segunda-feira, 20 de setembro de 2010

A Caridade

Élder Pedro J. C. Penha - Segundo Conselheiro na Presidência da Área Brasil Norte (Julho/2005)

Élder Pedro J. C. Penha

O que é a caridade? É a maior de todas as virtudes.
Mórmon nos diz: “Portanto, apegai-vos à caridade, que é, de todas, a maior (...) é o puro amor de Cristo”. A caridade vem de dentro do coração. Quando temos caridade, enchemo-nos de sentimentos bons por todas as pessoas. Podemos observar algumas características que se fazem presentes naqueles que são possuidores dessa virtude:

Bondade. É a capacidade de continuar dando amor, mesmo quando nos sentimos sós, magoados ou frustrados. A pessoa bondosa é compreensiva e gentil com as outras. Tem consideração pelos sentimentos alheios, é capaz de perdoar as fraquezas e faltas alheias. Possui uma natureza solícita, seja com os idosos ou os jovens, com os pouco favorecidos, ou os mais favorecidos. Até com os animais tem uma atitude de gentileza!

Não tem inveja. O Senhor ordenou “que (…) não [tenhamos] inveja”. (2 Néfi 26:32) Todos os dias, enfrentamos situações nas quais podemos invejar ou mesmo cobiçar alguma coisa que outra pessoa possui. Talvez invejemos sua casa, a boa condição financeira, talentos, habilidades, posição, ou até mesmo a vida familiar. Essa inveja pode consumir nossa alma. Se percebermos que estamos invejando algo ou alguma coisa, devemos buscar a ajuda de nosso Pai Celestial. Em Sua misericórdia, Ele nos abençoará com a capacidade de superarmos o poder destrutivo da inveja, e de nos alegrarmos com as bênçãos e oportunidades a nós concedidas.

Procura a retidão sem sentir orgulho. O Presidente Ezra Taft Benson disse: “O orgulho é, essencialmente, encarar a vida com atitude de ‘minha vontade’ em lugar de ‘Tua vontade’”. Mas existem outras formas de orgulho. Uma delas é quando aceitamos reconhecimento por algo que não fizemos. Outra ocorre quando alguém culpa a Deus, quando as coisas vão mal em sua vida, mas atribui crédito a si mesmo, quando as coisas vão bem, ignorando o fato de que seus talentos, habilidades e bens materiais são dádivas de Deus.

Exemplo positivo. Todos nós temos oportunidade de ser bons exemplos: em casa, no trabalho, na escola, em nossa vizinhança ou na comunidade. Dar um bom exemplo significa também amar e respeitar os outros, tendo tolerância por suas crenças e respeito por seus sentimentos, opiniões, bens e seu tempo. Esse respeito demonstra que estamos preocupados com o próximo. A maneira como tratamos as pessoas mostra quem somos e em quê acreditamos. Pode ser um grande desafio amar outras pessoas, especialmente se elas nos magoam ou maltratam. O respeito e a tolerância andam de mãos dadas com a reverência pela própria vida. Podemos honrar e respeitar todos os filhos de Deus, assim como todas as Suas criações.

Evita a ira e a contenda. Muitos de nós às vezes nos sentimos frustrados ou impacientes; mas quando externamos esses sentimentos, zangando-nos com alguém, ofendemos o Espírito. Embora muitos de nós não tenhamos de enfrentar grandes perseguições, freqüentemente somos “provocados” por coisas pequenas. Rudeza, desobediência, espera, discórdias, decepções e expectativas frustradas podem irritarnos, especialmente se estivermos cansados, doentes ou com pressa. Nessas ocasiões, nosso primeiro sentimento pode ser de raiva. Podemos concentrar-nos em como controlar nossa raiva ou impaciência. Uma coisa que ajuda é respirar bem fundo, contar até dez, parar e pensar por um momento, antes de falar. Isso sempre funciona. A oração e o arrependimento curam igualmente nosso espírito, enchendo nosso coração de amor, quando buscamos ser mais semelhantes ao Salvador.

Virtude em pensamentos. Como distinguir os bons pensamentos dos maus? Morôni nos ensina que: “Aquilo que é de Deus convida e impele a fazer o bem continuamente; portanto, tudo o que convida e impele a fazer o bem e a amar a Deus e a servi-lo, é inspirado por Deus”. (Morôni 7:13) Para desenvolver a pureza mental, precisamos fazer mais do que rejeitar ou evitar pensamentos maus, negativos ou impuros. Precisamos também aprender a ter pensamentos virtuosos. As escrituras nos orientam na escolha daquilo em que devemos pensar: “Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, (...) nisso pensai”. (Filipenses 4:8)
À medida que aprendermos a ter pensamentos virtuosos, nossa vida se encherá de virtude, e nos tornaremos mais semelhantes a Cristo.

Amor à verdade. Em D&C 93:37 lemos: “A luz e a verdade rejeitam o ser maligno”. Deuteronômio 32:4 nos diz que Deus é “a verdade e não há nele injustiça”. Quando a iniqüidade floresce, a verdade morre; quando a verdade floresce, a iniqüidade perde o poder. Para buscar a verdade e evitar a iniqüidade, devemos examinar nossas ações do dia-a-dia, como por exemplo, assistir a imagens de iniqüidade na televisão ou no cinema, ou procurá-las em livros e revistas.

A crítica também pode ser uma forma de iniqüidade. Podemos fazer muito para ressaltar a verdade que cada um de nós faz parte da família de Deus e, como tal, merece respeito e necessita de bondade. Quando elogiamos mais freqüentemente, quando oramos reconhecendo as contribuições individuais, mesmo que pequenas, podemos nos tornar mais positivos e menos críticos. O hábito de falar mal ou comentar os pecados ou imperfeições de outras pessoas afasta-nos de Deus e pode até mesmo nos impedir de amar e ter amizade por aqueles que mais precisam de amor e amizade. Quando buscamos a verdade, aprendemos a sentir caridade por todos os nossos irmãos e irmãs.

Compaixão, humildade, coragem e fé. Vivemos num tempo em que, como o Senhor predisse, o coração dos homens falharia, não só fisicamente, mas em espírito. Satanás está se esforçando cada vez mais para vencer os santos, instilandolhes desespero, desânimo, desalento e depressão, comentou o Presidente Benson na A Liahona de março de 1987, “Não Se Desespere”, p. 2. Não devemos ser sobrepujados por nossas provações. Elas, de fato,
podem ensinar-nos humildade, fé, coragem e compaixão, ajudandonos, no final das contas, a nos tornar mais semelhantes a Cristo. É necessário ter muita fé para perseverar até o fim, e confiar no Senhor, apesar das dores, do desânimo, sofrimento ou perseguição. A caridade é o coração do Evangelho. Aprender a ser como o Salvador deve ser nosso principal objetivo.

Desenvolver um amor cristão exige tempo e paciência. Em nossa tentativa de desenvolver a caridade, o exemplo do Salvador pode nos dar orientação. Seu amor não conhece restrições. Ele observou as necessidades dos outros e os alimentou, curou, confortou, e abençoou. Em Seu grande amor por nós, expiou pelos pecados do mundo todo, tornando a imortalidade e a vida eterna possível para cada um de nós. De todos os atributos da divindade, a caridade é o que devemos buscar com maior fervor. A caridade é mais que amor, muito mais; é um amor eterno, perfeito, o puro amor de Cristo, que perdura para sempre. Que possamos ser motivados por esse amor em nossas ações diárias, é o meu desejo e minha busca, que compartilho com meus amigos e irmãos em Cristo.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Fórmula de Amor

Élder Walter F. Gonzáles - Primeiro Conselheiro na Presidência da Área Brasil Norte (Dezembro/2005)

Élder Walter F. Gonzáles

A época do Natal é linda!(Mas ainda não é dezembro) É o momento no qual nos aproximamos mais de nossos familiares, para comemorar o nascimento do Salvador. É o período do ano no qual, para a maioria, o amor pode ser sentido no ar, e nosso desejo de estender a mão e servir aos que nos cercam aumenta. Ao nos lembrarmos do nosso Salvador e Redentor, nosso amor por Ele cresce, juntamente com o amor por nosso próximo.

O Senhor deixou-nos uma fórmula pela qual o amor que sentimos pelas pessoas e por nós mesmos aumentará. Essa fórmula também explica o grande espírito de amor que caracteriza esse precioso feriado. Jesus afirmou:

"Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Mateus 22:37-39).

Amar o Senhor nosso Deus de todo o coração, alma e pensamento, esse é o primeiro e grande mandamento. Amar nosso próximo como a nós mesmos vem logo após esse grande mandamento. Ele depois especifica: "Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas" (Mateus 22:40). À medida que aumenta o amor que temos pelo Salvador, nosso amor pelo próximo e por nós mesmos também aumenta. Ao aumentar o amor por Cristo, estaremos inclinados a ser mais semelhantes a Ele, a estudar Sua vida, a nos aproximarmos Dele, sentir o Seu amor e a aumentar nosso amor por nós mesmos e por Seus outros filhos.

O Élder Henry B. Eyring, do Quórum dos Doze Apóstolos, disse: "Quando as pessoas têm o Espírito Santo consigo, pode-se esperar que haja harmonia" (A Liahona, julho de 1998, p. 74). A ausência de contendas entre o povo, citada em 4 Néfi 1:15, é explicada como sendo uma conseqüência do amor de Deus existente no coração de cada um. Quando eles se voltaram para o Salvador, tendo consigo a companhia do Espírito, as contendas diminuíram, e a harmonia aumentou.

Ao nos aproximarmos mais de Cristo, sentiremos o Seu amor, o que por sua vez aumentará o amor por nosso próximo. Em Alma 13:28, Alma nos ensina que ao nos humilharmos diante do Senhor, voltando-nos para Ele continuamente, seremos guiados pelo Espírito, tornando-nos cheios de amor e tendo o amor de Deus sempre em nosso coração.

A experiência de Alma, o filho, ilustra o vigoroso efeito de voltarmos o coração para Cristo. Até centralizar sua vida em Cristo, ele não sentia o desejo de compartilhar o evangelho com outras pessoas. Mas quando se voltou para o Salvador, seu desejo de servir aos outros aumentou. Sentiu uma alegria que era mais doce e bela que qualquer outra coisa. E desde aquele momento até sua morte, trabalhou incessantemente para trazer pessoas a Cristo, para que elas também pudessem experimentar a alegria que ele mesmo tinha sentido. Ao centralizar a vida em Cristo, seu desejo pelo bem-estar dos outros aumentou.

Quando centralizamos nossa vida em Cristo, tornamo-nos pessoas mais caridosas, participamos do puro amor de Cristo e sentimos uma porção desse mesmo tipo de amor em relação a outros; um amor tão profundo que levou Cristo a abrir mão da própria vida em benefício de cada um de nós. Ele nos ama. Ele compreende nossas aflições. Ele conhece nossas enfermidades. Ele conhece nossas dores físicas e espirituais. Seus braços estão estendidos para nós, e Ele nos promete que, ao nos aproximarmos Dele, Ele Se aproximará de nós.

Testifico que nossa alma é curada e elevada quando centralizamos nossa vida em Cristo, e oro para que o sentimento de amor que emana dessa aproximação a Deus esteja presente em nosso lar durante a época do Natal e permaneça durante o ano vindouro. Que possamos nos lembrar do grande sacrifício expiatório que Ele fez por nós, pois Ele ama cada um de nós. Que nosso coração se encha do puro amor de Cristo, é minha sincera oração.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

“Ele Não Está Aqui, Porque Já Ressuscitou”

Élder Stanley G. Ellis - Primeiro Conselheiro na Presidência da Área Brasil Norte (Abril/2007)

Élder Stanley G. Ellis

A história mostra com clareza que Jesus Cristo morreu na cruz e que o Seu corpo foi colocado no sepulcro de José de Arimatéia. Até mesmo os líderes judaicos e o governante romano, Pilatos, sabiam disso, porque resolveram colocar guardas no túmulo, para evitar que os discípulos de Cristo retirassem o corpo. Os judeus efetivamente colocaram esses guardas.

Imaginem quão surpresos ficaram todos, quando o anjo anunciou às Marias, “Ele não está aqui, porque já ressuscitou” (Mateus 28:6). Ele também as convidou a verificar, para certificarem-se de que o túmulo estava vazio!

Qual é o significado do túmulo vazio?
O túmulo vazio é a prova de que Cristo vive! Jesus Cristo não era só um homem bom, um Mestre importante, um visionário à frente de seu tempo; tampouco era um coitado, um embusteiro ou um subversivo. Ninguém assim teria poder sobre a morte, e, se por acaso fosse crucificado, estaria morto até hoje. Porém, Cristo vive!

O túmulo vazio confirma a história do nascimento de Jesus, que celebramos sempre no Natal. “Uma virgem concebeu e deu à luz um filho (Isaías 7:14). Ele é o filho “Unigênito do Pai” (D&C 76:23). Ele nasceu em Belém, foi visitado pelos pastores e por homens sábios, e foi anunciado por anjos como “o filho do Altíssimo”, “o Salvador, que é Cristo, o Senhor” e “as novas de grande alegria” (Lucas 1:32, 2:10–11).

O túmulo vazio reafirma a importância do caminho que Ele nos mostrou, e da verdade contida nas palavras que nos deixou. “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (João 14:6). “Porque a porta pela qual deveis entrar é o arrependimento e o batismo com água; e recebereis, então, a remissão de vossos pecados pelo fogo e pelo Espírito Santo. E estareis então no caminho estreito e apertado que conduz à vida eterna; (…) Deveis pois prosseguir com firmeza em Cristo, tendo um perfeito esplendor de esperança e amor a Deus e a todos os homens. Portanto, se assim prosseguirdes, banqueteando-vos com a palavra de Cristo, e perseverardes até o fim, eis que assim diz o Pai: Tereis vida eterna. (…) Eis que este é o caminho; e não há qualquer outro caminho ou nome debaixo do céu pelo qual o homem possa ser salvo no reino de Deus. E agora, eis que esta é a doutrina de Cristo …” (2 Néfi 31: 17–21)

O túmulo vazio indica que Jesus Cristo completou a Expiação. Ele sofreu no Getsêmani. “Sofrimento que fez com que eu, Deus, o mais grandioso de todos, tremesse de dor e sangrasse por todos os poros; e sofresse, tanto no corpo como no espírito — e desejasse não ter que beber a amarga taça e recuar — Todavia, glória seja para o Pai; eu bebi e terminei meus preparativos para os filhos dos homens” (D&C 19:18–19). Ele sofreu e morreu na cruz dizendo: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” (Lucas 23:46). E como já mencionado, naquela manhã maravilhosa Ele ressuscitou.

Assim, Ele derrotou a morte física e providenciou um meio pelo qual todos nós poderemos vencer a morte espiritual. No relato ao Pai, disse: “Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer” (João 17:4).

O túmulo vazio também preparou o caminho para a restauração do evangelho nestes últimos dias. O Cristo ressuscitado pôde acompanhar o Pai e responder à oração do jovem Joseph Smith, em outra manhã maravilhosa. A partir daí, iniciou-se a dispensação da plenitude dos tempos, que logo resultou na organização de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e no começo desta grande obra em preparação para a Segunda Vinda do Senhor Jesus Cristo.

Graças damos a Deus que o túmulo estava vazio!

O túmulo vazio é uma evidência física das verdades espirituais, isto é, de todas as coisas maravilhosas que fazem parte de nossa fé no Senhor Jesus Cristo.

Agora, o Cristo vivo nos convida: “Vinde a mim, todos que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas” (Mateus 11:28–29).

O apóstolo Pedro nos alertou: “Estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós” (I Pedro 3:15). Uma grande parte da razão de nossa esperança foi dita pelo anjo: “Ele não está aqui, porque já ressuscitou”! O túmulo estava vazio!

A Síster Ellis e eu conhecemos o Jardim, lá em Jerusalém, e o túmulo que, presume-se, é o local onde sepultaram o corpo de Jesus Cristo. Entramos e verificamos que realmente está vazio.

A melhor parte das verdades espirituais são os sussurros do Espírito, testificando a cada um de nós que Deus vive; que Jesus é o nosso Salvador; que esta é a Igreja verdadeira; que o Livro de Mórmon é verdadeiro; que Joseph Smith foi um profeta de Deus; e que Gordon B. Hinckley é um profeta vivo, hoje. Nosso testemunho é uma verdade espiritual. E, como vocês, recebi esse testemunho por intermédio do Espírito.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Façamos Boas Escolhas

Élder Ulisses Soares - Primeiro Conselheiro na Presidência da Área Brasil (Fevereiro/2009)

Élder Ulisses Soares

Jacó, irmão de Néfi, era conhecido como um homem que tinha muita fé no Senhor e que, a despeito das provas que recebeu, tinha uma reação positiva, constante e firme, e não podia ser abalado. Jacó nasceu no deserto, depois que sua família deixou Jerusalém, e desenvolveu fé no Senhor graças à influência de seus pais e de seu irmão Néfi. Por isso, recebeu muitas revelações em vida, recebeu a ministração de anjos e ouviu a voz do Senhor (ver Jacó 7:5).

Devido às escolhas que fez na vida, foi capaz de cumprir aquilo que lhe foi designado — registrar a história de seu povo para que todos aqueles que futuramente a lessem pudessem se beneficiar de sua fé e recebessem bênçãos.

Recentemente, durante uma conversa com um ex-missionário, ouvi-o contar a respeito de sua experiência. Ele disse que, durante sua missão, precisou exercitar a fé constantemente para fazer boas escolhas, ao longo de cada dia de sua missão, para poder atingir seu objetivo como missionário. “Sintome extremamente abençoado; sei que a missão foi um bom treinamento para a vida, pois à medida que exerço fé para escolher corretamente, posso determinar meu futuro e ter uma vida plena de felicidade”, acrescentou.

Por fazermos parte de uma geração especial, que vive no limiar dos tempos, enfrentamos escolhas difíceis em nosso dia-a-dia, especialmente neste mundo tão conturbado e com valores éticos sendo cada vez mais combatidos. Segundo os nossos profetas atuais, nossos problemas não são novos, mas hoje em dia são mais intensos do que o eram num passado muito recente.

Se nos lembrarmos da experiência de Jacó, quando seus valores e fé foram explicitamente atacados por Serém, podemos nos inspirar para escolher o que é correto diante dos desafios diários. Apesar de Serém ser instruído e conhecer a língua do povo, de ser perito em lisonjear as pessoas e ter muita habilidade no uso das palavras para persuadir, ele não acreditava em Deus e nem no futuro.

Serém fez suas escolhas influenciado pelo poder do mal, chegando mesmo a dizer que foi enganado pelo inimigo. Antes de sua morte, declarou: “Temo haver cometido o pecado imperdoável, porque menti a Deus; pois neguei o Cristo e disse que acreditava nas escrituras; e elas verdadeiramente testificam dele. E por haver assim mentido a Deus, tenho muito medo de que a minha situação seja terrível; mas a Deus confesso-me” (Jacó 7:19).

Nós representamos o futuro da Igreja em nosso país, e o inimigo quer prejudicar-nos, quer destruir nossa fé e levar-nos por caminhos ilusórios e atraentes, que na verdade são mortais e trarão muita miséria em nossa vida.

Falando sobre as névoas de escuridão no sonho de Leí, Néfi disse aos seus irmãos: “As névoas de escuridão são as tentações do diabo que cegam os olhos e endurecem o coração dos filhos dos homens, conduzindo-os a caminhos espaçosos para que pereçam e se percam” (1 Néfi 12:17).

Néfi estava tentando dizer que quando nos deixamos levar pelas tentações do inimigo, não fazendo o que é certo, ficamos cegos para as conseqüências de nossas decisões erradas e nos tornamos orgulhosos, e não somos ensináveis. Ai está o grande perigo, pois é nesse momento que tomamos as decisões erradas que podem nos levar até a morte espiritual.

O Presidente Monson disse, em 2 de junho de 2008, em Brasília, durante a reunião com os membros: “Nós nos tornamos o que nós escolhemos. Nossas escolhas determinam nosso destino.”

E acrescentou: “Confio que vamos escutar os conselhos de nossos líderes, que são inspirados para guiar-nos no caminho que devemos escolher. (…) Eu espero que escutem àqueles que os amam e que têm as melhores intenções no coração. (…) Que possamos escutar os sussurros do Espírito Santo. Prometo que, se escutarem o Espírito Santo, se houver um desejo de retidão em seu coração, se sua conduta refletir esse desejo, serão guiados pelo Santo Espírito”.

Que promessa maravilhosa ouvimos de um Profeta vivo em nossos dias! Podemos contar com essa ajuda preciosa ao fazer nossas escolhas diariamente.

O Élder W. Craig Zwick, dos Setenta, disse certa vez: “Ao fazermos escolhas corretas nas pequenas coisas diariamente, o Senhor nos fortalecerá e nos ajudará a escolher o certo durante os tempos de dificuldade”.

Em D&C 58:27-28 lemos o seguinte: “Em verdade eu digo: Os homens devem ocupar-se zelosamente numa boa causa e fazer muitas coisas de sua livre e espontânea vontade e realizar muita retidão. Pois neles está o poder e nisso são seus próprios árbitros. E se os homens fizerem o bem, de modo algum perderão sua recompensa”.

Presto meu testemunho de que, ao fazer boas escolhas hoje, estaremos construindo um futuro de plena alegria que fortalecerá nossa fé e retidão. Sei que, ao desfrutar daquela alegria, seremos fortalecidos para continuar a perseverar no caminho que nos levará de volta à presença de nosso Pai Celestial.

sábado, 28 de agosto de 2010

Coragem para Crer

Élder Walter F. Gonzáles - Primeiro Conselheiro na Presidência da Área Brasil Norte (Fevereiro/2007)

Élder Walter F. Gonzáles

A Família — Proclamação ao Mundo nos ensina que “a felicidade na vida familiar é mais provável de ser alcançada quando fundamentada nos ensinamentos do Senhor Jesus Cristo”. Essa proclamação apresenta princípios e ensinamentos que nos ajudam a fundamentar nossa vida no Salvador. Um desses princípios é a fé.

No Velho Testamento, vemos a história de Elias e a viúva de Sarepta. A história mostra a coragem da viúva ao crer nas palavras do profeta. Essa coragem é um exemplo de como podemos exercitar nossa fé. A escritura diz que o profeta foi para Sarepta e, na entrada da cidade, encontrou-se com a viúva que estava apanhando lenha. Elias “a chamou, e lhe disse: Traze-me, peço-te, num vaso um pouco de água que beba. E, indo ela a trazê-la, ele a chamou e lhe disse: Traze-me agora também um bocado de pão na tua mão”.

O pedido era demasiado para ela, que respondeu explicando a sua situação: “Vive o Senhor teu Deus, que nem um bolo tenho, senão somente um punhado de farinha numa panela, e um pouco de azeite numa botija; e vês aqui apanhei dois cavacos, e vou prepará-lo para mim e para o meu filho, para que o comamos, e morramos”. O profeta respondeu com um pedido e uma promessa: “Não temais; vai, faze conforme à tua palavra; porém faze dele primeiro para mim um bolo pequeno, e traze-mo aqui; depois farás para ti e para teu filho.” Então ele fez a promessa: “Porque assim diz o Senhor Deus de Israel: A farinha da panela não se acabará, e o azeite da botija não faltará até ao dia em que o Senhor dê chuva sobre a terra”.

Imaginem como nós reagiríamos, face a uma circunstância semelhante. Será que acreditaríamos nas palavras do profeta e nas promessas de Deus? Teríamos coragem para crer? A viúva teve. O relato bíblico diz que ela fez conforme fora instruída pelo profeta e, com isso, também aprendemos que as promessas se cumpriram. “E assim comeu ela, e ele, e a sua casa muitos dias. Da panela a farinha não se acabou, e da botija o azeite não faltou; conforme a palavra do Senhor, que ele falara pelo ministério de Elias” (I Reis 17:10-16).

Com a restauração do evangelho, temos o conhecimento da doutrina e dos princípios que os antigos também conheceram. Uma das coisas que conhecemos de Deus é que Ele não pode mentir. Mahonri Moriancumer conhecia esse atributo de Deus. Quando o Senhor lhe perguntou: “Crês nas palavras que eu direi? [E] ele respondeu: Sim, Senhor, eu sei que falas a verdade, porque és um Deus de verdade e não podes mentir”. Em Doutrina e Convênios, o próprio Senhor declarou: “Eu, o Senhor, prometo aos fiéis e não posso mentir” (D&C 62:6). Isso significa que quando o Senhor faz uma promessa, vai cumpri-la. Nós precisamos ter coragem para crer, tal como fez a viúva de Sarepta.

O temor muitas vezes priva o cumprimento de promessas feitas. Em D&C 67:3 aprendemos: “Esforçastes-vos para crer que receberíeis a bênção que vos fora oferecida; mas eis que em verdade vos digo que havia temores em vosso coração e, em verdade, esta é a razão por que não a recebestes”. Para vencer esses temores, temos de ter coragem para crer.

As ordenanças, a palavra de Deus proferida pelos profetas nas escrituras e pelos profetas vivos, bem como os convênios que fazemos estão cheios de promessas. Temos coragem para crer nessas promessas? Podemos demonstrar essa coragem pagando os dízimos integralmente, seguindo os conselhos do Presidente da Igreja e cumprindo muitos outros princípios. Por exemplo, os jovens acreditam na promessa de adquirir sabedoria buscando o maior grau de escolaridade possível. O Presidente Gordon B. Hinckley declarou: “Vocês pertencem a uma Igreja que prega a importância da educação. Vocês receberam o mandamento do Senhor de educar a mente, o coração e as mãos (…) Ele deseja que vocês treinem a mente e as mãos para que sejam uma influência positiva ao longo da vida. E ao fazerem isso, ao agirem com honradez e excelência”, o profeta de Deus promete, “trarão honra para a Igreja, pois serão respeitados como homens ou mulheres de integridade, capacidade e competência. Sejam inteligentes. Não sejam tolos. Vocês não podem enganar nem iludir as pessoas nem a si mesmos” (“Conselhos e Oração do Profeta para os Jovens”, A Liahona, abril de 2001, p. 34).

Finalmente, poderíamos evidenciar se temos coragem para crer nas promessas feitas pelo Salvador em Seu grande sacrifício expiatório. Muitas pessoas acham que já fizeram de tudo para serem perdoadas, mas de alguma forma ainda não sentem esse perdão. Alma, o filho, é um exemplo de como a Expiação é o meio pelo qual o peso do fardo é retirado de cada um de nós. Realmente temos coragem para crer na Expiação e em seus efeitos, em todos os dias de nossa vida? Alma sentiu que “estava sendo assim atormentado e (…) estava perturbado pela lembrança de tantos pecados”. Nesse momento, ele relata: “Eis que me lembrei também de ter ouvido meu pai profetizar ao povo sobre a vinda de um Jesus Cristo, o Filho de Deus, para expiar os pecados do mundo” (Alma 36:17).

Ao lembrar os ensinamentos que tinha recebido, Alma teve coragem para crer. Ele acreditou nos ensinamentos sobre a Expiação, fazendo dela uma coisa real em sua vida. “Ora, tendo fixado a mente nesse pensamento, clamei em meu coração: Ó Jesus, tu que és Filho de Deus, tem misericórdia de mim que estou no fel da amargura e rodeado pelas eternas correntes da morte” (Alma 36:18).

Ao fazer da Expiação uma realidade em sua vida, Alma recebeu os benefícios das promessas contidas na doutrina de como o Salvador pode ajudar-nos, dia após dia. Ele contou a seu filho Helamã: “E então, eis que quando pensei isto, já não me lembrei de minhas dores; sim, já não fui atormentado pela lembrança de meus pecados”. E, então, a promessa aconteceu: “E oh! que alegria e que luz maravilhosa contemplei! Sim, minha alma encheu-se de tanta alegria quanta havia sido minha dor” (Alma 36:19–20).

Ter coragem para crer, tal como no episódio da viúva de Sarepta, pode fazer uma grande diferença em nossa vida. O Salvador ensinou-nos que ter coragem para crer é um mandamento, ao indicar ao principal da sinagoga: “Não temas, crê somente” (Marcos 5:36).

Eu sei que o Salvador é um Deus que não pode mentir, e que as Suas promessas sempre se cumprem, “seja pela [Sua própria] voz ou pela de [Seus] servos, é o mesmo” (D&C 1:37–38).

É uma grande benção termos o evangelho da esperança, que possibilita que nossa vida seja grandemente abençoada, para sermos cada vez melhores diante dos olhos do Senhor.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A Beleza de Ipoméia

Élder Paulo R. Grahl - Segundo Conselheiro na Presidência da Área Brasil Sul (Março/2006)

Élder Paulo R. Grahl

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias estabeleceu-se no Brasil de um modo singelo e, ao mesmo tempo, milagroso. Um breve resumo de sua história diz:

"O primeiro membro da Igreja conhecido no Brasil foi Max Richard Zapf, que foi batizado na Alemanha em agosto de 1908 e imigrou ao Brasil em 1913. após muitos anos sem contato com a Igreja, Max Zapf e sua família souberam que Augusta Kuhlmann Lippelt e seus quatro filhos, que também se haviam filiado à Igreja na Alemanha, antes de imigrarem para o Brasil em 1923, estavam vivendo na pequena cidade de Ipoméia, no sul do Brasil. Roberto, o marido de Augusta, embora não sendo membro quando se mudou com sua família para o Brasil, foi batizado vários anos mais tarde. A família Zapf logo mudou a sua residência para estar com os seus novos amigos, a família Lippelt. Essas duas famílias representaram o início da presença permanente da Igreja no Brasil" (2006 Church Almanac, p. 301).

A pequena comunidade mórmon de Ipoméia floresceu e prosperou, com a adesão de várias outras famílias, que representaram as raízes para o sólido estabelecimento da Igreja em nossa terra. Um dos descendentes daqueles primeiros pioneiros foi meu querido amigo Frederico Blind, falecido em 2005, enquanto servia como bispo da Ala Navegantes, Estaca Vale do Itajaí. A pequena capela de Ipoméia acaba de ser renovada e embelezada, tendo sido mantido o seu aspecto original. Ela representa um marco de fé e perseverança de muitos bons irmãos e irmãs daquela bela região catarinense.

Meses atrás, aprendi o significado do termo Ipoméia (ou Ipoméa). Trata-se de uma linda flor, de nome nativo indígena, de vegetação rasteira, que cresce à beira das estradas ou rios, possuindo uma beleza angelical, de cor branca, azul ou lilás.

Durante anos, apreciei a beleza dessa flor, sem conhecer-lhe o nome. Uma característica que me chamou a atenção em relação à flor é que, quando cortada a sua raiz, tanto as folhas como as flores imediatamente murcham e se fecham.

A partir dessa definição, Ipoméia passou a ser para mim mais que o berço da Igreja no Brasil, um símbolo, que alerta para a necessidade de criarmos e mantermos firmes e fortes raízes no evangelho, se desejarmos conservar a beleza de nossa família, de nossos filhos, de nosso lar e de nossa congregação.

Onde são plantadas e conservadas essas raízes? Com certeza, elas estão:
# No testemunho individual de cada membro da Igreja, seja criança, jovem ou adulto;
# Na preservação e no fortalecimento de nosso lar e de nossa família, por meio de coisas simples e eficazes como a noite familiar, o estudo das escrituras, a oração familiar, as tradições familiares;
# Na virtude e na castidade de nossos belos jovens, os quais se esmeram por ficar longe do pecado e da maldade;
# Na freqüência regular ao templo, onde solenizamos nosso casamento eterno e trabalhamos de maneira incansável para proporcionar as bênçãos das sagradas ordenanças aos nossos antepassados;
# Na pregação do evangelho, onde se unem a força e a fé dos valorosos missionários e dos dedicados membros da Igreja;
# No serviço fiel, voluntário e diligente dos membros e líderes, servindo com alegria nos mais diferentes chamados;
# Na fidelidade aos mandamentos do Senhor, inclusive a lei do dízimo, que é um dos maiores indicativos de nossa consagração ao Senhor e a Sua grandiosa causa.

A criação e a conservação de sólidas raízes deve merecer por parte de pais e líderes a melhor atenção, especialmente numa era a que chamamos "final dos tempos" e onde visualizamos o iminente cumprimento da severa advertência de Malaquias:

"Porque eis que aquele dia vem ardendo como forno; todos os soberbos e todos os que cometem impiedade serão como palha; e o dia que está para vir os abrasará, diz o Senhor dos Exércitos, de sorte que lhes não deixará nem raiz nem ramo" (Malaquias 4:1 - grifo do autor).

Temos, felizmente, o conforto de uma outra grande promessa do mesmo profeta Malaquias:

"Eis que eu vos envio o Profeta Elias, antes que venha o dia grande e terrível do Senhor; e converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais; para que eu não venha e fira a terra com maldição" (Malaquias 4:5-6).

Temos certeza de que Elias já veio e restaurou as chaves do sacerdócio, por meio das quais temos acesso às vitais ordenanças salvadoras, possibilitando-nos plantar firmes e fortes nossas raízes e mantermos a beleza de nossas... Ipoméias!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

A Identidade Ímpar de Nossa Alma

Élder Robert R. Steuer - Presidente da Área Brasil Norte (Abril/2006)

Élder Robert R. Steuer

Somente a revelação tem as respostas para algumas das mais difíceis perguntas feitas ao longo dos anos pelo homem comum e pelos teólogos. Eis algumas dessas perguntas: Continuarei a viver após a morte? Se viver, terei lembranças? Ou cairei no vazio, absorvido pelo universo insensível? Ainda serei eu mesmo? Será a morte apenas um sono, inconsciente e esquecido? Como a nossa visão é tão limitada e os caminhos e pensamentos de Deus tão vastos1, por mais que especulemos ou ouçamos opiniões alheias, nunca poderemos responder a essas perguntas.

Deus, em Sua graça, revela-nos a verdade de que a nossa vida é um único contínuo, preexistente a este mundo, que continua hoje e continuará por toda a eternidade. Aprendemos com Abraão que a alma de cada um de nós é ímpar e que somos "as inteligências que foram organizadas antes de o mundo existir".2 O Profeta Joseph Smith acrescentou: "A inteligência dos espíritos não teve início, nem terá fim. (...) Eles são semelhantes (coeternos) ao nosso Pai Celestial".3

Nosso corpo e nosso espírito, unidos até a morte, constituem a "alma vivente".4 Essa alma recebeu a capacidade de crescer em graça, conhecimento, poder e inteligência.5 Em relação a esse crescimento pessoal, o Profeta Joseph Smith observou que Deus, sendo mais inteligente do que todos, "achou próprio instituir leis para que os demais pudessem ter o privilégio de progredir como Ele".6

A morte ocorre quando o espírito deixa o corpo e vai para o mundo espiritual para aguardar o dia da ressurreição.7 Se tivermos vivido com dignidade, poderemos, em espírito, continuar a compartilhar o evangelho com aqueles que também já passaram para além do véu. Dessa maneira, participamos do grande trabalho iniciado pelo Salvador depois de ser crucificado, quando visitou os mortos e organizou a obra de pregação da doutrina redentora àqueles que "estão nas trevas".8 O Profeta Joseph deu-nos o conhecimento consolador desse mundo espiritual, descrevendo-o como "um lugar onde [os mortos] conversam uns com os outros, exatamente como fazemos na Terra".9

Nossa alma imortal será um personagem ressurreto-no qual o corpo e o espírito serão unidos para sempre,10 mantendo nossos próprios atributos, e "qualquer princípio de inteligência que [alcançarmos] nesta vida, ressurgirá [conosco] na ressurreição".11 Morôni nos assegura que não teremos um "interminável sono", mas que, de fato, somos redimidos da possibilidade desse sono infindo12 através do poder da Expiação de Cristo. Diferentemente do que ensinam algumas religiões orientais, o indivíduo não é absorvido em um Nirvana indistinto como uma gota d’água sendo sugada por um grande oceano, mas continuamos com nossa identidade independente. O testemunho que Enos, pouco antes de morrer, prestou do Salvador, foi muito claro: "E regozijo-me no dia em que meu corpo mortal revestir-se de imortalidade e apresentar-se diante dele; então verei a sua face com prazer e ele me dirá: Vem a mim, ó bendito; há um lugar preparado para ti nas mansões de meu Pai".13

O filósofo existencialista Bertrand Russell disse: "Nenhum fogo, nenhum heroísmo, nenhuma integridade de pensamento ou sentimento pode preservar a vida individual no além-túmulo".14 Ele está certo! Somente o poder da redenção e da ressurreição de Jesus Cristo pode preservar nossa identidade para sempre, e o faz. É esse poder que exige que a sepultura "[liberte] o corpo dos justos (...) e todos os homens [tornem-se] incorruptíveis e imortais [e tornem-se] almas viventes".15 (grifo do autor).

Por meio dessas verdades divinas reveladas podemos desfrutar de clareza, paz, certeza, segurança, além de termos a motivação de fazer o melhor a cada dia. Sabemos que "se nesta vida uma pessoa (...) adquirir mais conhecimento e inteligência do que outra, ela terá tanto mais vantagem no mundo futuro".16 De fato, essas verdades e doutrinas restauradas criam uma intensificação da nossa identidade e uma maior percepção e gratidão pelo poder redentor do Filho de Deus. Ele vive e nós também viveremos e continuaremos com a identidade peculiar que moldarmos.

Notas
1. Isaías 55:8
2. Abraão 3:22-23
3. Ensinamentos do Profeta Joseph Smith, p. 345
4. Abraão 5:7
5. Moisés 7:32-33, McConkie, Mormon Doctrine, p. 748, 1996
6. Ensinamentos do Profeta Joseph Smith, p. 346
7. Alma 40:11-14
8. D&C 138:52-57; I Pedro 3:18--19, 4:6
9. Ensinamentos do Profeta Joseph Smith, p. 345
10. D&C 88:15, Alma 40:23, Morôni 10:34
11. D&C 130:18
12. Mórmon 9:13
13. Enos 1:27
14. Citado em W.N. Sullivan, The Limitations of Science [As Limitações da Ciência], p. 175
15. 2 Néfi 9:13
16. D&C 130:19

ELA ME TROCOU POR UM ZUMBI

O ônibus comprido com várias portas havia chegado ao seu destino. sentia satisfação pelo sucesso da viagem. Desci pela porta dianteira e ela...