alegria em nossa vida. Isso nos levará à presença de Deus e de Jesus Cristo, e com Eles poderemos viver felizes para sempre.
O mandamento do Senhor de "nos melhores livros [buscar] palavras de sabedoria" deve motivarnos a buscar conhecimento pelo estudo e pela fé nos bons livros, a aplicar esse conhecimento em nossa vida e, consequentemente, a obter o dom da sabedoria, que nos ajudará a seguir o caminho correto ao fazermos nossas escolhas e nossos julgamentos diários. Os melhores livros incluem em primeiro lugar as escrituras, as palavras dos profetas videntes e reveladores e qualquer coisa que seja "virtuosa, amável, de boa fama ou louvável" (Regras de Fé 1:13).
O evangelho de Jesus Cristo contém as verdades da salvação e inclui todas as verdades adquiridas pelo homem em sua busca pelo conhecimento. É interessante notar que o Senhor instruiu Seu povo, no início desta dispensação, a ganhar conhecimento a respeito das verdades do evangelho e também sobre "todas as coisas pertinentes ao reino de Deus, que vos convém compreender; tanto as coisas do céu como da Terra e de debaixo da Terra; coisas que foram, coisas que são, coisas que logo hão de suceder; coisas que estão em casa, coisas que estão no estrangeiro; as guerras e complexidades das nações e os julgamentos que estão sobre a terra; e também um conhecimento de países e reinos" (D&C 88:78-79).
Com a abundância de conhecimento que está disponível nos dias atuais, não só quanto ao evangelho, mas também quanto a tudo que seja amável, virtuoso, de boa fama ou louvável, temos a grande responsabilidade de buscar mais conhecimento "tanto [sobre] as coisas do céu como da Terra".
O próprio Senhor nos instruiu a respeito da necessidade de adquirir conhecimento, quando disse a Joseph Smith: "Qualquer princípio de inteligência que alcançarmos nesta vida, surgirá conosco na ressurreição. E se nesta vida uma pessoa, por sua diligência e obediência, adquirir mais conhecimento e inteligência do que outra, ela terá tanto mais vantagem no mundo futuro" (D&C 130:18-19).
As entidades governamentais têm demonstrado interesse em ajudar os cidadãos a desenvolver o desejo pela leitura e pelo aprendizado. Recentemente, recebemos do Ministério da Educação um livreto com o título: "Nenhuma criança brasileira vai crescer sem saber ler ou sem gostar de ler". Considero isso um bom incentivo para toda a comunidade de nosso país desenvolver maior interesse pela leitura e pelo aprendizado. Os pais têm uma grande participação nesse processo, pois podem ser bons exemplos para os filhos ao demonstrar interesse pela busca de tudo aquilo que é virtuoso por meio de bons livros. Lembro-me do incentivo que recebia de meus líderes na Igreja, durante minha infância e juventude, a respeito da leitura e do aprendizado por meio de bons livros. Éramos incentivados a ler histórias de "boa fama", escritas por bons autores e a transformar essas histórias em apresentações teatrais. Dessa maneira podíamos não só aumentar o interesse pela leitura de livros virtuosos, mas ao mesmo tempo desenvolver talentos provendo entretenimento saudável aos membros da Igreja. Às vezes, encontro-me com vários líderes daquela época e recordamos com saudade aqueles momentos cujas lições permaneceram em nosso coração e nos ajudaram a desenvolver o interesse em adquirir mais inteligência e conhecimento durante a vida.
Estamos vivendo os dias trabalhosos previstos pelo Apóstolo Paulo em sua epístola a Timóteo (ver II Timóteo 3:1-4). Os profetas modernos têm-nos instruído a respeito da importância de "[preparar] todas as coisas necessárias" (D&C 109:8), a fim de enfrentarmos os desafios desses dias trabalhosos. O Élder Robert D. Hales, do Quórum dos Doze Apóstolos disse: "Tenha a disposição de buscar instrução adicional e aprender novas habilidades, a despeito de sua idade" (Princípios Básicos de Bem-Estar e Autossuficiência, 2009, p. 3).
"Com conhecimento e sabedoria, pode-se discernir a verdade do erro e fazer escolhas melhores. Adquirese também maior capacidade de entender a Deus e as outras pessoas e de amá-los mais profundamente" (Manual de Instruções da Igreja, vol. 2, p. 257).
Para enfrentar os desafios de dias trabalhosos e deste mundo competitivo em que vivemos, necessitaremos de todo o conhecimento que pudermos obter, a fim de nos destacarmos e nos tornarmos uma influência positiva para os que nos rodeiam. Dessa maneira, traremos honra para nós mesmos e para nossa família. Seremos reconhecidos como homens e mulheres sábios, industriosos e de integridade. O próprio Salvador ensinou a respeito desse princípio no Sermão da Montanha, quando disse: "Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; (...) Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus" (Mateus 5:14,16).
O Salvador foi o exemplo perfeito em todas as coisas e, em especial, na questão de obter conhecimento intelectual. Em um dos poucos versículos do Novo Testamento que nos fala a respeito da infância Dele, lemos que Jesus foi encontrado por seus pais "no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os, e interrogando-os. E todos os que o ouviam admiravam a sua inteligência e respostas. (...) E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens" (Lucas 2:46-47,52). Em outras palavras, mesmo o Senhor aprendeu, cresceu e progrediu em conhecimento e sabedoria " também Ele cresceu intelectualmente.
Meus queridos irmãos e irmãs, ensinem sua família a respeito desse importante princípio, especialmente nos dias trabalhosos de hoje, que foram previstos pelos profetas. Fomos admoestados a adquirir conhecimento nos melhores livros. Presto-lhes meu testemunho de que isso nos beneficiará tanto espiritual como materialmente. Precisamos crescer em sabedoria e estatura perante Deus e os homens. Foi o próprio Salvador quem disse: "Devereis ser como eu sou" (3 Néfi 27:27).
Vamos sempre nos lembrar do ensinamento contido no hino da Primária, que diz: "Eu quero ser como Cristo, seguindo Seus passos vou (...)"(ver Músicas para Crianças, p. 40). Minha oração é que reforcemos nosso compromisso de tomar sobre nós o nome de Cristo e que reflitamos isso em nossa decisão de "nos melhores livros [buscar] palavras de sabedoria", e que nos tornemos como Ele é.
Élder Ulisses Soares. A oração dedicatória do Templo de Kirtland foi dada como revelação ao Profeta Joseph Smith. Nela, o Senhor nos advertiu a respeito de vários assuntos importantes que fazem toda diferença em nossa vida terrena. Em Doutrina e Convênios lemos, no versículo sete da seção 109: "E como todos não têm fé, buscai diligentemente e ensinai-vos uns aos outros palavras de sabedoria; sim, nos melhores livros buscai palavras de sabedoria; procurai conhecimento, sim, pelo estudo e também pela fé". Essa escritura nos exorta a desenvolver mais fé por meio da busca do conhecimento. E conhecimento é "entendimento e compreensão, especialmente da verdade, conforme ensinada ou confirmada pelo Espírito" (Guia para Estudo das Escrituras, p. 41).
A verdade somente pode ser compreendida depois de adquirida por meio da busca do conhecimento e confirmada pelo Espírito. A aplicação do conhecimento em nossa vida será motivada depois que conhecermos e compreendermos a verdade.
Para conhecer Deus e Jesus Cristo, precisamos estudar a respeito Deles e fazer Sua vontade. Quando fazemos a vontade de Deus e de Jesus Cristo, desfrutamos as bênçãos prometidas àqueles que são fiéis. O próprio Senhor disse a Joseph Smith: "Eu, o Senhor, estou obrigado quando fazeis o que eu digo; mas quando não o fazeis, não tendes promessa alguma" (D&C 82:10). Ao aplicar o conhecimento da verdade em nossa vida, desenvolvemos o atributo da sabedoria que, segundo o Guia das Escrituras, é a "capacidade ou dom de Deus de saber julgar corretamente" (Guia para Estudo das Escrituras, p. 186). Adquire-se sabedoria pela experiência, pelo estudo e seguindo os conselhos de Deus. Sem a ajuda de Deus, o homem não adquire a sabedoria verdadeira (ver Guia para Estudo das Escrituras, p. 186). É dessa forma que receberemos mais luz e alegria em nossa vida. Isso nos levará à presença de Deus e de Jesus Cristo, e com Eles poderemos viver felizes para sempre.
O mandamento do Senhor de "nos melhores livros [buscar] palavras de sabedoria" deve motivarnos a buscar conhecimento pelo estudo e pela fé nos bons livros, a aplicar esse conhecimento em nossa vida e, consequentemente, a obter o dom da sabedoria, que nos ajudará a seguir o caminho correto ao fazermos nossas escolhas e nossos julgamentos diários. Os melhores livros incluem em primeiro lugar as escrituras, as palavras dos profetas videntes e reveladores e qualquer coisa que seja "virtuosa, amável, de boa fama ou louvável" (Regras de Fé 1:13).
O evangelho de Jesus Cristo contém as verdades da salvação e inclui todas as verdades adquiridas pelo homem em sua busca pelo conhecimento. É interessante notar que o Senhor instruiu Seu povo, no início desta dispensação, a ganhar conhecimento a respeito das verdades do evangelho e também sobre "todas as coisas pertinentes ao reino de Deus, que vos convém compreender; tanto as coisas do céu como da Terra e de debaixo da Terra; coisas que foram, coisas que são, coisas que logo hão de suceder; coisas que estão em casa, coisas que estão no estrangeiro; as guerras e complexidades das nações e os julgamentos que estão sobre a terra; e também um conhecimento de países e reinos" (D&C 88:78-79).
Com a abundância de conhecimento que está disponível nos dias atuais, não só quanto ao evangelho, mas também quanto a tudo que seja amável, virtuoso, de boa fama ou louvável, temos a grande responsabilidade de buscar mais conhecimento "tanto [sobre] as coisas do céu como da Terra".
O próprio Senhor nos instruiu a respeito da necessidade de adquirir conhecimento, quando disse a Joseph Smith: "Qualquer princípio de inteligência que alcançarmos nesta vida, surgirá conosco na ressurreição. E se nesta vida uma pessoa, por sua diligência e obediência, adquirir mais conhecimento e inteligência do que outra, ela terá tanto mais vantagem no mundo futuro" (D&C 130:18-19).
As entidades governamentais têm demonstrado interesse em ajudar os cidadãos a desenvolver o desejo pela leitura e pelo aprendizado. Recentemente, recebemos do Ministério da Educação um livreto com o título: "Nenhuma criança brasileira vai crescer sem saber ler ou sem gostar de ler". Considero isso um bom incentivo para toda a comunidade de nosso país desenvolver maior interesse pela leitura e pelo aprendizado. Os pais têm uma grande participação nesse processo, pois podem ser bons exemplos para os filhos ao demonstrar interesse pela busca de tudo aquilo que é virtuoso por meio de bons livros. Lembro-me do incentivo que recebia de meus líderes na Igreja, durante minha infância e juventude, a respeito da leitura e do aprendizado por meio de bons livros. Éramos incentivados a ler histórias de "boa fama", escritas por bons autores e a transformar essas histórias em apresentações teatrais. Dessa maneira podíamos não só aumentar o interesse pela leitura de livros virtuosos, mas ao mesmo tempo desenvolver talentos provendo entretenimento saudável aos membros da Igreja. Às vezes, encontro-me com vários líderes daquela época e recordamos com saudade aqueles momentos cujas lições permaneceram em nosso coração e nos ajudaram a desenvolver o interesse em adquirir mais inteligência e conhecimento durante a vida.
Estamos vivendo os dias trabalhosos previstos pelo Apóstolo Paulo em sua epístola a Timóteo (ver II Timóteo 3:1-4). Os profetas modernos têm-nos instruído a respeito da importância de "[preparar] todas as coisas necessárias" (D&C 109:8), a fim de enfrentarmos os desafios desses dias trabalhosos. O Élder Robert D. Hales, do Quórum dos Doze Apóstolos disse: "Tenha a disposição de buscar instrução adicional e aprender novas habilidades, a despeito de sua idade" (Princípios Básicos de Bem-Estar e Autossuficiência, 2009, p. 3).
"Com conhecimento e sabedoria, pode-se discernir a verdade do erro e fazer escolhas melhores. Adquirese também maior capacidade de entender a Deus e as outras pessoas e de amá-los mais profundamente" (Manual de Instruções da Igreja, vol. 2, p. 257).
Para enfrentar os desafios de dias trabalhosos e deste mundo competitivo em que vivemos, necessitaremos de todo o conhecimento que pudermos obter, a fim de nos destacarmos e nos tornarmos uma influência positiva para os que nos rodeiam. Dessa maneira, traremos honra para nós mesmos e para nossa família. Seremos reconhecidos como homens e mulheres sábios, industriosos e de integridade. O próprio Salvador ensinou a respeito desse princípio no Sermão da Montanha, quando disse: "Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; (...) Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus" (Mateus 5:14,16).
O Salvador foi o exemplo perfeito em todas as coisas e, em especial, na questão de obter conhecimento intelectual. Em um dos poucos versículos do Novo Testamento que nos fala a respeito da infância Dele, lemos que Jesus foi encontrado por seus pais "no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os, e interrogando-os. E todos os que o ouviam admiravam a sua inteligência e respostas. (...) E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens" (Lucas 2:46-47,52). Em outras palavras, mesmo o Senhor aprendeu, cresceu e progrediu em conhecimento e sabedoria " também Ele cresceu intelectualmente.
Meus queridos irmãos e irmãs, ensinem sua família a respeito desse importante princípio, especialmente nos dias trabalhosos de hoje, que foram previstos pelos profetas. Fomos admoestados a adquirir conhecimento nos melhores livros. Presto-lhes meu testemunho de que isso nos beneficiará tanto espiritual como materialmente. Precisamos crescer em sabedoria e estatura perante Deus e os homens. Foi o próprio Salvador quem disse: "Devereis ser como eu sou" (3 Néfi 27:27).
Vamos sempre nos lembrar do ensinamento contido no hino da Primária, que diz: "Eu quero ser como Cristo, seguindo Seus passos vou (...)"(ver Músicas para Crianças, p. 40). Minha oração é que reforcemos nosso compromisso de tomar sobre nós o nome de Cristo e que reflitamos isso em nossa decisão de "nos melhores livros [buscar] palavras de sabedoria", e que nos tornemos como Ele é.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Estabelecer Sião no Brasil
Élder Ulisses Soares - Presidente da Área Brasil (Agosto/2010)
No ano que antecedeu a Restauração da Igreja de Jesus Cristo, Joseph Smith foi instruído, por meio de várias revelações, a preparar todas as coisas necessárias para o estabelecimento de Sião na Terra.
Ao comparar as sessões 6, 11 e 14 de Doutrina e Convênios, vemos uma semelhança, especialmente no versículo seis de cada uma dessas sessões, quando o Senhor diz: "Guarda meus mandamentos e procura trazer à luz e estabelecer a causa de Sião". No Guia para Estudo das Escrituras, p. 192, lemos a definição de Sião: "Os puros de coração (D&C 97:21). Sião também significa o lugar onde os puros de coração vivem". Sempre fiquei impressionado ao pensar sobre a nossa perspectiva de viver em Sião. Viver nessa condição deve ser nossa meta principal nesta vida.
O Senhor falou a Moisés quais são as condições para se viver em Sião: "E o Senhor chamou seu povo Sião, porque eram unos de coração e vontade e viviam em retidão; e não havia pobres entre eles" (Moisés 7:18). Conforme descrito na escritura, a primeira dessas condições é tornar-se "uno de coração e vontade". No sentido das escrituras isso significa tornar-se uno em pensamento, desejo e propósito, primeiro com nosso Pai Celestial e Jesus Cristo, e depois com Seus outros santos.
Quando Nosso Pai Celestial desenvolveu o Plano de Salvação - que foi executado por Seu Filho Unigênito Jesus Cristo - Ele tinha em mente o nosso retorno a Sua presença. Essa experiência mortal que vivemos deve-nos preparar para merecermos esse retorno, numa condição bem mais elevada do que a que tínhamos antes de vir a esta Terra. Mesmo conhecendo as características singulares de cada um de Seus filhos, Ele estabeleceu uma maneira possível de voltarmos.
Para que isso ocorra, será preciso que nos tornemos unos em pensamento, desejo, coração e vontade. Essa união nos permitirá trabalhar juntos para que possamos - todos nós - vencer os obstáculos desta vida e retornar à presença Dele.
Alma ensinou esse princípio ao povo, enquanto estabelecia a Igreja: "E mandoulhes que não contendessem entre si, mas que olhassem para frente com um único fito, tendo uma fé e um batismo, tendo os corações entrelaçados em unidade e amor uns para com os outros" (Mosias 18:21). Somente assim é que vamos conseguir união.
As contendas, argumentações e disputas não promovem Sião e, portanto, devem ser evitadas entre os integrantes da família e entre os membros da Igreja. Esse princípio é tão importante que o próprio Senhor revelou a Joseph Smith o mandamento que está registrado em D&C 136:23: "Cessai de contender uns com os outros". Ao nos esforçarmos para viver essa condição, promoveremos Sião entre nós.
A segunda condição mencionada pelo Senhor a Moisés foi: "Viviam em retidão". Retidão é a qualidade do que é justo, santo, virtuoso, íntegro; do que obedece aos mandamentos de Deus e evita o pecado (Guia para Estudo das Escrituras, p. 192). Quando vivemos em retidão, o inimigo não tem nenhum poder sobre o coração do povo.
Seremos tentados, pois isso faz parte da nossa experiência mortal; mas não sucumbiremos às tentações, pois estaremos vivendo em santidade, justiça e integridade. Essas qualidades se entrelaçam, pois significam honradez, sinceridade, pensamentos bons, perfeição espiritual e moral, pureza de coração e de propósito, entre outras coisas. Jesus Cristo possui todos os atributos que promovem a retidão, pois Ele mesmo foi o maior exemplo ao viver nessa condição durante a experiência mortal.
Ao nos esforçarmos para viver em retidão, estaremos no processo pelo qual nos livraremos do pecado, tornando-nos limpos, puros e santos. Esse processo requer que voltemos nosso coração ao Senhor Jesus Cristo e a Sua Expiação, e que exercitemos nossa fé, arrependendo-nos de nossos pecados com um coração quebrantado e um espírito contrito.
Conforme registrado nas escrituras, teremos nossas vestes branqueadas pelo sangue do Cordeiro e nos tornaremos santos, pois nossa mente, nossos desejos e nossas ações estarão concentrados em Deus.
A terceira condição é "não havia pobres entre eles". Por intermédio de Seus profetas, o Senhor revela - especialmente nestes últimos tempos - a importância de alcançarmos nossa autossuficiência, a necessidade de aprendermos a sustentar a nós mesmos e a nossa família e a auxiliar os pobres e necessitados à maneira do Senhor (ver o documento: Ênfase no Treinamento da Liderança).
O Élder Robert D. Hales, do Quórum dos Doze Apóstolos, explicou recentemente qual é a maneira do Senhor mencionada no documento acima. Ele disse: "Os princípios de bem-estar inspirados no sacerdócio são tanto temporais quanto espirituais. Eles também são eternos e se aplicam a qualquer circunstância. Sejamos ricos ou pobres, eles existem para nós" (Princípios Básicos de Bem-Estar e Autossuficiência, p. 1). Em seus ensinamentos, ele destaca alguns princípios que devem dirigir nossas ações, como:
# O viver previdente
# O pagamento do dízimo e das ofertas
# A nossa preparação para o futuro (fazer um orçamento, obter instrução e preparar-nos espiritualmente)
Ele ainda acrescentou: "Ser autossuficiente significa sermos responsáveis por nosso próprio bem-estar espiritual e temporal e pelo bem-estar daqueles que o Pai Celestial nos confiou para que cuidássemos. Somente quando somos autossuficientes podemos verdadeiramente imitar o Salvador, servindo e abençoando ao próximo". É importante entender que nossa capacidade e nossa habilidade de servir no reino de Deus aumentam ou diminuem à medida que alcançamos nossa autossuficiência.
Não faz muito tempo, a Primeira Presidência escreveu uma carta sobre a importância de enfatizar os princípios de bem-estar em nossa família e nos conselhos da Igreja: "A aplicação dos princípios e práticas de bem-estar comprovados pelo tempo é essencial para o bem-estar dos membros da Igreja" (Carta da Primeira Presidência, 27 de março de 2009).
Queridos irmãos e irmãs, que possamos envidar todos os nossos esforços a fim de estabelecer Sião entre nós, aqui no Brasil, vivendo os princípios ensinados por nossos profetas atuais. Vivemos tempos difíceis, mas o Senhor nos ama tanto que não nos deixou sozinhos. Temos os profetas vivos, as escrituras e os ensinamentos desse evangelho verdadeiro que nos dá segurança e paz nos tempos de dificuldades que estamos vivendo.
Que possamos nos lembrar do que o Senhor disse a Joseph Smith na seção 68, versículo seis de Doutrina e Convênios: "Portanto tende bom ânimo e não temais, porque eu, o Senhor, estou convosco e ficarei ao vosso lado; e testificareis de mim, Jesus Cristo, que eu sou o Filho do Deus vivo, que eu fui, que eu sou e que eu virei".
No ano que antecedeu a Restauração da Igreja de Jesus Cristo, Joseph Smith foi instruído, por meio de várias revelações, a preparar todas as coisas necessárias para o estabelecimento de Sião na Terra.
Ao comparar as sessões 6, 11 e 14 de Doutrina e Convênios, vemos uma semelhança, especialmente no versículo seis de cada uma dessas sessões, quando o Senhor diz: "Guarda meus mandamentos e procura trazer à luz e estabelecer a causa de Sião". No Guia para Estudo das Escrituras, p. 192, lemos a definição de Sião: "Os puros de coração (D&C 97:21). Sião também significa o lugar onde os puros de coração vivem". Sempre fiquei impressionado ao pensar sobre a nossa perspectiva de viver em Sião. Viver nessa condição deve ser nossa meta principal nesta vida.
O Senhor falou a Moisés quais são as condições para se viver em Sião: "E o Senhor chamou seu povo Sião, porque eram unos de coração e vontade e viviam em retidão; e não havia pobres entre eles" (Moisés 7:18). Conforme descrito na escritura, a primeira dessas condições é tornar-se "uno de coração e vontade". No sentido das escrituras isso significa tornar-se uno em pensamento, desejo e propósito, primeiro com nosso Pai Celestial e Jesus Cristo, e depois com Seus outros santos.
Quando Nosso Pai Celestial desenvolveu o Plano de Salvação - que foi executado por Seu Filho Unigênito Jesus Cristo - Ele tinha em mente o nosso retorno a Sua presença. Essa experiência mortal que vivemos deve-nos preparar para merecermos esse retorno, numa condição bem mais elevada do que a que tínhamos antes de vir a esta Terra. Mesmo conhecendo as características singulares de cada um de Seus filhos, Ele estabeleceu uma maneira possível de voltarmos.
Para que isso ocorra, será preciso que nos tornemos unos em pensamento, desejo, coração e vontade. Essa união nos permitirá trabalhar juntos para que possamos - todos nós - vencer os obstáculos desta vida e retornar à presença Dele.
Alma ensinou esse princípio ao povo, enquanto estabelecia a Igreja: "E mandoulhes que não contendessem entre si, mas que olhassem para frente com um único fito, tendo uma fé e um batismo, tendo os corações entrelaçados em unidade e amor uns para com os outros" (Mosias 18:21). Somente assim é que vamos conseguir união.
As contendas, argumentações e disputas não promovem Sião e, portanto, devem ser evitadas entre os integrantes da família e entre os membros da Igreja. Esse princípio é tão importante que o próprio Senhor revelou a Joseph Smith o mandamento que está registrado em D&C 136:23: "Cessai de contender uns com os outros". Ao nos esforçarmos para viver essa condição, promoveremos Sião entre nós.
A segunda condição mencionada pelo Senhor a Moisés foi: "Viviam em retidão". Retidão é a qualidade do que é justo, santo, virtuoso, íntegro; do que obedece aos mandamentos de Deus e evita o pecado (Guia para Estudo das Escrituras, p. 192). Quando vivemos em retidão, o inimigo não tem nenhum poder sobre o coração do povo.
Seremos tentados, pois isso faz parte da nossa experiência mortal; mas não sucumbiremos às tentações, pois estaremos vivendo em santidade, justiça e integridade. Essas qualidades se entrelaçam, pois significam honradez, sinceridade, pensamentos bons, perfeição espiritual e moral, pureza de coração e de propósito, entre outras coisas. Jesus Cristo possui todos os atributos que promovem a retidão, pois Ele mesmo foi o maior exemplo ao viver nessa condição durante a experiência mortal.
Ao nos esforçarmos para viver em retidão, estaremos no processo pelo qual nos livraremos do pecado, tornando-nos limpos, puros e santos. Esse processo requer que voltemos nosso coração ao Senhor Jesus Cristo e a Sua Expiação, e que exercitemos nossa fé, arrependendo-nos de nossos pecados com um coração quebrantado e um espírito contrito.
Conforme registrado nas escrituras, teremos nossas vestes branqueadas pelo sangue do Cordeiro e nos tornaremos santos, pois nossa mente, nossos desejos e nossas ações estarão concentrados em Deus.
A terceira condição é "não havia pobres entre eles". Por intermédio de Seus profetas, o Senhor revela - especialmente nestes últimos tempos - a importância de alcançarmos nossa autossuficiência, a necessidade de aprendermos a sustentar a nós mesmos e a nossa família e a auxiliar os pobres e necessitados à maneira do Senhor (ver o documento: Ênfase no Treinamento da Liderança).
O Élder Robert D. Hales, do Quórum dos Doze Apóstolos, explicou recentemente qual é a maneira do Senhor mencionada no documento acima. Ele disse: "Os princípios de bem-estar inspirados no sacerdócio são tanto temporais quanto espirituais. Eles também são eternos e se aplicam a qualquer circunstância. Sejamos ricos ou pobres, eles existem para nós" (Princípios Básicos de Bem-Estar e Autossuficiência, p. 1). Em seus ensinamentos, ele destaca alguns princípios que devem dirigir nossas ações, como:
# O viver previdente
# O pagamento do dízimo e das ofertas
# A nossa preparação para o futuro (fazer um orçamento, obter instrução e preparar-nos espiritualmente)
Ele ainda acrescentou: "Ser autossuficiente significa sermos responsáveis por nosso próprio bem-estar espiritual e temporal e pelo bem-estar daqueles que o Pai Celestial nos confiou para que cuidássemos. Somente quando somos autossuficientes podemos verdadeiramente imitar o Salvador, servindo e abençoando ao próximo". É importante entender que nossa capacidade e nossa habilidade de servir no reino de Deus aumentam ou diminuem à medida que alcançamos nossa autossuficiência.
Não faz muito tempo, a Primeira Presidência escreveu uma carta sobre a importância de enfatizar os princípios de bem-estar em nossa família e nos conselhos da Igreja: "A aplicação dos princípios e práticas de bem-estar comprovados pelo tempo é essencial para o bem-estar dos membros da Igreja" (Carta da Primeira Presidência, 27 de março de 2009).
Queridos irmãos e irmãs, que possamos envidar todos os nossos esforços a fim de estabelecer Sião entre nós, aqui no Brasil, vivendo os princípios ensinados por nossos profetas atuais. Vivemos tempos difíceis, mas o Senhor nos ama tanto que não nos deixou sozinhos. Temos os profetas vivos, as escrituras e os ensinamentos desse evangelho verdadeiro que nos dá segurança e paz nos tempos de dificuldades que estamos vivendo.
Que possamos nos lembrar do que o Senhor disse a Joseph Smith na seção 68, versículo seis de Doutrina e Convênios: "Portanto tende bom ânimo e não temais, porque eu, o Senhor, estou convosco e ficarei ao vosso lado; e testificareis de mim, Jesus Cristo, que eu sou o Filho do Deus vivo, que eu fui, que eu sou e que eu virei".
sábado, 24 de julho de 2010
Sua Luz no Deserto
Sharon G. Larsen
Segunda Conselheira na Presidência Geral das Moças
Mantenham seus olhos fitos na meta e sigam pelo caminho estreito e apertado do Filho, o Filho de Deus.
Sharon G. Larsen
Tendo em vista o que saibam ou o que deixem de saber, o que achariam de viajar durante oito anos, acampando no deserto, sem visitar nenhuma cidade, sem luz e nem ao menos uma fogueira? Foi isso que aconteceu com o pai Leí e sua família, quando o Senhor lhes ordenou que saíssem de Jerusalém. Aposto que houve muita reclamação no acampamento, e bem poucos voluntários! Certamente havia jovens da idade de vocês naquela longa viagem.
O Senhor alertou-os a não acenderem fogueiras. Depois, Ele declarou: "Serei ( . . . ) vossa luz no deserto; e prepararei o caminho a vossa frente, ( . . . ) se guardardes meus mandamentos, sereis conduzidos à terra da promissão; e sabereis que sois conduzidos por mim". (1 Néfi 17:13)
Todas vocês devem ter terras prometidas a que desejam chegar e podem ter sua própria luz nesse deserto que desafia todos os jovens de hoje. Essa luz vem acompanhada de muito amor, o amor do Senhor por todos os Seus filhos, especialmente pelos jovens. O Senhor sabe que vocês enfrentam dificuldades e tentações, mas Ele oferece a luz que ilumina seu coração, sua mente e seu espírito. Ele disse que Sua palavra é a verdade, e a verdade é luz, e a luz é o Espírito de Jesus Cristo. (Ver D&C 84:45.)
Sunny é uma estudante de intercâmbio que veio da Coréia. Ela está morando em outro país, falando uma língua nova e vivendo com uma nova família. Sua adaptação na escola foi muito difícil. Ela não tinha nenhuma amiga que se sentasse com ela no refeitório, que conversasse com ela ou que a acompanhasse às atividades da escola. Ela conta: "Eu sentia-me muito triste, por isso comecei a orar. Nunca tinha pensado em orar pedindo ajuda ao Pai Celestial e pedindo consolo e fé em mim mesma. Então, comecei a ler o Livro de Mórmon todas as manhãs e a orar antes de ir para a escola. As coisas se tornaram bem mais fáceis. Fiquei muito surpresa ao ver que conseguia entender melhor! Senti que alguém estava ajudando-me em meus estudos". (Carta guardada no Escritório da Organização das Moças.)
Vocês sabem, não é mesmo, que a oração acende uma luz? Quando a oração se torna parte constante de sua vida, vocês passam a andar na luz, pelo caminho estreito e apertado.
Quando eu tinha a idade de vocês, aprendi a importância de seguir pelo caminho estreito e apertado e como era difícil concentrar-me em permanecer nele. Fui criada em uma cidadezinha no sopé das Montanhas Rochosas canadenses. Meu pai era fazendeiro, e tive que aprender a trabalhar! Em todos os verões, eu guiava o trator para ele, colhia e juntava o feno, carregava os fardos de feno e arava os campos. Lembro-me da primeira vez em que comecei a aprender a arar e cultivar o campo. Meu pai explicou-me a importância de arar em linha reta. Se o sulco ficasse torto, haveria pontos falhos no campo que seriam tomados pelas ervas daninhas. Ele disse: "Se você mantiver os olhos fitos em uma estaca da cerca que fica do outro lado do campo e fizer dela a sua meta, conseguirá arar em linha reta. Não deixe que as irregularidades do solo a desviem do caminho. Se ficar olhando para o trator, os buracos e saliências irão tirá-la do caminho, e o sulco ficará torto". Depois disso, ele foi embora e deixou o trabalho por minha conta.
Lembrei-me da estaca enquanto arava vários sulcos, mas então comecei a cantar para passar o tempo. Cantei todas as canções e hinos que conhecia, e inventei alguns. Estava cantando a plenos pulmões e me divertindo muito, quando vi meu pai caminhando pelo campo em minha direção. Parei o trator, e ele perguntou: "O que foi que aconteceu com as linhas retas?"
Perguntei: "Como assim?"
Ele disse: "Olhe para os sulcos. No começo eles estão retos, mas é evidente que você parou de prestar atenção enquanto arava. Você deve ter parado de olhar para a estaca da cerca do outro lado do campo, que era sua meta. Observe que a cada novo sulco você se desviou um pouquinho até acabar deixando grandes falhas no campo". Ele subiu no trator e arou um pouco para endireitar os sulcos. Ao descer do trator e deixar que eu tentasse novamente, ele disse: "Sharon, sempre preste atenção para onde está indo".
Quando as pressões do mundo parecem envolver-nos e ficamos tentadas a desistir daquilo que mais desejamos em troca de algo momentâneo, é difícil prestar atenção, ver o futuro, e olhar para além do trator. Os buracos e saliências do terreno, a persuasão dos amigos que parecem estar-se divertindo podem tirar-nos do caminho. Mas a luz que irá nos ajudar a permanecer no caminho estreito e apertado é semelhante a meta do outro lado do campo. Se alguma vez se sentirem distraídas e tentadas, o Senhor estará lá para ajudá-las a endireitar seu curso. Vocês são capazes de sair da escuridão e vir para a luz, a luz do Senhor.
Um jovem amigo que não compreendia a importância de termos a luz, de termos o Espírito, estava tentando explicar-me por que era tão importante assistir a alguns dos filmes vulgares e violentos que estão sendo produzidos atualmente. Ele disse: "Se não assistirmos a essas coisas, iremos tornar-nos ingênuos e desinformados, e o mundo vai aproveitar-se de nós".
Perguntei a meu jovem amigo: "Você prefere expor-se ao que o mundo oferece para estar bem informado e assim ser deixado sozinho para tomar suas decisões, ou prefere ser guiado pelo Senhor e viver uma vida tão cheia de luz, verdade e boas qualidades que nela não haja lugar para a escuridão?" Vocês não podem estar na luz e na escuridão ao mesmo tempo.
A tocha das Moças simboliza essa luz. Essa tocha que vocês usam com seu perfil na chama pode alimentar seu desejo de defender a verdade e a retidão. É um lembrete de que Cristo é sua Luz e que Ele irá mostar-lhes o caminho em meio aos momentos felizes e às névoas da escuridão. Jamais terão que sentir-se sozinhas ou abandonadas.
Emily, uma presidente de classe das Lauréis que desejava conhecer a vontade do Senhor a respeito de quem deveria ser sua conselheira, descreveu como sentiu essa luz. Ela conta: "Orei a respeito de certa moça e tive uma forte revelação. Foi como se meu coração e minha mente se unissem, e tudo ficou muito claro. Soube então, sem sombra de dúvidas, que ela devia ser minha conselheira". (Carta guardada no Escritório da Organização das Moças.) A oração é o instrumento que nos liga ao poder de Deus, o qual nos leva a amar, servir, sacrificar-nos e aumentar nossa capacidade.
O irmão de Jarede no Livro de Mórmon conhecia esse processo. Ele construiu oito barcos ou navios sob a direção do Senhor, mas não havia luz dentro deles. Ele pediu ajuda ao Senhor (e nós podemos fazer o mesmo). Mas a resposta não foi o que ele esperava. O Senhor poderia ter facilmente colocado luz nos barcos, mas Ele queria que a luz, a luz do Espírito, estivesse com o irmão de Jarede.
O que acham que o irmão de Jarede fez entre o momento em que descobriu que o Senhor não lhe daria uma lanterna até o momento em que retirou da rocha as dezesseis pedras e pediu ao Senhor que as tocasse para que fornecessem luz? Creio que ele deve ter feito o mesmo que Sunny Kim e Emily fizeram: Ele deve ter jejuado, orado, lido e ponderado as escrituras, servido, amado e perdoado, procurando simplesmente ser obediente para que o Espírito, ou seja, a luz, o guiasse.
Depois que o irmão de Jarede fez tudo o que estava a seu alcance, esforçando-se arduamente e usando todos os recursos disponíveis, sobretudo sua fé no Senhor, ele procurou-o outra vez, com uma idéia, e seu esforço foi suficiente. O Senhor tocou as 16 pedras e fez-se luz. (Ver Éter 2:1825;3:16.) Sempre existem soluções.
Muitas moças estão seguindo essa luz, e o Senhor as está abençoando. Ouçam o testemunho de algumas moças que deixaram que o Senhor fosse a sua luz:
[Obs.: Várias moças prestaram testemunho em vídeo.]
Deixem que o Senhor seja sua luz. Deixem que Ele prepare o caminho para vocês até sua terra prometida. "Não existe ( . . . ) uma vida que seja tão escura [que] Ele não possa iluminar." (Sam Cardon e Steven K. Jones, "Come Unto Him", New Era, abril de 1995, p.10.) Vocês não precisam ser profetas como Leí ou o irmão de Jarede. Sejam simplesmente vocês mesmas, com fome e sede de justiça. Confiem Nele. Mantenham seus olhos fitos na meta do outro lado do campo e sigam pelo caminho estreito e apertado do Filho, o Filho de Deus. Presto testemunho da luz e do Espírito que procedem de Jesus Cristo.
Jesus, minha luz, apoio me traz,
Pois calma a dor e reina em paz!
A tua bondade exaltarei.
Tu és meu eterno amparo e rei!
("Jesus Minha Luz", Hinos, nº 44)
Em nome de Jesus Cristo. Amém.
Segunda Conselheira na Presidência Geral das Moças
Mantenham seus olhos fitos na meta e sigam pelo caminho estreito e apertado do Filho, o Filho de Deus.
Sharon G. Larsen
Tendo em vista o que saibam ou o que deixem de saber, o que achariam de viajar durante oito anos, acampando no deserto, sem visitar nenhuma cidade, sem luz e nem ao menos uma fogueira? Foi isso que aconteceu com o pai Leí e sua família, quando o Senhor lhes ordenou que saíssem de Jerusalém. Aposto que houve muita reclamação no acampamento, e bem poucos voluntários! Certamente havia jovens da idade de vocês naquela longa viagem.
O Senhor alertou-os a não acenderem fogueiras. Depois, Ele declarou: "Serei ( . . . ) vossa luz no deserto; e prepararei o caminho a vossa frente, ( . . . ) se guardardes meus mandamentos, sereis conduzidos à terra da promissão; e sabereis que sois conduzidos por mim". (1 Néfi 17:13)
Todas vocês devem ter terras prometidas a que desejam chegar e podem ter sua própria luz nesse deserto que desafia todos os jovens de hoje. Essa luz vem acompanhada de muito amor, o amor do Senhor por todos os Seus filhos, especialmente pelos jovens. O Senhor sabe que vocês enfrentam dificuldades e tentações, mas Ele oferece a luz que ilumina seu coração, sua mente e seu espírito. Ele disse que Sua palavra é a verdade, e a verdade é luz, e a luz é o Espírito de Jesus Cristo. (Ver D&C 84:45.)
Sunny é uma estudante de intercâmbio que veio da Coréia. Ela está morando em outro país, falando uma língua nova e vivendo com uma nova família. Sua adaptação na escola foi muito difícil. Ela não tinha nenhuma amiga que se sentasse com ela no refeitório, que conversasse com ela ou que a acompanhasse às atividades da escola. Ela conta: "Eu sentia-me muito triste, por isso comecei a orar. Nunca tinha pensado em orar pedindo ajuda ao Pai Celestial e pedindo consolo e fé em mim mesma. Então, comecei a ler o Livro de Mórmon todas as manhãs e a orar antes de ir para a escola. As coisas se tornaram bem mais fáceis. Fiquei muito surpresa ao ver que conseguia entender melhor! Senti que alguém estava ajudando-me em meus estudos". (Carta guardada no Escritório da Organização das Moças.)
Vocês sabem, não é mesmo, que a oração acende uma luz? Quando a oração se torna parte constante de sua vida, vocês passam a andar na luz, pelo caminho estreito e apertado.
Quando eu tinha a idade de vocês, aprendi a importância de seguir pelo caminho estreito e apertado e como era difícil concentrar-me em permanecer nele. Fui criada em uma cidadezinha no sopé das Montanhas Rochosas canadenses. Meu pai era fazendeiro, e tive que aprender a trabalhar! Em todos os verões, eu guiava o trator para ele, colhia e juntava o feno, carregava os fardos de feno e arava os campos. Lembro-me da primeira vez em que comecei a aprender a arar e cultivar o campo. Meu pai explicou-me a importância de arar em linha reta. Se o sulco ficasse torto, haveria pontos falhos no campo que seriam tomados pelas ervas daninhas. Ele disse: "Se você mantiver os olhos fitos em uma estaca da cerca que fica do outro lado do campo e fizer dela a sua meta, conseguirá arar em linha reta. Não deixe que as irregularidades do solo a desviem do caminho. Se ficar olhando para o trator, os buracos e saliências irão tirá-la do caminho, e o sulco ficará torto". Depois disso, ele foi embora e deixou o trabalho por minha conta.
Lembrei-me da estaca enquanto arava vários sulcos, mas então comecei a cantar para passar o tempo. Cantei todas as canções e hinos que conhecia, e inventei alguns. Estava cantando a plenos pulmões e me divertindo muito, quando vi meu pai caminhando pelo campo em minha direção. Parei o trator, e ele perguntou: "O que foi que aconteceu com as linhas retas?"
Perguntei: "Como assim?"
Ele disse: "Olhe para os sulcos. No começo eles estão retos, mas é evidente que você parou de prestar atenção enquanto arava. Você deve ter parado de olhar para a estaca da cerca do outro lado do campo, que era sua meta. Observe que a cada novo sulco você se desviou um pouquinho até acabar deixando grandes falhas no campo". Ele subiu no trator e arou um pouco para endireitar os sulcos. Ao descer do trator e deixar que eu tentasse novamente, ele disse: "Sharon, sempre preste atenção para onde está indo".
Quando as pressões do mundo parecem envolver-nos e ficamos tentadas a desistir daquilo que mais desejamos em troca de algo momentâneo, é difícil prestar atenção, ver o futuro, e olhar para além do trator. Os buracos e saliências do terreno, a persuasão dos amigos que parecem estar-se divertindo podem tirar-nos do caminho. Mas a luz que irá nos ajudar a permanecer no caminho estreito e apertado é semelhante a meta do outro lado do campo. Se alguma vez se sentirem distraídas e tentadas, o Senhor estará lá para ajudá-las a endireitar seu curso. Vocês são capazes de sair da escuridão e vir para a luz, a luz do Senhor.
Um jovem amigo que não compreendia a importância de termos a luz, de termos o Espírito, estava tentando explicar-me por que era tão importante assistir a alguns dos filmes vulgares e violentos que estão sendo produzidos atualmente. Ele disse: "Se não assistirmos a essas coisas, iremos tornar-nos ingênuos e desinformados, e o mundo vai aproveitar-se de nós".
Perguntei a meu jovem amigo: "Você prefere expor-se ao que o mundo oferece para estar bem informado e assim ser deixado sozinho para tomar suas decisões, ou prefere ser guiado pelo Senhor e viver uma vida tão cheia de luz, verdade e boas qualidades que nela não haja lugar para a escuridão?" Vocês não podem estar na luz e na escuridão ao mesmo tempo.
A tocha das Moças simboliza essa luz. Essa tocha que vocês usam com seu perfil na chama pode alimentar seu desejo de defender a verdade e a retidão. É um lembrete de que Cristo é sua Luz e que Ele irá mostar-lhes o caminho em meio aos momentos felizes e às névoas da escuridão. Jamais terão que sentir-se sozinhas ou abandonadas.
Emily, uma presidente de classe das Lauréis que desejava conhecer a vontade do Senhor a respeito de quem deveria ser sua conselheira, descreveu como sentiu essa luz. Ela conta: "Orei a respeito de certa moça e tive uma forte revelação. Foi como se meu coração e minha mente se unissem, e tudo ficou muito claro. Soube então, sem sombra de dúvidas, que ela devia ser minha conselheira". (Carta guardada no Escritório da Organização das Moças.) A oração é o instrumento que nos liga ao poder de Deus, o qual nos leva a amar, servir, sacrificar-nos e aumentar nossa capacidade.
O irmão de Jarede no Livro de Mórmon conhecia esse processo. Ele construiu oito barcos ou navios sob a direção do Senhor, mas não havia luz dentro deles. Ele pediu ajuda ao Senhor (e nós podemos fazer o mesmo). Mas a resposta não foi o que ele esperava. O Senhor poderia ter facilmente colocado luz nos barcos, mas Ele queria que a luz, a luz do Espírito, estivesse com o irmão de Jarede.
O que acham que o irmão de Jarede fez entre o momento em que descobriu que o Senhor não lhe daria uma lanterna até o momento em que retirou da rocha as dezesseis pedras e pediu ao Senhor que as tocasse para que fornecessem luz? Creio que ele deve ter feito o mesmo que Sunny Kim e Emily fizeram: Ele deve ter jejuado, orado, lido e ponderado as escrituras, servido, amado e perdoado, procurando simplesmente ser obediente para que o Espírito, ou seja, a luz, o guiasse.
Depois que o irmão de Jarede fez tudo o que estava a seu alcance, esforçando-se arduamente e usando todos os recursos disponíveis, sobretudo sua fé no Senhor, ele procurou-o outra vez, com uma idéia, e seu esforço foi suficiente. O Senhor tocou as 16 pedras e fez-se luz. (Ver Éter 2:1825;3:16.) Sempre existem soluções.
Muitas moças estão seguindo essa luz, e o Senhor as está abençoando. Ouçam o testemunho de algumas moças que deixaram que o Senhor fosse a sua luz:
[Obs.: Várias moças prestaram testemunho em vídeo.]
Deixem que o Senhor seja sua luz. Deixem que Ele prepare o caminho para vocês até sua terra prometida. "Não existe ( . . . ) uma vida que seja tão escura [que] Ele não possa iluminar." (Sam Cardon e Steven K. Jones, "Come Unto Him", New Era, abril de 1995, p.10.) Vocês não precisam ser profetas como Leí ou o irmão de Jarede. Sejam simplesmente vocês mesmas, com fome e sede de justiça. Confiem Nele. Mantenham seus olhos fitos na meta do outro lado do campo e sigam pelo caminho estreito e apertado do Filho, o Filho de Deus. Presto testemunho da luz e do Espírito que procedem de Jesus Cristo.
Jesus, minha luz, apoio me traz,
Pois calma a dor e reina em paz!
A tua bondade exaltarei.
Tu és meu eterno amparo e rei!
("Jesus Minha Luz", Hinos, nº 44)
Em nome de Jesus Cristo. Amém.
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