Presidente Gordon B. Hinckley
“Que a Virtude Adorne Teus Pensamentos Incessantemente,” Liahona, May 2007, 115
Não há limites para seu potencial. Se assumirem o controle de sua vida, o futuro estará cheio de oportunidades e de felicidade.
Minhas queridas jovens, que maravilhoso é vê-las neste grande salão. Vocês estão acompanhadas de suas mães, avós e professoras. Além das que estão neste Centro de Conferências, centenas de milhares mais estão reunidas em todo o mundo. Elas nos ouvirão em mais de vinte idiomas. Nosso discurso será traduzido para sua língua nativa. A oportunidade de falar para vocês é uma responsabilidade avassaladora. Mas também é uma oportunidade maravilhosa. Oro pedindo a orientação do Santo Espírito para o que vou dizer.
Outras pessoas abordaram eloqüentemente o tema desta reunião. Eu apenas vou mencioná-lo. Está na palavra revelada do Senhor que se encontra na seção 121 de Doutrina e Convênios, que diz:
“Que a virtude adorne teus pensamentos incessantemente; então tua confiança se fortalecerá na presença de Deus; e a doutrina do sacerdócio destilar-se-á sobre tua alma como o orvalho do céu.
O Espírito Santo será teu companheiro constante e teu cetro, um cetro imutável de retidão e verdade; e teu domínio será um domínio eterno e, sem ser compelido, fluirá para ti eternamente” (vv. 45–46).
Poderia haver para alguém uma promessa maior do que essas extraordinárias palavras de revelação do Senhor? Essas são as palavras de Deus, dadas por revelação ao Profeta Joseph. Elas trazem consigo uma magnífica promessa a todos que permitirem que a virtude adorne seus pensamentos incessantemente.
Vocês, moças, estão no limiar da vida. Têm idade suficiente para ter sido batizadas. São jovens o suficiente para que o futuro mundo de seus sonhos ainda esteja adiante de vocês. Cada uma de vocês é uma filha de Deus. Cada uma de vocês é uma criatura divina. Vocês são literalmente filhas do Todo-Poderoso. Não há limites para seu potencial. Se assumirem o controle de sua vida, o futuro estará cheio de oportunidades e de felicidade. Vocês não podem permitir que seus talentos ou seu tempo sejam desperdiçados. Há grandes oportunidades à sua frente.
Ofereço-lhes uma receita muito simples que lhes garantirá a felicidade, se a seguirem. Trata-se de um programa simples de quatro pontos. É o seguinte: (1) orem; (2) estudem; (3) paguem o dízimo; e (4) assistam às reuniões.
O primeiro item é a oração pessoal. Cada uma de vocês é uma filha de nosso Pai Celestial. Ele é seu Pai Celeste. Fale com Ele. Todas as noites e todas as manhãs, ajoelhe-se e expresse a Ele a gratidão de seu coração. Fale das bênçãos que deseja e necessita. Nunca se esqueça de que esta Igreja começou com a humilde oração do menino Joseph Smith no bosque da fazenda de seu pai. A partir daquele extraordinário acontecimento, que chamamos de Primeira Visão, esta obra cresceu até estar hoje estabelecida em 160 nações, com mais de 12 milhões de membros. Trata-se da própria concretização da visão de Daniel, de uma rocha cortada da montanha sem auxílio de mãos que rolou até encher toda a Terra (ver Daniel 2:44–45).
Você pode não apenas fazer suas orações individuais, mas também pode incentivar seus pais a realizar a oração familiar, se é que eles ainda não fazem. A oração é a ponte por meio da qual nos aproximamos de nosso Pai Celestial. Não custa nada. Exige apenas fé e esforço. Nada é mais recompensador do que ajoelhar-nos em humilde oração. É uma expressão de amor a Deus, que nos concedeu tudo que é bom. É uma expressão de auto-respeito. Não há nada que a substitua. É uma comunicação pessoal com Deus.
O segundo item da minha lista é o estudo. O que está incluído nessa simples palavra de seis letras? Em primeiro lugar o estudo das escrituras. Pode ser que você leia apenas trechos do Velho Testamento, mas ele contém grandes lições. O Novo Testamento é uma mina de ouro. Contém os quatro Evangelhos: Mateus, Marcos, Lucas e João, bem como os Atos dos Apóstolos e outros escritos. Procure ler ao menos um dos Evangelhos, talvez o livro de João. Quando terminar, pegue o Livro de Mórmon.
Há dois anos, exortei os membros da Igreja em todo o mundo a ler o Livro de Mórmon antes do fim daquele ano. É maravilhoso ver quantos cumpriram essa meta. Todos os que o fizeram foram abençoados por seus esforços. Ao mergulharem nessa outra testemunha de nosso Redentor, tiveram o coração vivificado e o espírito tocado. Algumas de vocês eram jovens demais para ler naquela época, mas não são jovens demais para começar a ler agora.
Além do estudo eclesiástico, há a meta da educação acadêmica. Decida agora, enquanto é jovem, que obterá toda a instrução que puder. Vivemos numa época altamente competitiva, que vai ficar cada vez pior. A instrução é a chave que lhe abrirá as portas da oportunidade.
Você pode fazer planos em relação ao casamento, sonhar com ele, mas não poderá ter certeza se isso acontecerá. E mesmo que se case, a instrução lhe será de grande benefício. Não fique à toa, deixando que os dias passem sem que haja progresso em sua vida. O Senhor vai abençoá-la se você se esforçar. Sua vida será enriquecida e sua visão do mundo ampliada, à medida que sua mente se abrir para novos conhecimentos e perspectivas.
O item seguinte é o pagamento do dízimo. É gloriosa a promessa do Senhor para os que pagam o dízimo. Ele disse numa revelação moderna que eles “não serão queimados” (ver D&C 64:23).
Sua grande promessa encontra-se nas palavras de Malaquias. Ele disse: “Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. (…)
Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes” (Malaquias 3: 8, 10).
E então Ele prossegue, dizendo algo muito interessante. Ouçam isto:
“E por vossa causa repreenderei o devorador e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide não será estéril, diz o Senhor dos Exércitos.
E todas as nações vos chamarão bem-aventurados, porque vós sereis uma terra aprazível, diz o Senhor dos Exércitos” (Malaquias 3:11–12).
Embora o dízimo seja pago com dinheiro, o mais importante é que ele seja pago com fé. Nunca encontrei um dizimista honesto que reclamasse de pagar o dízimo. Em vez disso, ele deposita sua confiança no Senhor, e o Senhor nunca o desaponta.
Quando eu era menino, no mês de dezembro, meu pai nos levava até o outro lado da rua à casa do bispo Duncan para o acerto do dízimo. O bispo não tinha uma sala no prédio da ala, por isso tinha que cuidar dos assuntos da Igreja em sua casa. Sentávamo-nos em sua sala de estar e, um a um, ele nos convidava para sua sala de jantar. Nosso dízimo podia ser de 25 centavos, ou talvez 50 centavos, mas era o dízimo integral. Ele emitia um recibo e anotava a quantia no registro da ala. A quantia às vezes era tão pequena que o custo de registrá-la era maior que o seu valor. Mas isso formou um hábito que foi mantido ao longo de todos esses anos. Com o pagamento do dízimo vieram inúmeras bênçãos, como o Senhor havia prometido.
Casei-me durante a Grande Depressão, quando o dinheiro era escasso, mas pagávamos nosso dízimo e, de alguma forma, nunca passamos fome, nem nos faltou coisa alguma de que necessitássemos.
O quarto item: assistir às reuniões, suas reuniões sacramentais. Não há nada que substitua o sacramento da Ceia do Senhor. É um encargo solene, sagrado e maravilhoso poder partilhar do pão e da água em lembrança do corpo e do sangue do Salvador da humanidade.
Não há outro evento da história da humanidade que seja tão significativo quanto o sacrifício expiatório de nosso divino Redentor. Nada há que se compare a isso. Sem o sacrifício, a vida não teria sentido. Seria uma jornada que terminaria num beco sem saída.
Com ele, temos a certeza da vida eterna. A morte não é o fim, mas, sim, uma passagem para uma existência mais gloriosa.
Tudo isso está simbolizado no sacramento. Todas as outras coisas que acontecem em nossas reuniões têm menos importância, quando comparadas a tomarmos os emblemas do sacrifício de nosso Senhor.
Se vocês fizerem essas quatro coisas, prometo que terão uma vida frutífera, grande alegria e inúmeras realizações, que lhes proporcionarão satisfação em todos os aspectos.
Que o Senhor as abençoe, minhas queridas jovens irmãs; que Suas bênçãos as acompanhem em todos os momentos e em todas as situações. Nós as amamos e oramos por vocês. Que o céu sorria para vocês, é o que rogo humildemente, no sagrado nome de Jesus Cristo. Amém.
domingo, 6 de março de 2011
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Hoje
Élder Henry B. Eyring
Do Quórum dos Doze Apóstolos
Hoje,” Liahona, May 2007, 89
Todos nós necessitaremos da ajuda Dele para evitarmos a tragédia de adiar o que precisamos fazer aqui e agora para conquistar a vida eterna.
Há perigo na expressão “algum dia” quando pressupõe “hoje não”. “Um dia vou me arrepender.” “Um dia vou perdoá-lo.” “Um dia vou falar da Igreja para meu amigo.” “Um dia vou começar a pagar o dízimo.” “Um dia vou voltar ao templo.” “Um dia (…)”
As escrituras deixam bem claro o perigo da procrastinação, ou adiar: o de descobrirmos que nosso tempo se esgotou. Deus, que nos dá cada dia como um tesouro, pedirá que prestemos contas. Nós vamos chorar, e Ele vai chorar também, se tivermos planejado arrepender-nos e servi-Lo num futuro que nunca chegou, ou se tivermos ficado sonhando com um passado no qual a oportunidade de agir desvaneceu. Hoje é um dom precioso de Deus. O pensamento “Um dia vou (…)” pode ser o ladrão da oportunidade de aproveitar o tempo e receber as bênçãos da eternidade.
Há uma solene advertência e um conselho nas seguintes palavras do Livro de Mórmon:
“E agora, como vos disse antes, já que haveis tido tantos testemunhos, peço-vos, portanto, que não deixeis o dia do arrependimento para o fim; porque depois deste dia de vida que nos é dado a fim de nos prepararmos para a eternidade, eis que, se não fizermos melhor uso de nosso tempo nesta vida, virá a noite tenebrosa, durante a qual nenhum labor poderá ser executado.
Não podereis dizer, quando fordes levados a essa terrível crise: Arrepender-me-ei para retornar a meu Deus. Não, não podereis dizer isso; porque o mesmo espírito que possuir vosso corpo quando deixardes esta vida, esse mesmo espírito terá poder para possuir vosso corpo naquele mundo eterno.”1
Então, Amuleque adverte que procrastinar o arrependimento e o serviço pode fazer o Espírito do Senhor afastar-se de nós.
Mas além dessa advertência, ele nos dá a seguinte esperança: “E isto eu sei, porque o Senhor disse que não habita em templos impuros, mas no coração dos justos ele habita; sim, e disse também que os justos se sentarão em seu reino para não mais sair; suas vestimentas, porém, deverão ser alvejadas pelo sangue do Cordeiro.”2
As escrituras estão cheias de exemplos de sábios servos de Deus que valorizaram o dia em que viviam e optaram por fazer todo o possível para se purificarem. Josué foi um deles: “(…) escolhei hoje a quem sirvais”, disse ele, “porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor.”3
O serviço ao Senhor convida o Espírito Santo a estar conosco. Por sua vez, o Espírito Santo nos purifica dos pecados.
Mesmo o Salvador, que não tinha pecados, deu o exemplo da necessidade de não procrastinar. Ele disse:
“Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.
Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo”.4
Como Salvador ressuscitado, Ele é hoje e sempre a Luz do Mundo. É Ele que nos convida a achegar-nos a Ele e a servi-Lo, sem demora. O incentivo Dele para mim e para vocês é este: “Eu amo aos que me amam, e os que cedo me buscarem, me acharão.”5
Isso é verdade tanto para cada dia, quanto para toda a vida. A oração matinal e o estudo das escrituras logo cedo, para sabermos como servir ao Senhor, podem traçar o curso do dia. Podemos saber quais atividades, entre todas a serem escolhidas, são mais importantes para Deus e, portanto, para nós. Aprendi que tais orações são sempre respondidas, caso peçamos e ponderemos com a submissão de uma criança, e caso estejamos dispostos a agir sem tardar na realização mesmo do serviço mais humilde.
Haverá muitos dias em que não será fácil decidir sobre o que é mais importante, e nem estava previsto que fosse. O propósito de Deus na criação foi pôr-nos à prova. O plano foi-nos explicado no mundo espiritual, antes de nascermos. Ali, fomos valentes o bastante para termos a oportunidade de resistir à tentação aqui na Terra, a fim de nos prepararmos para a vida eterna, que é o maior de todos os dons de Deus. Rejubilamo-nos ao saber que a prova seria de obediência e fidelidade, mesmo que não fosse fácil: “E assim os provaremos para ver se farão todas as coisas que o Senhor seu Deus lhe ordenar.”6
Mesmo sabendo o quanto a prova seria difícil, sentimos alegria porque estávamos confiantes de que teríamos sucesso. Nossa confiança advinha de sabermos que Jesus Cristo viria ao mundo como nosso Salvador. Ele venceria a morte. Permitiria que fôssemos purificados de nossos pecados, se nos qualificássemos para que os efeitos de Sua Expiação agissem em nós.
Também conhecíamos alguns detalhes tranqüilizadores sobre o que teríamos de fazer para receber a purificação necessária. Para a purificação dos pecados, tudo o que precisaríamos fazer era ser batizados pela devida autoridade, receber o Espírito Santo pelas mãos de portadores do sacerdócio autorizados, recordar do Senhor e assim ter Seu Espírito conosco e, por fim, guardar Seus mandamentos. Tudo seria possível até para o mais humilde de nós. Não seria preciso uma inteligência excepcional nem riquezas ou vida longa. E sabíamos que o Salvador nos atrairia a Ele e teria o poder de nos ajudar, quando a prova fosse difícil demais e a tentação de procrastinar, forte demais. O grande profeta Alma descreveu como Cristo adquiriu essa capacidade:
“E ele seguirá, sofrendo dores e aflições e tentações de toda espécie; e isto para que se cumpra a palavra que diz que ele tomará sobre si as dores e as enfermidades de seu povo.
E tomará sobre si a morte, para soltar as ligaduras da morte que prendem o seu povo; e tomará sobre si as suas enfermidades, para que se lhe encham de misericórdia as entranhas, segundo a carne, para que saiba, segundo a carne, como socorrer seu povo, de acordo com suas enfermidades.”7
Todos nós necessitaremos da ajuda Dele para evitarmos a tragédia de adiar o que precisamos fazer aqui e agora para conquistar a vida eterna. Para a maioria de nós, a tentação de procrastinar virá de um ou dois sentimentos, diametralmente opostos: um é o sentimento de satisfação com o que já fizemos; o outro é o de desânimo diante do muito que ainda precisamos fazer.
A complacência é um perigo para todos nós. Pode atingir jovens ingênuos, que acham que terão muito tempo pela frente para voltar-se às coisas espirituais. Talvez suponham já ter feito muito, levando em conta o pouco tempo que viveram. Sei por experiência própria como o Senhor pode ajudar os jovens nessa situação a verem que já estão imersos em coisas espirituais, hoje. Ele pode ajudar vocês a ver que os colegas da escola os estão observando. Pode ajudá-los a ver que o futuro eterno desses colegas será afetado pelo que virem vocês fazendo ou deixando de fazer. Um simples “obrigado” pela influência positiva deles sobre vocês poderá inspirá-los mais do que vocês imaginam. Se pedirem a Deus, Ele pode e vai revelar-lhes oportunidades de ajudar as pessoas que Ele pôs a sua volta desde a infância a virem a Ele.
A complacência pode afetar até adultos experientes. Quanto melhor e mais tempo vocês servirem, mais fácil será para o tentador colocar na sua mente a seguinte mentira: “Agora você merece descansar”. Talvez você já tenha sido a presidente da Primária do seu ramo duas vezes. Ou talvez tenha trabalhado com afinco na missão e feito muitos sacrifícios para servir. Ou talvez tenha sido o pioneiro da Igreja na sua região. Pode ser que surja o pensamento: “Por que não deixar a obra para os mais novos? Já fiz minha parte”. A tentação será acreditar que vocês voltarão a servir, um dia.
O Senhor pode ajudá-los a enxergar o perigo de descansar por acharem que já fizeram o bastante. Ele me ajudou ao dar-me a oportunidade de conversar com um de Seus servos idosos. Ele estava fraco, com o corpo debilitado por décadas de trabalho fiel e enfermidades e tinha ordens médicas para não sair mais de casa. A seu pedido, relatei uma viagem que fizera a serviço do Senhor por vários países, com dezenas de reuniões e muitas entrevistas pessoais, nas quais ajudei pessoas e famílias. Falei-lhe da gratidão que as pessoas me tinham externado por ele e seus muitos anos de serviço. Ele perguntou se eu teria outra designação em breve. Mencionei outra longa viagem dentro em pouco. Ele me surpreendeu e me deu uma vacina contra a complacência — que espero que dure para sempre — quando me segurou pelo braço e pediu: “Ah, por favor, leve-me junto”.
é difícil saber quando já fizemos o bastante para que a Expiação transforme nossa natureza e, assim, nos torne merecedores da vida eterna. Não sabemos quantos dias teremos para prestar o serviço necessário para que essa mudança ocorra. Mas sabemos que teremos dias suficientes, basta que não os desperdicemos. Eis as boas novas:
“E os dias dos filhos dos homens foram prolongados de acordo com a vontade de Deus, para que se arrependessem enquanto estivessem na carne; portanto o seu estado se tornou um estado de provação e o seu tempo foi prolongado, de acordo com os mandamentos dados pelo Senhor Deus aos filhos dos homens.”8
Essa garantia do Mestre pode ajudar aqueles de nós que sentem desânimo devido a circunstâncias difíceis. Nas provas mais difíceis, contanto que tenhamos forças para orar, poderemos pedir a um Deus amoroso: “Por favor, deixa-me servir hoje. Pouco importa se sou capaz de fazer poucas coisas. Apenas mostre o que posso fazer. Obedecerei hoje. Sei que conseguirei, com o Teu auxílio”.
O Senhor pode inspirá-los serenamente a fazer algo simples como perdoar alguém que os ofendeu. Isso pode ser feito até numa cama de hospital. Pode orientá-los a ajudar alguém que esteja com fome. Talvez vocês já se sintam sobrecarregados pela sua própria falta de recursos ou pelos afazeres do dia, mas se decidirem não esperar até ter mais forças e mais dinheiro, e se orarem para terem o Espírito no cotidiano, saberão o que fazer e como ajudar alguém ainda mais necessitado que vocês. Assim, acabarão por descobrir que essas pessoas estavam orando e esperando a vinda de alguém como vocês em nome do Senhor.
Para aqueles que estiverem desanimados por suas circunstâncias e, por isso, tentados a achar que não podem servir ao Senhor hoje, faço duas promessas: por mais difíceis que as coisas pareçam hoje, elas irão melhorar amanhã, se vocês optarem hoje por servir ao Senhor de todo o coração. Talvez sua situação não melhore conforme seu desejo, mas receberão novo alento para levar seus fardos e uma confiança fortalecida de que, quando sua carga estiver pesada demais, o Senhor, a quem servem, suportará o peso que não suportarem. Ele sabe como fazê-lo; está preparado há muito tempo. Ele sofreu suas enfermidades e dores quando ainda na carne, a fim de saber como os socorrer.
A outra promessa que lhes faço é que, ao decidirem servi-Lo hoje, vocês sentirão o Seu amor e passarão a amá-Lo ainda mais. Talvez se lembrem da seguinte escritura:
“Digo-vos: quisera que vos lembrásseis de conservar sempre o nome escrito em vosso coração (…) para que ouçais e conheçais a voz pela qual sereis chamados e também o nome pelo qual ele vos chamará.
Pois como conhece um homem o mestre a quem não serviu e que lhe é estranho e que está longe dos pensamentos e desígnios de seu coração?”9
Ao servirem a Ele hoje, vocês O conhecerão melhor. Sentirão o amor e a gratidão que advêm Dele. Não creio que desejem adiar essa bênção e, sentir esse amor os levará de volta a servi-Lo, eliminando tanto a complacência quanto o desânimo.
Ao servirem-No, conhecerão melhor a voz pela qual serão chamados. Quando forem dormir ao fim do dia, as seguintes palavras talvez lhes voltem à mente: “Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel”.10 Oro por essa bênção hoje, no dia-a-dia e ao longo de toda a nossa vida.
Sei que o Pai Celestial vive e responde a nossas orações. Sei que Jesus é o Cristo vivo, o Salvador do mundo e que podemos optar por sentir alegria e paz em Seu serviço hoje. Em nome de Jesus Cristo. Amém.
Do Quórum dos Doze Apóstolos
Hoje,” Liahona, May 2007, 89
Todos nós necessitaremos da ajuda Dele para evitarmos a tragédia de adiar o que precisamos fazer aqui e agora para conquistar a vida eterna.
Há perigo na expressão “algum dia” quando pressupõe “hoje não”. “Um dia vou me arrepender.” “Um dia vou perdoá-lo.” “Um dia vou falar da Igreja para meu amigo.” “Um dia vou começar a pagar o dízimo.” “Um dia vou voltar ao templo.” “Um dia (…)”
As escrituras deixam bem claro o perigo da procrastinação, ou adiar: o de descobrirmos que nosso tempo se esgotou. Deus, que nos dá cada dia como um tesouro, pedirá que prestemos contas. Nós vamos chorar, e Ele vai chorar também, se tivermos planejado arrepender-nos e servi-Lo num futuro que nunca chegou, ou se tivermos ficado sonhando com um passado no qual a oportunidade de agir desvaneceu. Hoje é um dom precioso de Deus. O pensamento “Um dia vou (…)” pode ser o ladrão da oportunidade de aproveitar o tempo e receber as bênçãos da eternidade.
Há uma solene advertência e um conselho nas seguintes palavras do Livro de Mórmon:
“E agora, como vos disse antes, já que haveis tido tantos testemunhos, peço-vos, portanto, que não deixeis o dia do arrependimento para o fim; porque depois deste dia de vida que nos é dado a fim de nos prepararmos para a eternidade, eis que, se não fizermos melhor uso de nosso tempo nesta vida, virá a noite tenebrosa, durante a qual nenhum labor poderá ser executado.
Não podereis dizer, quando fordes levados a essa terrível crise: Arrepender-me-ei para retornar a meu Deus. Não, não podereis dizer isso; porque o mesmo espírito que possuir vosso corpo quando deixardes esta vida, esse mesmo espírito terá poder para possuir vosso corpo naquele mundo eterno.”1
Então, Amuleque adverte que procrastinar o arrependimento e o serviço pode fazer o Espírito do Senhor afastar-se de nós.
Mas além dessa advertência, ele nos dá a seguinte esperança: “E isto eu sei, porque o Senhor disse que não habita em templos impuros, mas no coração dos justos ele habita; sim, e disse também que os justos se sentarão em seu reino para não mais sair; suas vestimentas, porém, deverão ser alvejadas pelo sangue do Cordeiro.”2
As escrituras estão cheias de exemplos de sábios servos de Deus que valorizaram o dia em que viviam e optaram por fazer todo o possível para se purificarem. Josué foi um deles: “(…) escolhei hoje a quem sirvais”, disse ele, “porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor.”3
O serviço ao Senhor convida o Espírito Santo a estar conosco. Por sua vez, o Espírito Santo nos purifica dos pecados.
Mesmo o Salvador, que não tinha pecados, deu o exemplo da necessidade de não procrastinar. Ele disse:
“Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.
Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo”.4
Como Salvador ressuscitado, Ele é hoje e sempre a Luz do Mundo. É Ele que nos convida a achegar-nos a Ele e a servi-Lo, sem demora. O incentivo Dele para mim e para vocês é este: “Eu amo aos que me amam, e os que cedo me buscarem, me acharão.”5
Isso é verdade tanto para cada dia, quanto para toda a vida. A oração matinal e o estudo das escrituras logo cedo, para sabermos como servir ao Senhor, podem traçar o curso do dia. Podemos saber quais atividades, entre todas a serem escolhidas, são mais importantes para Deus e, portanto, para nós. Aprendi que tais orações são sempre respondidas, caso peçamos e ponderemos com a submissão de uma criança, e caso estejamos dispostos a agir sem tardar na realização mesmo do serviço mais humilde.
Haverá muitos dias em que não será fácil decidir sobre o que é mais importante, e nem estava previsto que fosse. O propósito de Deus na criação foi pôr-nos à prova. O plano foi-nos explicado no mundo espiritual, antes de nascermos. Ali, fomos valentes o bastante para termos a oportunidade de resistir à tentação aqui na Terra, a fim de nos prepararmos para a vida eterna, que é o maior de todos os dons de Deus. Rejubilamo-nos ao saber que a prova seria de obediência e fidelidade, mesmo que não fosse fácil: “E assim os provaremos para ver se farão todas as coisas que o Senhor seu Deus lhe ordenar.”6
Mesmo sabendo o quanto a prova seria difícil, sentimos alegria porque estávamos confiantes de que teríamos sucesso. Nossa confiança advinha de sabermos que Jesus Cristo viria ao mundo como nosso Salvador. Ele venceria a morte. Permitiria que fôssemos purificados de nossos pecados, se nos qualificássemos para que os efeitos de Sua Expiação agissem em nós.
Também conhecíamos alguns detalhes tranqüilizadores sobre o que teríamos de fazer para receber a purificação necessária. Para a purificação dos pecados, tudo o que precisaríamos fazer era ser batizados pela devida autoridade, receber o Espírito Santo pelas mãos de portadores do sacerdócio autorizados, recordar do Senhor e assim ter Seu Espírito conosco e, por fim, guardar Seus mandamentos. Tudo seria possível até para o mais humilde de nós. Não seria preciso uma inteligência excepcional nem riquezas ou vida longa. E sabíamos que o Salvador nos atrairia a Ele e teria o poder de nos ajudar, quando a prova fosse difícil demais e a tentação de procrastinar, forte demais. O grande profeta Alma descreveu como Cristo adquiriu essa capacidade:
“E ele seguirá, sofrendo dores e aflições e tentações de toda espécie; e isto para que se cumpra a palavra que diz que ele tomará sobre si as dores e as enfermidades de seu povo.
E tomará sobre si a morte, para soltar as ligaduras da morte que prendem o seu povo; e tomará sobre si as suas enfermidades, para que se lhe encham de misericórdia as entranhas, segundo a carne, para que saiba, segundo a carne, como socorrer seu povo, de acordo com suas enfermidades.”7
Todos nós necessitaremos da ajuda Dele para evitarmos a tragédia de adiar o que precisamos fazer aqui e agora para conquistar a vida eterna. Para a maioria de nós, a tentação de procrastinar virá de um ou dois sentimentos, diametralmente opostos: um é o sentimento de satisfação com o que já fizemos; o outro é o de desânimo diante do muito que ainda precisamos fazer.
A complacência é um perigo para todos nós. Pode atingir jovens ingênuos, que acham que terão muito tempo pela frente para voltar-se às coisas espirituais. Talvez suponham já ter feito muito, levando em conta o pouco tempo que viveram. Sei por experiência própria como o Senhor pode ajudar os jovens nessa situação a verem que já estão imersos em coisas espirituais, hoje. Ele pode ajudar vocês a ver que os colegas da escola os estão observando. Pode ajudá-los a ver que o futuro eterno desses colegas será afetado pelo que virem vocês fazendo ou deixando de fazer. Um simples “obrigado” pela influência positiva deles sobre vocês poderá inspirá-los mais do que vocês imaginam. Se pedirem a Deus, Ele pode e vai revelar-lhes oportunidades de ajudar as pessoas que Ele pôs a sua volta desde a infância a virem a Ele.
A complacência pode afetar até adultos experientes. Quanto melhor e mais tempo vocês servirem, mais fácil será para o tentador colocar na sua mente a seguinte mentira: “Agora você merece descansar”. Talvez você já tenha sido a presidente da Primária do seu ramo duas vezes. Ou talvez tenha trabalhado com afinco na missão e feito muitos sacrifícios para servir. Ou talvez tenha sido o pioneiro da Igreja na sua região. Pode ser que surja o pensamento: “Por que não deixar a obra para os mais novos? Já fiz minha parte”. A tentação será acreditar que vocês voltarão a servir, um dia.
O Senhor pode ajudá-los a enxergar o perigo de descansar por acharem que já fizeram o bastante. Ele me ajudou ao dar-me a oportunidade de conversar com um de Seus servos idosos. Ele estava fraco, com o corpo debilitado por décadas de trabalho fiel e enfermidades e tinha ordens médicas para não sair mais de casa. A seu pedido, relatei uma viagem que fizera a serviço do Senhor por vários países, com dezenas de reuniões e muitas entrevistas pessoais, nas quais ajudei pessoas e famílias. Falei-lhe da gratidão que as pessoas me tinham externado por ele e seus muitos anos de serviço. Ele perguntou se eu teria outra designação em breve. Mencionei outra longa viagem dentro em pouco. Ele me surpreendeu e me deu uma vacina contra a complacência — que espero que dure para sempre — quando me segurou pelo braço e pediu: “Ah, por favor, leve-me junto”.
é difícil saber quando já fizemos o bastante para que a Expiação transforme nossa natureza e, assim, nos torne merecedores da vida eterna. Não sabemos quantos dias teremos para prestar o serviço necessário para que essa mudança ocorra. Mas sabemos que teremos dias suficientes, basta que não os desperdicemos. Eis as boas novas:
“E os dias dos filhos dos homens foram prolongados de acordo com a vontade de Deus, para que se arrependessem enquanto estivessem na carne; portanto o seu estado se tornou um estado de provação e o seu tempo foi prolongado, de acordo com os mandamentos dados pelo Senhor Deus aos filhos dos homens.”8
Essa garantia do Mestre pode ajudar aqueles de nós que sentem desânimo devido a circunstâncias difíceis. Nas provas mais difíceis, contanto que tenhamos forças para orar, poderemos pedir a um Deus amoroso: “Por favor, deixa-me servir hoje. Pouco importa se sou capaz de fazer poucas coisas. Apenas mostre o que posso fazer. Obedecerei hoje. Sei que conseguirei, com o Teu auxílio”.
O Senhor pode inspirá-los serenamente a fazer algo simples como perdoar alguém que os ofendeu. Isso pode ser feito até numa cama de hospital. Pode orientá-los a ajudar alguém que esteja com fome. Talvez vocês já se sintam sobrecarregados pela sua própria falta de recursos ou pelos afazeres do dia, mas se decidirem não esperar até ter mais forças e mais dinheiro, e se orarem para terem o Espírito no cotidiano, saberão o que fazer e como ajudar alguém ainda mais necessitado que vocês. Assim, acabarão por descobrir que essas pessoas estavam orando e esperando a vinda de alguém como vocês em nome do Senhor.
Para aqueles que estiverem desanimados por suas circunstâncias e, por isso, tentados a achar que não podem servir ao Senhor hoje, faço duas promessas: por mais difíceis que as coisas pareçam hoje, elas irão melhorar amanhã, se vocês optarem hoje por servir ao Senhor de todo o coração. Talvez sua situação não melhore conforme seu desejo, mas receberão novo alento para levar seus fardos e uma confiança fortalecida de que, quando sua carga estiver pesada demais, o Senhor, a quem servem, suportará o peso que não suportarem. Ele sabe como fazê-lo; está preparado há muito tempo. Ele sofreu suas enfermidades e dores quando ainda na carne, a fim de saber como os socorrer.
A outra promessa que lhes faço é que, ao decidirem servi-Lo hoje, vocês sentirão o Seu amor e passarão a amá-Lo ainda mais. Talvez se lembrem da seguinte escritura:
“Digo-vos: quisera que vos lembrásseis de conservar sempre o nome escrito em vosso coração (…) para que ouçais e conheçais a voz pela qual sereis chamados e também o nome pelo qual ele vos chamará.
Pois como conhece um homem o mestre a quem não serviu e que lhe é estranho e que está longe dos pensamentos e desígnios de seu coração?”9
Ao servirem a Ele hoje, vocês O conhecerão melhor. Sentirão o amor e a gratidão que advêm Dele. Não creio que desejem adiar essa bênção e, sentir esse amor os levará de volta a servi-Lo, eliminando tanto a complacência quanto o desânimo.
Ao servirem-No, conhecerão melhor a voz pela qual serão chamados. Quando forem dormir ao fim do dia, as seguintes palavras talvez lhes voltem à mente: “Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel”.10 Oro por essa bênção hoje, no dia-a-dia e ao longo de toda a nossa vida.
Sei que o Pai Celestial vive e responde a nossas orações. Sei que Jesus é o Cristo vivo, o Salvador do mundo e que podemos optar por sentir alegria e paz em Seu serviço hoje. Em nome de Jesus Cristo. Amém.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Arrependimento e Conversão
Élder Russell M. Nelson
Do Quórum dos Doze Apóstolos
“Arrependimento e Conversão,” Liahona, May 2007, 102
Uma alma que se arrepende é uma alma que se converte, e uma alma que se converte é uma alma que se arrepende.
No ano passado, quando o élder David S. Baxter e eu estávamos a caminho de uma conferência de estaca, paramos num restaurante. Depois, ao voltarmos para o carro, uma mulher nos chamou e se aproximou. Sua aparência descuidada nos constrangeu. Era algo que eu chamaria educadamente de estilo “radical”. Ela perguntou se éramos Élderes da Igreja. Respondemos que sim. Sem pudores, ela começou a contar a trágica história de sua vida mergulhada no pecado. Naquele momento, com apenas 28 anos de idade, ela era muito infeliz. Sentia-se inútil, sem nenhuma perspectiva. Ao falar, seu espírito doce começou a aflorar. Com lágrimas nos olhos, perguntou se havia esperança para ela, alguma forma de sair daquele profundo poço e se reerguer.
“Há, sim”, respondemos, “há esperança, e ela está ligada ao arrependimento. Você pode mudar. Pode ‘[vir] a Cristo e [ser aperfeiçoada] Nele’”.1 Nós a exortamos a não procrastinar.2 Com humildade, ela soluçava ao nos agradecer com sinceridade.
Quando o Élder Baxter e eu continuamos a viagem, refletimos sobre essa experiência. Recordamos o conselho dado por Aarão a uma pessoa sem esperança: “Se te arrependeres de todos os teus pecados e te curvares diante de Deus e invocares o seu nome com fé, (…) então obterás a esperança que desejas”.3
Agora, nesta sessão de encerramento da conferência geral, eu também vou falar sobre o arrependimento. Faço isso porque o Senhor deu a Seus servos o mandamento de clamar arrependimento ao mundo.4 O Mestre restaurou Seu evangelho para trazer alegria a Seus filhos, e o arrependimento é uma parte crucial do evangelho.5
A doutrina do arrependimento é tão antiga quanto o próprio evangelho. Ensinamentos bíblicos dos livros de Gênesis6 a Apocalipse7 ensinam esse princípio. Lições de Jesus Cristo durante Seu ministério mortal incluem as seguintes advertências: “O reino de Deus está próximo. Arrependei-vos, e crede no evangelho”8 e “se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis”.9
As referências ao arrependimento são ainda mais freqüentes no Livro de Mórmon.10 Ao povo da América antiga, o Senhor deu o seguinte mandamento: “E novamente vos digo que vos deveis arrepender e ser batizados em meu nome e tornar-vos como uma criancinha, ou não podereis, de modo algum, herdar o reino de Deus”.11
Com a Restauração do evangelho, nosso Salvador voltou a salientar essa doutrina. A palavra arrependimento, sob alguma de suas formas, aparece em 47 das 138 seções de Doutrina e Convênios!12
Arrepender-se dos Pecados
O que significa arrepender-se? Comecemos com uma definição do dicionário, que explica que ‘arrepender-se’ é “afastar-se do pecado (…) e sentir tristeza [e] pesar”.13 Arrepender-se dos pecados não é fácil. Contudo, vale o esforço. O arrependimento precisa acontecer passo a passo. A oração humilde facilitará cada uma das etapas essenciais. Como requisitos para o perdão, a pessoa primeiro deve reconhecer o erro, sentir remorso e depois confessá-lo.14 “Desta maneira sabereis se um homem se arrepende de seus pecados — eis que ele os confessará e abandonará”.15 A confissão deve ser feita à pessoa prejudicada. A confissão deve ser sincera e não meramente a admissão da culpa depois que as provas forem irrefutáveis. Se muitas pessoas tiverem sido ofendidas, a confissão deve ser feita a todas as partes afetadas. Os atos passíveis de comprometer a condição de membro da Igreja, ou o direito a seus privilégios, devem ser confessados prontamente ao bispo, a quem o Senhor chamou como juiz comum em Israel.16
O passo seguinte é a restituição: reparar, se possível, o dano causado. Então vem a etapa de comprometer-se a agir melhor e não ter recaídas — de arrepender-se “com todo o coração”.17 Graças ao resgate pago pela Expiação de Jesus Cristo, o perdão pleno é concedido ao pecador que se arrepende e se mantém livre do erro.18 Para a alma que se arrepende, Isaías prometeu: “Ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã”.19
A grande importância que o Senhor atribui ao arrependimento fica evidente ao lermos na seção 19 de Doutrina e Convênios: “Portanto ordeno que te arrependas — arrepende-te, para que eu não te fira com a vara de minha boca e com minha ira e com minha cólera e teus sofrimentos sejam dolorosos — quão dolorosos tu não sabes, sim, quão difíceis de suportar tu não sabes.
Pois eis que eu, Deus, sofri essas coisas por todos, para que não precisem sofrer caso se arrependam;
Mas se não se arrependerem, terão que sofrer assim como eu sofri”.20
Embora o Senhor insista em nosso arrependimento, a maioria das pessoas não sente forte necessidade disso.21 Acham que podem ser contadas entre as que tentam ser boas. Consideram-se bem-intencionadas.22 Contudo, o Senhor foi claro ao proclamar que todos precisam arrepender-se — não só dos pecados cometidos, mas também dos pecados de omissão. é o caso de Sua advertência aos pais: “E também, se em Sião (…) houver pais que, tendo filhos, não os ensinarem a compreender a doutrina do arrependimento, da fé em Cristo, o Filho do Deus vivo, e do batismo e do dom do Espírito Santo (…), sobre a cabeça dos pais seja o pecado”.23
O Significado Mais Amplo da Palavra Arrependimento
A doutrina do arrependimento é muito mais ampla do que a definição do dicionário. Quando Jesus usava o termo “arrepender-se”, Seus discípulos registravam essa ordem na língua grega com o verbo metanoeo.24 Essa palavra forte tem grande significado. No termo, o prefixo meta significa “mudar”.25 O sufixo está relacionado a quatro termos gregos importantes: nous, que significa “mente”26; gnosis, que significa “conhecimento”27; pneuma, que significa “espírito”28; e pnoe, que significa “sopro”, “fôlego”.29
Assim, quando Jesus nos exortou a “arrepender-nos”, pediu que mudássemos — que transformássemos nossa mente, conhecimento, espírito — e até nossa respiração. Um profeta explicou que tal mudança no alento significa respirar com gratidão por Aquele que concede cada sopro de vida. O rei Benjamim disse: “Se servirdes ao que vos criou (…) e vos está preservando dia a dia, dando-vos alento (…) de momento a momento — digo-vos que se o servirdes com a toda alma, ainda assim sereis servos inúteis”.30
Sim, o Senhor nos deu o mandamento de arrepender-nos, de mudar nossa conduta, de vir a Ele e ser mais semelhantes a Ele.31 Isso exige uma transformação total. Alma ensinou a seu filho: “Aprende sabedoria em tua mocidade”. E prosseguiu: “Aprende em tua mocidade a guardar os mandamentos de Deus! (…) Que todos os teus pensamentos sejam dirigidos ao Senhor, sim, que o afeto do teu coração seja posto no Senhor para sempre”.32
Arrepender-se plenamente implica converter-se completamente ao Senhor Jesus Cristo e a Sua obra sagrada. Alma ensinou esse conceito ao fazer as seguintes perguntas: “E agora, eis que vos pergunto, meus irmãos da igreja: haveis nascido espiritualmente de Deus? Haveis recebido sua imagem em vosso semblante? Haveis experimentado esta poderosa mudança em vosso coração?”33 Essa transformação ocorre quando “nascemos de novo”, nos convertemos e nos concentramos na jornada rumo ao reino de Deus.34
Os Frutos do Arrependimento
Os frutos do arrependimento são doces. Os conversos que se arrependem notam que as verdades do evangelho restaurado governam seus pensamentos e atos, moldam seus hábitos e forjam seu caráter. Tornam-se mais resistentes e capazes de negar-se a toda iniqüidade.35 Além do mais, os apetites36 descontrolados, a dependência da pornografia ou de drogas nocivas,37 as paixões desenfreadas38 , desejos carnais39 e o orgulho indevido40 diminuem, mediante a conversão completa ao Senhor e a determinação de servi-Lo e de seguir Seu exemplo.41 A virtude adorna seus pensamentos e a autoconfiança cresce.42 O dízimo é visto como uma bênção jubilosa e protetora, não como dever ou sacrifício.43 A verdade fica mais atraente e as coisas louváveis tornam-se mais convidativas.44
O arrependimento é o método do Senhor para o crescimento espiritual. O rei Benjamim explicou que “o homem natural é inimigo de Deus e tem-no sido desde a queda de Adão e sê-lo-á para sempre; a não ser que ceda ao influxo do Santo Espírito e despoje-se do homem natural e torne-se santo pela expiação de Cristo, o Senhor; e torne-se como uma criança, submisso, manso, humilde, paciente, cheio de amor, disposto a submeter-se a tudo quanto o Senhor achar que lhe deva infligir, assim como uma criança se submete a seu pai”.45 Irmãos e irmãs, isso significa conversão! O arrependimento é conversão! Uma alma que se arrepende é uma alma que se converte, e uma alma que se converte é uma alma que se arrepende.
O Arrependimento para os Mortos
Todas as pessoas vivas podem-se arrepender. Mas e as pessoas que já morreram? Elas também têm a oportunidade de se arrepender. As escrituras declaram que “os élderes fiéis desta dispensação, quando deixam a vida mortal, continuam seus labores na pregação do evangelho do arrependimento (…) entre aqueles que estão (…) sob a servidão do pecado no grande mundo dos espíritos dos mortos.
Os mortos que se arrependerem serão redimidos por meio da obediência às ordenanças da Casa de Deus,
E depois de terem cumprido a pena por suas transgressões e de serem purificados, receberão uma recompensa de acordo com suas obras”.46
O Profeta Joseph Smith revelou ainda que “a Terra será ferida com maldição, a menos que exista um elo (…) de um tipo ou de outro entre os pais e os filhos. (…) Pois nós, sem eles [nossos mortos] não podemos ser aperfeiçoados; nem podem eles, sem nós, ser aperfeiçoados. (…) É necessário (…) [nesta] dispensação (…) que está começando a introduzir-se, que uma total, completa e perfeita união e fusão de dispensações e chaves e poderes e glórias ocorram”.47
“Quero viver tão somente brilhando por Jesus?”48 Sim, quero! Da mesma forma, vocês querem! Ele quer também que criemos laços celestiais para interromper a tendência49 de desintegração familiar. A Terra foi criada e templos foram construídos para que as famílias possam ficar juntas para sempre.50 Muitos — se não a maioria de nós — podem arrepender-se e converter-se mais ao trabalho do templo e história da família para nossos antepassados. Assim, o nosso arrependimento é necessário e essencial para o arrependimento deles.
Para todos os nossos parentes falecidos, para a mulher de 28 anos atolada no pântano do pecado e para cada um de nós, declaro que a doce bênção do arrependimento é possível. Ela resulta da conversão completa ao Senhor e a Sua obra sagrada.
Sei que Deus vive. Jesus é o Cristo. Esta é Sua Igreja. Seu profeta hoje é o Presidente Gordon B. Hinckley. Disso testifico, em nome de Jesus Cristo. Amém.
Do Quórum dos Doze Apóstolos
“Arrependimento e Conversão,” Liahona, May 2007, 102
Uma alma que se arrepende é uma alma que se converte, e uma alma que se converte é uma alma que se arrepende.
No ano passado, quando o élder David S. Baxter e eu estávamos a caminho de uma conferência de estaca, paramos num restaurante. Depois, ao voltarmos para o carro, uma mulher nos chamou e se aproximou. Sua aparência descuidada nos constrangeu. Era algo que eu chamaria educadamente de estilo “radical”. Ela perguntou se éramos Élderes da Igreja. Respondemos que sim. Sem pudores, ela começou a contar a trágica história de sua vida mergulhada no pecado. Naquele momento, com apenas 28 anos de idade, ela era muito infeliz. Sentia-se inútil, sem nenhuma perspectiva. Ao falar, seu espírito doce começou a aflorar. Com lágrimas nos olhos, perguntou se havia esperança para ela, alguma forma de sair daquele profundo poço e se reerguer.
“Há, sim”, respondemos, “há esperança, e ela está ligada ao arrependimento. Você pode mudar. Pode ‘[vir] a Cristo e [ser aperfeiçoada] Nele’”.1 Nós a exortamos a não procrastinar.2 Com humildade, ela soluçava ao nos agradecer com sinceridade.
Quando o Élder Baxter e eu continuamos a viagem, refletimos sobre essa experiência. Recordamos o conselho dado por Aarão a uma pessoa sem esperança: “Se te arrependeres de todos os teus pecados e te curvares diante de Deus e invocares o seu nome com fé, (…) então obterás a esperança que desejas”.3
Agora, nesta sessão de encerramento da conferência geral, eu também vou falar sobre o arrependimento. Faço isso porque o Senhor deu a Seus servos o mandamento de clamar arrependimento ao mundo.4 O Mestre restaurou Seu evangelho para trazer alegria a Seus filhos, e o arrependimento é uma parte crucial do evangelho.5
A doutrina do arrependimento é tão antiga quanto o próprio evangelho. Ensinamentos bíblicos dos livros de Gênesis6 a Apocalipse7 ensinam esse princípio. Lições de Jesus Cristo durante Seu ministério mortal incluem as seguintes advertências: “O reino de Deus está próximo. Arrependei-vos, e crede no evangelho”8 e “se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis”.9
As referências ao arrependimento são ainda mais freqüentes no Livro de Mórmon.10 Ao povo da América antiga, o Senhor deu o seguinte mandamento: “E novamente vos digo que vos deveis arrepender e ser batizados em meu nome e tornar-vos como uma criancinha, ou não podereis, de modo algum, herdar o reino de Deus”.11
Com a Restauração do evangelho, nosso Salvador voltou a salientar essa doutrina. A palavra arrependimento, sob alguma de suas formas, aparece em 47 das 138 seções de Doutrina e Convênios!12
Arrepender-se dos Pecados
O que significa arrepender-se? Comecemos com uma definição do dicionário, que explica que ‘arrepender-se’ é “afastar-se do pecado (…) e sentir tristeza [e] pesar”.13 Arrepender-se dos pecados não é fácil. Contudo, vale o esforço. O arrependimento precisa acontecer passo a passo. A oração humilde facilitará cada uma das etapas essenciais. Como requisitos para o perdão, a pessoa primeiro deve reconhecer o erro, sentir remorso e depois confessá-lo.14 “Desta maneira sabereis se um homem se arrepende de seus pecados — eis que ele os confessará e abandonará”.15 A confissão deve ser feita à pessoa prejudicada. A confissão deve ser sincera e não meramente a admissão da culpa depois que as provas forem irrefutáveis. Se muitas pessoas tiverem sido ofendidas, a confissão deve ser feita a todas as partes afetadas. Os atos passíveis de comprometer a condição de membro da Igreja, ou o direito a seus privilégios, devem ser confessados prontamente ao bispo, a quem o Senhor chamou como juiz comum em Israel.16
O passo seguinte é a restituição: reparar, se possível, o dano causado. Então vem a etapa de comprometer-se a agir melhor e não ter recaídas — de arrepender-se “com todo o coração”.17 Graças ao resgate pago pela Expiação de Jesus Cristo, o perdão pleno é concedido ao pecador que se arrepende e se mantém livre do erro.18 Para a alma que se arrepende, Isaías prometeu: “Ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã”.19
A grande importância que o Senhor atribui ao arrependimento fica evidente ao lermos na seção 19 de Doutrina e Convênios: “Portanto ordeno que te arrependas — arrepende-te, para que eu não te fira com a vara de minha boca e com minha ira e com minha cólera e teus sofrimentos sejam dolorosos — quão dolorosos tu não sabes, sim, quão difíceis de suportar tu não sabes.
Pois eis que eu, Deus, sofri essas coisas por todos, para que não precisem sofrer caso se arrependam;
Mas se não se arrependerem, terão que sofrer assim como eu sofri”.20
Embora o Senhor insista em nosso arrependimento, a maioria das pessoas não sente forte necessidade disso.21 Acham que podem ser contadas entre as que tentam ser boas. Consideram-se bem-intencionadas.22 Contudo, o Senhor foi claro ao proclamar que todos precisam arrepender-se — não só dos pecados cometidos, mas também dos pecados de omissão. é o caso de Sua advertência aos pais: “E também, se em Sião (…) houver pais que, tendo filhos, não os ensinarem a compreender a doutrina do arrependimento, da fé em Cristo, o Filho do Deus vivo, e do batismo e do dom do Espírito Santo (…), sobre a cabeça dos pais seja o pecado”.23
O Significado Mais Amplo da Palavra Arrependimento
A doutrina do arrependimento é muito mais ampla do que a definição do dicionário. Quando Jesus usava o termo “arrepender-se”, Seus discípulos registravam essa ordem na língua grega com o verbo metanoeo.24 Essa palavra forte tem grande significado. No termo, o prefixo meta significa “mudar”.25 O sufixo está relacionado a quatro termos gregos importantes: nous, que significa “mente”26; gnosis, que significa “conhecimento”27; pneuma, que significa “espírito”28; e pnoe, que significa “sopro”, “fôlego”.29
Assim, quando Jesus nos exortou a “arrepender-nos”, pediu que mudássemos — que transformássemos nossa mente, conhecimento, espírito — e até nossa respiração. Um profeta explicou que tal mudança no alento significa respirar com gratidão por Aquele que concede cada sopro de vida. O rei Benjamim disse: “Se servirdes ao que vos criou (…) e vos está preservando dia a dia, dando-vos alento (…) de momento a momento — digo-vos que se o servirdes com a toda alma, ainda assim sereis servos inúteis”.30
Sim, o Senhor nos deu o mandamento de arrepender-nos, de mudar nossa conduta, de vir a Ele e ser mais semelhantes a Ele.31 Isso exige uma transformação total. Alma ensinou a seu filho: “Aprende sabedoria em tua mocidade”. E prosseguiu: “Aprende em tua mocidade a guardar os mandamentos de Deus! (…) Que todos os teus pensamentos sejam dirigidos ao Senhor, sim, que o afeto do teu coração seja posto no Senhor para sempre”.32
Arrepender-se plenamente implica converter-se completamente ao Senhor Jesus Cristo e a Sua obra sagrada. Alma ensinou esse conceito ao fazer as seguintes perguntas: “E agora, eis que vos pergunto, meus irmãos da igreja: haveis nascido espiritualmente de Deus? Haveis recebido sua imagem em vosso semblante? Haveis experimentado esta poderosa mudança em vosso coração?”33 Essa transformação ocorre quando “nascemos de novo”, nos convertemos e nos concentramos na jornada rumo ao reino de Deus.34
Os Frutos do Arrependimento
Os frutos do arrependimento são doces. Os conversos que se arrependem notam que as verdades do evangelho restaurado governam seus pensamentos e atos, moldam seus hábitos e forjam seu caráter. Tornam-se mais resistentes e capazes de negar-se a toda iniqüidade.35 Além do mais, os apetites36 descontrolados, a dependência da pornografia ou de drogas nocivas,37 as paixões desenfreadas38 , desejos carnais39 e o orgulho indevido40 diminuem, mediante a conversão completa ao Senhor e a determinação de servi-Lo e de seguir Seu exemplo.41 A virtude adorna seus pensamentos e a autoconfiança cresce.42 O dízimo é visto como uma bênção jubilosa e protetora, não como dever ou sacrifício.43 A verdade fica mais atraente e as coisas louváveis tornam-se mais convidativas.44
O arrependimento é o método do Senhor para o crescimento espiritual. O rei Benjamim explicou que “o homem natural é inimigo de Deus e tem-no sido desde a queda de Adão e sê-lo-á para sempre; a não ser que ceda ao influxo do Santo Espírito e despoje-se do homem natural e torne-se santo pela expiação de Cristo, o Senhor; e torne-se como uma criança, submisso, manso, humilde, paciente, cheio de amor, disposto a submeter-se a tudo quanto o Senhor achar que lhe deva infligir, assim como uma criança se submete a seu pai”.45 Irmãos e irmãs, isso significa conversão! O arrependimento é conversão! Uma alma que se arrepende é uma alma que se converte, e uma alma que se converte é uma alma que se arrepende.
O Arrependimento para os Mortos
Todas as pessoas vivas podem-se arrepender. Mas e as pessoas que já morreram? Elas também têm a oportunidade de se arrepender. As escrituras declaram que “os élderes fiéis desta dispensação, quando deixam a vida mortal, continuam seus labores na pregação do evangelho do arrependimento (…) entre aqueles que estão (…) sob a servidão do pecado no grande mundo dos espíritos dos mortos.
Os mortos que se arrependerem serão redimidos por meio da obediência às ordenanças da Casa de Deus,
E depois de terem cumprido a pena por suas transgressões e de serem purificados, receberão uma recompensa de acordo com suas obras”.46
O Profeta Joseph Smith revelou ainda que “a Terra será ferida com maldição, a menos que exista um elo (…) de um tipo ou de outro entre os pais e os filhos. (…) Pois nós, sem eles [nossos mortos] não podemos ser aperfeiçoados; nem podem eles, sem nós, ser aperfeiçoados. (…) É necessário (…) [nesta] dispensação (…) que está começando a introduzir-se, que uma total, completa e perfeita união e fusão de dispensações e chaves e poderes e glórias ocorram”.47
“Quero viver tão somente brilhando por Jesus?”48 Sim, quero! Da mesma forma, vocês querem! Ele quer também que criemos laços celestiais para interromper a tendência49 de desintegração familiar. A Terra foi criada e templos foram construídos para que as famílias possam ficar juntas para sempre.50 Muitos — se não a maioria de nós — podem arrepender-se e converter-se mais ao trabalho do templo e história da família para nossos antepassados. Assim, o nosso arrependimento é necessário e essencial para o arrependimento deles.
Para todos os nossos parentes falecidos, para a mulher de 28 anos atolada no pântano do pecado e para cada um de nós, declaro que a doce bênção do arrependimento é possível. Ela resulta da conversão completa ao Senhor e a Sua obra sagrada.
Sei que Deus vive. Jesus é o Cristo. Esta é Sua Igreja. Seu profeta hoje é o Presidente Gordon B. Hinckley. Disso testifico, em nome de Jesus Cristo. Amém.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
O Melhor Presente
Élder Stanley G. Ellis - Segundo Conselheiro na Presidência da Área Brasil (Dezembro/2007)
Em nossa família, temos o costume de fazer uma “lista de desejos”. Quando a data de aniversário de um dos filhos está próxima, pedimos ao futuro aniversariante que faça uma lista de coisas que ele (ou ela) gostaria de ganhar, ou precise ganhar, como presente de aniversário. Fazemos a mesma coisa por ocasião do Natal. A idéia não é que eles ganhem todas as coisas da lista, mas que, dessa forma, aqueles dentre nós que desejam dar-lhes um presente, possam ter uma idéia do que seria mais adequado, mais apreciado ou mais necessário. Assim, será bem provável que estaremos dando o melhor presente possível.
Deus Sabe o Que É Melhor
Na época do Natal, às vezes falamos em dar um presente para Deus, ou em dar um presente para o nosso Salvador, como fizeram os magos do oriente. Se quisermos fazer isso neste Natal, o que seria mais adequado dar a Ele? Qual seria o melhor presente? Se fôssemos perguntar-Lhe, que coisas Ele colocaria na Sua “lista de desejos”? Quais seriam as coisas que Ele gostaria que cada um de nós Lhe déssemos? Não só neste mês, mas sempre?
As escrituras nos revelam algumas das coisas que Ele mais deseja:
# Orai sempre (D&C 10:5); Pedi, buscai, batei (Mateus 7:7);
# Examinai as Escrituras (João 5:39);
# Vinde a mim (Mateus 11:28); Confiai no Senhor (Provérbios 3:5); Tende fé (Marcos 11:22);
# Amai o Senhor vosso Deus de todo o vosso coração (Mateus 22:37); Amai uns aos outros (João 13:34);
# Guardai os meus mandamentos (João 14:15);
# Arrependei-vos (Mateus 4:17); Purificai-vos (3 Néfi 20:41; D&C 38:42).
Todas essas escolhas devem ser feitas quanto ao que queremos ser ou fazer. Resumindo: Ele quer que escolhamos! Que O escolhamos, que escolhamos Seu plano, que escolhamos Seu caminho. Cristo ensinou aos nefitas que Ele não aceitaria mais seus sacrifícios e holocaustos, mas, em vez disso, um “coração quebrantado e um espírito contrito” (3 Néfi 9:19–20). O Élder Neal A. Maxwell ensinou-nos que nossa vontade é a única coisa realmente nossa que podemos oferecer. (Tudo o mais que possamos pensar em dar são coisas que Ele já nos deu.) Se fizermos as coisas a Sua maneira, nós Lhe agradaremos. Se escolhermos ofertar ao Senhor uma vida justa, nós O faremos muito feliz. Toda a Sua obra e glória é levar a efeito a imortalidade e a vida eterna do homem (ver Moisés 1:39). Ele verdadeiramente sabe, melhor que ninguém, qual é o “melhor presente” que podemos Lhe dar.
Tende Cuidado
Assim como nós, pais, queremos que nossos filhos sejam cuidadosos, a “lista de desejos” do Salvador para nós inclui, com certeza, algumas advertências. Ele sabe que Satanás “deseja ter-vos” (ver 3 Néfi 18:18). Ele está ciente das maldades e desígnios de homens conspiradores nos últimos dias (D&C 89:4). Está familiarizado com a tendência humana de procrastinar, inventar desculpas, racionalizar e nos “satisfazer com um desempenho medíocre” (Reunião Mundial de Treinamento de Liderança, 10 de janeiro de 2004, p. 21). Ele Se preocupa com o fato de que até os escolhidos podem ser enganados (Mateus 24:24). É evidente, para Jesus, que Satanás deseja que nos tornemos tão miseráveis quanto ele próprio (2 Néfi 2:27). Cristo Se entristece quando o mal é chamado de bem e o bem é chamado de mal (ver Isaías 5:20). Ele lamenta que alguns de nós sejamos “cegados pela astúcia sutil dos homens” (D&C 123:12).
O desejo de nosso Senhor para que sejamos cuidadosos inclui os seguintes conselhos:
# Vigiai e orai (Mateus 26:41);
# Sede diligentes (D&C 136:42; II Pedro 3:14);
# Abstende-vos de toda a aparência do mal (I Tessalonicenses 5:22);
# Fugi da prostituição (I Coríntios 6:18);
# Negai-vos a vós mesmos (Lucas 9:23; Morôni 10:32; 3 Néfi 12:30);
# Não corrais mais rapidamente do que as vossas forças o permitam (Mosias 4:27);
# Dominai todas as vossas paixões (Alma 38:12).
Os Seus servos também nos alertaram. O Presidente Hinckley nos advertiu: “Estejam atentos” (Reunião Mundial de Treinamento de Liderança, 19 de junho de 2004, p. 27). O Presidente Faust nos admoestou que o adultério nunca é justificado, e que o flerte nunca é inocente (Reunião Mundial de Treinamento de Liderança, 10 de janeiro de 2004, p. 2). O Presidente Hinckley acrescentou: “Não podemos desistir. Não podemos desanimar. Não podemos jamais nos render às forças do mal. Precisamos e podemos manter os padrões. Há um caminho melhor do que o caminho que o mundo segue” (Reunião Mundial de Treinamento de Liderança, 10 de janeiro de 2004, p. 20). O Presidente Packer aconselhou os jovens: “Vocês nunca estão a salvo”. Referindo-se ao sonho de Leí, ele avisou: “É depois de ter comido do fruto que o nosso teste começa”. (Church News, 20 de janeiro de 2007, p. 5).
C. S. Lewis, autor cristão da Inglaterra, observou que não importa quão pequenos sejam os pecados, uma vez que seu efeito cumulativo é afastar-nos da luz e conduzir-nos às trevas.
As escrituras mostram claramente alguns resultados para aquele que se entrega à tentação e ao pecado obstinado: “amém para o sacerdócio ou a autoridade desse homem” (D&C 121:37); “Nada que é impuro pode habitar com Deus” (1 Néfi 10:21; ver também Moisés 6:57); “[O diabo] vos sela como seus” (Alma 34:35); Os prazeres do pecado permanecem por um curto período (ver Hebreus 11:25); O adversário prepara uma armadilha para pegar este povo “a fim de poder subjugarvos e amarrar-vos com suas correntes”, “agarrá-los-á com suas eternas correntes” (referindo-se às eternas correntes da morte, cadeias de trevas, grilhões do inferno) (Alma 12:6, 2 Néfi 28:19; Alma 26:14; 36:18, D&C 38:5); “Iniqüidade nunca foi felicidade” (Alma 41:10).
Até os Escolhidos Podem Ser Enganados
Ninguém está isento da tentação e do perigo. No princípio, Adão e Eva transgrediram (2 Néfi 2:17–25). Moisés foi confrontado e tentado por Satanás (Moisés 1:12–22). Pedro sucumbiu ao perigo e negou Cristo três vezes (Lucas 22:31–34, 54–62). No Bosque Sagrado, Joseph Smith esteve prestes a ser destruído pelo inimigo (Joseph Smith — História 1:15–17) e, mais tarde, cedeu à pressão dos homens, o que resultou na perda de 116 páginas do manuscrito do Livro de Mórmon (ver D&C 10).
Às vezes, achamos que, por ser batizados e confirmados na verdadeira Igreja de Jesus Cristo, não seremos mais testados. Ou que, por sermos líderes na Igreja, estamos a salvo. Na verdade, o Senhor ressaltou que mesmo os escolhidos podem ser enganados (Mateus 24:24). Vários líderes expressaram seu desejo de perseverar até o fim, mas o inimigo vai nos tentar em qualquer época de nossa vida, e em qualquer circunstância. Até os líderes podem racionalizar que alguma coisa errada é aceitável para eles, só por algum tempo. Somos, às vezes, tentados a pensar que determinada regra ou mandamento não é assim tão importante. Essas são mentiras e enganos criados pelo diabo para aprisionar-nos e destruir-nos.
Se já cometemos pecado, o Senhor nos oferece perdão, na condição de um arrependimento completo. Os filhos de Mosias escolheram esse caminho, mas os registros mostram seus sofrimentos e angústia por causa de suas iniqüidades (Mosias 28:4). Antes de Alma, o filho, arrepender-se, ele descreveu seu sofrimento como “muitas tribulações”, “fel da amargura e laços da iniqüidade”, “o mais escuro abismo”, “a alma atormentada com um suplício eterno”, e “dores de uma alma condenada” (Mosias 27:27-29; Alma 36:12-20). Infelizmente, o pecado traz pesar e dor não só para nós, mas também para os inocentes membros da família e entes queridos. É muito melhor evitar o pecado do que ter de se arrepender depois.
Nosso Porto Seguro
Nosso único porto seguro é servir ao Senhor de acordo com a vontade Dele, à maneira Dele e no momento certo. O Élder Maxwell ensinou-nos que a única maneira de fazer isso é por meio da revelação (Reunião Mundial de Treinamento de Liderança, 11 de janeiro de 2003, p. 5). Felizmente, foi-nos concedido o Dom do Espírito Santo: o direito de ter o Espírito sempre conosco, “pois o Espírito fala a verdade e não mente. Portanto fala de coisas como realmente são e de coisas como realmente serão; assim, estas coisas nos são manifestadas claramente para a salvação de nossa alma” (Jacó 4:13).
Essa salvação é o que o Senhor Jesus Cristo realmente deseja para nós. Na verdade, Ele nos forneceu Sua “lista de desejos” para ajudar-nos a escolher Seu presente com sabedoria. Conhecendo os perigos com os quais nos defrontamos, Ele nos aconselhou com recomendações que nos protegerão, e também chamou apóstolos e profetas para nos guiar (ver D&C 1:17). Ele espera que escolhamos Seu plano e Seu caminho. Ao fazer isso, podemos evitar a dor do pecado. Ele nos deu o dom do Espírito Santo para guiarnos individualmente. Que possamos seguir o Seu conselho e Suas admoestações, e escolher Seu plano e Seu caminho. Dessa forma, nós Lhe daremos o melhor presente possível: viver em retidão.
Em nossa família, temos o costume de fazer uma “lista de desejos”. Quando a data de aniversário de um dos filhos está próxima, pedimos ao futuro aniversariante que faça uma lista de coisas que ele (ou ela) gostaria de ganhar, ou precise ganhar, como presente de aniversário. Fazemos a mesma coisa por ocasião do Natal. A idéia não é que eles ganhem todas as coisas da lista, mas que, dessa forma, aqueles dentre nós que desejam dar-lhes um presente, possam ter uma idéia do que seria mais adequado, mais apreciado ou mais necessário. Assim, será bem provável que estaremos dando o melhor presente possível.
Deus Sabe o Que É Melhor
Na época do Natal, às vezes falamos em dar um presente para Deus, ou em dar um presente para o nosso Salvador, como fizeram os magos do oriente. Se quisermos fazer isso neste Natal, o que seria mais adequado dar a Ele? Qual seria o melhor presente? Se fôssemos perguntar-Lhe, que coisas Ele colocaria na Sua “lista de desejos”? Quais seriam as coisas que Ele gostaria que cada um de nós Lhe déssemos? Não só neste mês, mas sempre?
As escrituras nos revelam algumas das coisas que Ele mais deseja:
# Orai sempre (D&C 10:5); Pedi, buscai, batei (Mateus 7:7);
# Examinai as Escrituras (João 5:39);
# Vinde a mim (Mateus 11:28); Confiai no Senhor (Provérbios 3:5); Tende fé (Marcos 11:22);
# Amai o Senhor vosso Deus de todo o vosso coração (Mateus 22:37); Amai uns aos outros (João 13:34);
# Guardai os meus mandamentos (João 14:15);
# Arrependei-vos (Mateus 4:17); Purificai-vos (3 Néfi 20:41; D&C 38:42).
Todas essas escolhas devem ser feitas quanto ao que queremos ser ou fazer. Resumindo: Ele quer que escolhamos! Que O escolhamos, que escolhamos Seu plano, que escolhamos Seu caminho. Cristo ensinou aos nefitas que Ele não aceitaria mais seus sacrifícios e holocaustos, mas, em vez disso, um “coração quebrantado e um espírito contrito” (3 Néfi 9:19–20). O Élder Neal A. Maxwell ensinou-nos que nossa vontade é a única coisa realmente nossa que podemos oferecer. (Tudo o mais que possamos pensar em dar são coisas que Ele já nos deu.) Se fizermos as coisas a Sua maneira, nós Lhe agradaremos. Se escolhermos ofertar ao Senhor uma vida justa, nós O faremos muito feliz. Toda a Sua obra e glória é levar a efeito a imortalidade e a vida eterna do homem (ver Moisés 1:39). Ele verdadeiramente sabe, melhor que ninguém, qual é o “melhor presente” que podemos Lhe dar.
Tende Cuidado
Assim como nós, pais, queremos que nossos filhos sejam cuidadosos, a “lista de desejos” do Salvador para nós inclui, com certeza, algumas advertências. Ele sabe que Satanás “deseja ter-vos” (ver 3 Néfi 18:18). Ele está ciente das maldades e desígnios de homens conspiradores nos últimos dias (D&C 89:4). Está familiarizado com a tendência humana de procrastinar, inventar desculpas, racionalizar e nos “satisfazer com um desempenho medíocre” (Reunião Mundial de Treinamento de Liderança, 10 de janeiro de 2004, p. 21). Ele Se preocupa com o fato de que até os escolhidos podem ser enganados (Mateus 24:24). É evidente, para Jesus, que Satanás deseja que nos tornemos tão miseráveis quanto ele próprio (2 Néfi 2:27). Cristo Se entristece quando o mal é chamado de bem e o bem é chamado de mal (ver Isaías 5:20). Ele lamenta que alguns de nós sejamos “cegados pela astúcia sutil dos homens” (D&C 123:12).
O desejo de nosso Senhor para que sejamos cuidadosos inclui os seguintes conselhos:
# Vigiai e orai (Mateus 26:41);
# Sede diligentes (D&C 136:42; II Pedro 3:14);
# Abstende-vos de toda a aparência do mal (I Tessalonicenses 5:22);
# Fugi da prostituição (I Coríntios 6:18);
# Negai-vos a vós mesmos (Lucas 9:23; Morôni 10:32; 3 Néfi 12:30);
# Não corrais mais rapidamente do que as vossas forças o permitam (Mosias 4:27);
# Dominai todas as vossas paixões (Alma 38:12).
Os Seus servos também nos alertaram. O Presidente Hinckley nos advertiu: “Estejam atentos” (Reunião Mundial de Treinamento de Liderança, 19 de junho de 2004, p. 27). O Presidente Faust nos admoestou que o adultério nunca é justificado, e que o flerte nunca é inocente (Reunião Mundial de Treinamento de Liderança, 10 de janeiro de 2004, p. 2). O Presidente Hinckley acrescentou: “Não podemos desistir. Não podemos desanimar. Não podemos jamais nos render às forças do mal. Precisamos e podemos manter os padrões. Há um caminho melhor do que o caminho que o mundo segue” (Reunião Mundial de Treinamento de Liderança, 10 de janeiro de 2004, p. 20). O Presidente Packer aconselhou os jovens: “Vocês nunca estão a salvo”. Referindo-se ao sonho de Leí, ele avisou: “É depois de ter comido do fruto que o nosso teste começa”. (Church News, 20 de janeiro de 2007, p. 5).
C. S. Lewis, autor cristão da Inglaterra, observou que não importa quão pequenos sejam os pecados, uma vez que seu efeito cumulativo é afastar-nos da luz e conduzir-nos às trevas.
As escrituras mostram claramente alguns resultados para aquele que se entrega à tentação e ao pecado obstinado: “amém para o sacerdócio ou a autoridade desse homem” (D&C 121:37); “Nada que é impuro pode habitar com Deus” (1 Néfi 10:21; ver também Moisés 6:57); “[O diabo] vos sela como seus” (Alma 34:35); Os prazeres do pecado permanecem por um curto período (ver Hebreus 11:25); O adversário prepara uma armadilha para pegar este povo “a fim de poder subjugarvos e amarrar-vos com suas correntes”, “agarrá-los-á com suas eternas correntes” (referindo-se às eternas correntes da morte, cadeias de trevas, grilhões do inferno) (Alma 12:6, 2 Néfi 28:19; Alma 26:14; 36:18, D&C 38:5); “Iniqüidade nunca foi felicidade” (Alma 41:10).
Até os Escolhidos Podem Ser Enganados
Ninguém está isento da tentação e do perigo. No princípio, Adão e Eva transgrediram (2 Néfi 2:17–25). Moisés foi confrontado e tentado por Satanás (Moisés 1:12–22). Pedro sucumbiu ao perigo e negou Cristo três vezes (Lucas 22:31–34, 54–62). No Bosque Sagrado, Joseph Smith esteve prestes a ser destruído pelo inimigo (Joseph Smith — História 1:15–17) e, mais tarde, cedeu à pressão dos homens, o que resultou na perda de 116 páginas do manuscrito do Livro de Mórmon (ver D&C 10).
Às vezes, achamos que, por ser batizados e confirmados na verdadeira Igreja de Jesus Cristo, não seremos mais testados. Ou que, por sermos líderes na Igreja, estamos a salvo. Na verdade, o Senhor ressaltou que mesmo os escolhidos podem ser enganados (Mateus 24:24). Vários líderes expressaram seu desejo de perseverar até o fim, mas o inimigo vai nos tentar em qualquer época de nossa vida, e em qualquer circunstância. Até os líderes podem racionalizar que alguma coisa errada é aceitável para eles, só por algum tempo. Somos, às vezes, tentados a pensar que determinada regra ou mandamento não é assim tão importante. Essas são mentiras e enganos criados pelo diabo para aprisionar-nos e destruir-nos.
Se já cometemos pecado, o Senhor nos oferece perdão, na condição de um arrependimento completo. Os filhos de Mosias escolheram esse caminho, mas os registros mostram seus sofrimentos e angústia por causa de suas iniqüidades (Mosias 28:4). Antes de Alma, o filho, arrepender-se, ele descreveu seu sofrimento como “muitas tribulações”, “fel da amargura e laços da iniqüidade”, “o mais escuro abismo”, “a alma atormentada com um suplício eterno”, e “dores de uma alma condenada” (Mosias 27:27-29; Alma 36:12-20). Infelizmente, o pecado traz pesar e dor não só para nós, mas também para os inocentes membros da família e entes queridos. É muito melhor evitar o pecado do que ter de se arrepender depois.
Nosso Porto Seguro
Nosso único porto seguro é servir ao Senhor de acordo com a vontade Dele, à maneira Dele e no momento certo. O Élder Maxwell ensinou-nos que a única maneira de fazer isso é por meio da revelação (Reunião Mundial de Treinamento de Liderança, 11 de janeiro de 2003, p. 5). Felizmente, foi-nos concedido o Dom do Espírito Santo: o direito de ter o Espírito sempre conosco, “pois o Espírito fala a verdade e não mente. Portanto fala de coisas como realmente são e de coisas como realmente serão; assim, estas coisas nos são manifestadas claramente para a salvação de nossa alma” (Jacó 4:13).
Essa salvação é o que o Senhor Jesus Cristo realmente deseja para nós. Na verdade, Ele nos forneceu Sua “lista de desejos” para ajudar-nos a escolher Seu presente com sabedoria. Conhecendo os perigos com os quais nos defrontamos, Ele nos aconselhou com recomendações que nos protegerão, e também chamou apóstolos e profetas para nos guiar (ver D&C 1:17). Ele espera que escolhamos Seu plano e Seu caminho. Ao fazer isso, podemos evitar a dor do pecado. Ele nos deu o dom do Espírito Santo para guiarnos individualmente. Que possamos seguir o Seu conselho e Suas admoestações, e escolher Seu plano e Seu caminho. Dessa forma, nós Lhe daremos o melhor presente possível: viver em retidão.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Perseverar na Fé
Élder Ulisses Soares - Primeiro Conselheiro na Presidência da Área Brasil Sul (Janeiro/2006)
Gosto muito de ler sobre a história da Igreja. Essas histórias nos ensinam a respeito da fé e da coragem para enfrentar desafios. Os primeiros santos da Igreja tiveram de demonstrar grande fé para seguir a Cristo. Depois que o Sacerdócio foi restaurado, os santos começaram a ser perseguidos de tal forma que foram expulsos de sua casa e perderam seus bens e até mesmo membros de sua família. Os que perseveraram na fé foram abençoados com o conforto de que por meio de provações o Senhor nos redime de nossos erros e somos grandemente abençoados.
Segundo Brigham Young, "somos um povo mais feliz quando temos o que chamamos de provações, pois o Espírito de Deus é mais abundantemente derramado sobre os fiéis". Ele ainda acrescenta: "Irmãos, quero dizer-lhes que temos passado por muitas tribulações, mas não creio que um homem ou uma mulher que desfruta do espírito de nossa religião realmente passe pelo que chamamos de provações; mas aqueles que tentam viver de acordo com o evangelho do Filho de Deus e ao mesmo tempo se apegam às coisas do mundo, sofrem provações e tristezas, agudas e insuportáveis, e isso continuamente. Lançai fora o jugo do inimigo e tomai sobre vós o de Cristo, e direis que seu fardo é leve e seu jugo é suave."
As dolorosas experiências pelas quais os pioneiros passaram desenvolveram neles uma fé inabalável em Deus. Além da herança de fé deixada por aqueles que atravessaram as planícies, também ficou um grande legado de amor: amor a Deus e à humanidade. É um legado de temperança, independência, trabalho árduo, padrões de Deus e lealdade àqueles a quem Deus chamou para guiar Seu povo. É um legado de abandono do pecado.
Queridos irmãos e irmãs, não posso deixar de imaginar por que esses intrépidos pioneiros precisaram pagar um preço tão terrível de agonia e sofrimento por sua fé. Acredito que a vida deles foi consagrada a um propósito superior, por meio do sofrimento. O amor que sentiam pelo Salvador ficou gravado profundamente em sua alma, na alma de seus filhos e na dos filhos de seus filhos. A motivação de sua vida era fruto de uma conversão real dentro de cada um.
O Presidente Gordon B. Hinckley disse, certa vez: "Quando pulsa no coração de um santo dos últimos dias um testemunho imenso e vital da veracidade deste trabalho, ele cumpre suas responsabilidades na Igreja". Na verdade, é assim que nos tornamos pioneiros modernos: fazendo e cumprindo aquilo a que somos designados na Igreja, dando a melhor oferta de nosso coração. Agimos como pioneiros quando tranqüila e humildemente mantemos a fé e perseveramos até o fim.
Perseverar na fé é uma evidência de nossa disposição de sacrificarmos tudo o que possuímos em prol do evangelho. Nos dias atuais, nossos líderes nos pedem que sejamos obedientes a suas instruções e cumpramos os mandamentos. Pedem-nos também que sejamos honestos, paguemos o dízimo integralmente, que sejamos dignos de uma recomendação para o templo, cumpramos nossas designações na Igreja, sejamos bons vizinhos e, acima de tudo, que amemos nosso próximo. À medida que seguirmos todas essas determinações, tornar-nos-emos semelhantes àqueles pioneiros do início da Restauração.
O nosso sofrimento não é corporal, mas é muito sutil. Quando passamos pelos testes sutis do dia-adia, perseverando em nossa fé, tornamo-nos verdadeiros santos dos últimos dias.
Certa ocasião, observei como um rio desemboca no mar. Normalmente, as águas do rio vêm com muita força e, ao encontraremse com as águas do mar, formam-se grandes ondas. Mas o rio segue seu curso e mistura-se com o mar, como determinado pela natureza. Assim como o rio segue seu curso, precisamos seguir o curso de nossa vida de tal maneira que voltemos à presença de nosso Pai Celestial. Muitas vezes, enfrentamos grandes ondas de desafios, mas ao manter o curso de nossa fé, seremos merecedores da coroa da salvação.
Em Doutrina e Convênios 58:2-3, lemos o seguinte: "Pois em verdade vos digo: Bem-aventurado é o que guarda meus mandamentos, seja na vida ou na morte; e o que é fiel nas tribulações recebe maior recompensa no reino do céu. Por agora não podeis, com vossos olhos naturais, ver o desígnio de vosso Deus com respeito às coisas que virão mais tarde nem a glória que se seguirá depois de muitas tribulações".
Oro para que Deus nos abençoe com fé para seguirmos o curso de nossa vida e sermos fiéis aos Seus mandamentos. Assim, Ele nos abençoará grandemente, e herdaremos a vida eterna que é o maior de todos os dons de Deus.
Gosto muito de ler sobre a história da Igreja. Essas histórias nos ensinam a respeito da fé e da coragem para enfrentar desafios. Os primeiros santos da Igreja tiveram de demonstrar grande fé para seguir a Cristo. Depois que o Sacerdócio foi restaurado, os santos começaram a ser perseguidos de tal forma que foram expulsos de sua casa e perderam seus bens e até mesmo membros de sua família. Os que perseveraram na fé foram abençoados com o conforto de que por meio de provações o Senhor nos redime de nossos erros e somos grandemente abençoados.
Segundo Brigham Young, "somos um povo mais feliz quando temos o que chamamos de provações, pois o Espírito de Deus é mais abundantemente derramado sobre os fiéis". Ele ainda acrescenta: "Irmãos, quero dizer-lhes que temos passado por muitas tribulações, mas não creio que um homem ou uma mulher que desfruta do espírito de nossa religião realmente passe pelo que chamamos de provações; mas aqueles que tentam viver de acordo com o evangelho do Filho de Deus e ao mesmo tempo se apegam às coisas do mundo, sofrem provações e tristezas, agudas e insuportáveis, e isso continuamente. Lançai fora o jugo do inimigo e tomai sobre vós o de Cristo, e direis que seu fardo é leve e seu jugo é suave."
As dolorosas experiências pelas quais os pioneiros passaram desenvolveram neles uma fé inabalável em Deus. Além da herança de fé deixada por aqueles que atravessaram as planícies, também ficou um grande legado de amor: amor a Deus e à humanidade. É um legado de temperança, independência, trabalho árduo, padrões de Deus e lealdade àqueles a quem Deus chamou para guiar Seu povo. É um legado de abandono do pecado.
Queridos irmãos e irmãs, não posso deixar de imaginar por que esses intrépidos pioneiros precisaram pagar um preço tão terrível de agonia e sofrimento por sua fé. Acredito que a vida deles foi consagrada a um propósito superior, por meio do sofrimento. O amor que sentiam pelo Salvador ficou gravado profundamente em sua alma, na alma de seus filhos e na dos filhos de seus filhos. A motivação de sua vida era fruto de uma conversão real dentro de cada um.
O Presidente Gordon B. Hinckley disse, certa vez: "Quando pulsa no coração de um santo dos últimos dias um testemunho imenso e vital da veracidade deste trabalho, ele cumpre suas responsabilidades na Igreja". Na verdade, é assim que nos tornamos pioneiros modernos: fazendo e cumprindo aquilo a que somos designados na Igreja, dando a melhor oferta de nosso coração. Agimos como pioneiros quando tranqüila e humildemente mantemos a fé e perseveramos até o fim.
Perseverar na fé é uma evidência de nossa disposição de sacrificarmos tudo o que possuímos em prol do evangelho. Nos dias atuais, nossos líderes nos pedem que sejamos obedientes a suas instruções e cumpramos os mandamentos. Pedem-nos também que sejamos honestos, paguemos o dízimo integralmente, que sejamos dignos de uma recomendação para o templo, cumpramos nossas designações na Igreja, sejamos bons vizinhos e, acima de tudo, que amemos nosso próximo. À medida que seguirmos todas essas determinações, tornar-nos-emos semelhantes àqueles pioneiros do início da Restauração.
O nosso sofrimento não é corporal, mas é muito sutil. Quando passamos pelos testes sutis do dia-adia, perseverando em nossa fé, tornamo-nos verdadeiros santos dos últimos dias.
Certa ocasião, observei como um rio desemboca no mar. Normalmente, as águas do rio vêm com muita força e, ao encontraremse com as águas do mar, formam-se grandes ondas. Mas o rio segue seu curso e mistura-se com o mar, como determinado pela natureza. Assim como o rio segue seu curso, precisamos seguir o curso de nossa vida de tal maneira que voltemos à presença de nosso Pai Celestial. Muitas vezes, enfrentamos grandes ondas de desafios, mas ao manter o curso de nossa fé, seremos merecedores da coroa da salvação.
Em Doutrina e Convênios 58:2-3, lemos o seguinte: "Pois em verdade vos digo: Bem-aventurado é o que guarda meus mandamentos, seja na vida ou na morte; e o que é fiel nas tribulações recebe maior recompensa no reino do céu. Por agora não podeis, com vossos olhos naturais, ver o desígnio de vosso Deus com respeito às coisas que virão mais tarde nem a glória que se seguirá depois de muitas tribulações".
Oro para que Deus nos abençoe com fé para seguirmos o curso de nossa vida e sermos fiéis aos Seus mandamentos. Assim, Ele nos abençoará grandemente, e herdaremos a vida eterna que é o maior de todos os dons de Deus.
Lugar Mormon: APOIO MÓRMON AO BRASIL Todos os missionários da ...
Lugar Mormon: APOIO MÓRMON AO BRASIL
Todos os missionários da ...: "APOIO MÓRMON AO BRASIL Todos os missionários da Igreja que servem na região afetada estão bem.125 membros da Igreja perderam as suas casas..."
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