Élder Stanley G. Ellis - Segundo Conselheiro na Presidência da Área Brasil (Dezembro/2007)
Em nossa família, temos o costume de fazer uma “lista de desejos”. Quando a data de aniversário de um dos filhos está próxima, pedimos ao futuro aniversariante que faça uma lista de coisas que ele (ou ela) gostaria de ganhar, ou precise ganhar, como presente de aniversário. Fazemos a mesma coisa por ocasião do Natal. A idéia não é que eles ganhem todas as coisas da lista, mas que, dessa forma, aqueles dentre nós que desejam dar-lhes um presente, possam ter uma idéia do que seria mais adequado, mais apreciado ou mais necessário. Assim, será bem provável que estaremos dando o melhor presente possível.
Deus Sabe o Que É Melhor
Na época do Natal, às vezes falamos em dar um presente para Deus, ou em dar um presente para o nosso Salvador, como fizeram os magos do oriente. Se quisermos fazer isso neste Natal, o que seria mais adequado dar a Ele? Qual seria o melhor presente? Se fôssemos perguntar-Lhe, que coisas Ele colocaria na Sua “lista de desejos”? Quais seriam as coisas que Ele gostaria que cada um de nós Lhe déssemos? Não só neste mês, mas sempre?
As escrituras nos revelam algumas das coisas que Ele mais deseja:
# Orai sempre (D&C 10:5); Pedi, buscai, batei (Mateus 7:7);
# Examinai as Escrituras (João 5:39);
# Vinde a mim (Mateus 11:28); Confiai no Senhor (Provérbios 3:5); Tende fé (Marcos 11:22);
# Amai o Senhor vosso Deus de todo o vosso coração (Mateus 22:37); Amai uns aos outros (João 13:34);
# Guardai os meus mandamentos (João 14:15);
# Arrependei-vos (Mateus 4:17); Purificai-vos (3 Néfi 20:41; D&C 38:42).
Todas essas escolhas devem ser feitas quanto ao que queremos ser ou fazer. Resumindo: Ele quer que escolhamos! Que O escolhamos, que escolhamos Seu plano, que escolhamos Seu caminho. Cristo ensinou aos nefitas que Ele não aceitaria mais seus sacrifícios e holocaustos, mas, em vez disso, um “coração quebrantado e um espírito contrito” (3 Néfi 9:19–20). O Élder Neal A. Maxwell ensinou-nos que nossa vontade é a única coisa realmente nossa que podemos oferecer. (Tudo o mais que possamos pensar em dar são coisas que Ele já nos deu.) Se fizermos as coisas a Sua maneira, nós Lhe agradaremos. Se escolhermos ofertar ao Senhor uma vida justa, nós O faremos muito feliz. Toda a Sua obra e glória é levar a efeito a imortalidade e a vida eterna do homem (ver Moisés 1:39). Ele verdadeiramente sabe, melhor que ninguém, qual é o “melhor presente” que podemos Lhe dar.
Tende Cuidado
Assim como nós, pais, queremos que nossos filhos sejam cuidadosos, a “lista de desejos” do Salvador para nós inclui, com certeza, algumas advertências. Ele sabe que Satanás “deseja ter-vos” (ver 3 Néfi 18:18). Ele está ciente das maldades e desígnios de homens conspiradores nos últimos dias (D&C 89:4). Está familiarizado com a tendência humana de procrastinar, inventar desculpas, racionalizar e nos “satisfazer com um desempenho medíocre” (Reunião Mundial de Treinamento de Liderança, 10 de janeiro de 2004, p. 21). Ele Se preocupa com o fato de que até os escolhidos podem ser enganados (Mateus 24:24). É evidente, para Jesus, que Satanás deseja que nos tornemos tão miseráveis quanto ele próprio (2 Néfi 2:27). Cristo Se entristece quando o mal é chamado de bem e o bem é chamado de mal (ver Isaías 5:20). Ele lamenta que alguns de nós sejamos “cegados pela astúcia sutil dos homens” (D&C 123:12).
O desejo de nosso Senhor para que sejamos cuidadosos inclui os seguintes conselhos:
# Vigiai e orai (Mateus 26:41);
# Sede diligentes (D&C 136:42; II Pedro 3:14);
# Abstende-vos de toda a aparência do mal (I Tessalonicenses 5:22);
# Fugi da prostituição (I Coríntios 6:18);
# Negai-vos a vós mesmos (Lucas 9:23; Morôni 10:32; 3 Néfi 12:30);
# Não corrais mais rapidamente do que as vossas forças o permitam (Mosias 4:27);
# Dominai todas as vossas paixões (Alma 38:12).
Os Seus servos também nos alertaram. O Presidente Hinckley nos advertiu: “Estejam atentos” (Reunião Mundial de Treinamento de Liderança, 19 de junho de 2004, p. 27). O Presidente Faust nos admoestou que o adultério nunca é justificado, e que o flerte nunca é inocente (Reunião Mundial de Treinamento de Liderança, 10 de janeiro de 2004, p. 2). O Presidente Hinckley acrescentou: “Não podemos desistir. Não podemos desanimar. Não podemos jamais nos render às forças do mal. Precisamos e podemos manter os padrões. Há um caminho melhor do que o caminho que o mundo segue” (Reunião Mundial de Treinamento de Liderança, 10 de janeiro de 2004, p. 20). O Presidente Packer aconselhou os jovens: “Vocês nunca estão a salvo”. Referindo-se ao sonho de Leí, ele avisou: “É depois de ter comido do fruto que o nosso teste começa”. (Church News, 20 de janeiro de 2007, p. 5).
C. S. Lewis, autor cristão da Inglaterra, observou que não importa quão pequenos sejam os pecados, uma vez que seu efeito cumulativo é afastar-nos da luz e conduzir-nos às trevas.
As escrituras mostram claramente alguns resultados para aquele que se entrega à tentação e ao pecado obstinado: “amém para o sacerdócio ou a autoridade desse homem” (D&C 121:37); “Nada que é impuro pode habitar com Deus” (1 Néfi 10:21; ver também Moisés 6:57); “[O diabo] vos sela como seus” (Alma 34:35); Os prazeres do pecado permanecem por um curto período (ver Hebreus 11:25); O adversário prepara uma armadilha para pegar este povo “a fim de poder subjugarvos e amarrar-vos com suas correntes”, “agarrá-los-á com suas eternas correntes” (referindo-se às eternas correntes da morte, cadeias de trevas, grilhões do inferno) (Alma 12:6, 2 Néfi 28:19; Alma 26:14; 36:18, D&C 38:5); “Iniqüidade nunca foi felicidade” (Alma 41:10).
Até os Escolhidos Podem Ser Enganados
Ninguém está isento da tentação e do perigo. No princípio, Adão e Eva transgrediram (2 Néfi 2:17–25). Moisés foi confrontado e tentado por Satanás (Moisés 1:12–22). Pedro sucumbiu ao perigo e negou Cristo três vezes (Lucas 22:31–34, 54–62). No Bosque Sagrado, Joseph Smith esteve prestes a ser destruído pelo inimigo (Joseph Smith — História 1:15–17) e, mais tarde, cedeu à pressão dos homens, o que resultou na perda de 116 páginas do manuscrito do Livro de Mórmon (ver D&C 10).
Às vezes, achamos que, por ser batizados e confirmados na verdadeira Igreja de Jesus Cristo, não seremos mais testados. Ou que, por sermos líderes na Igreja, estamos a salvo. Na verdade, o Senhor ressaltou que mesmo os escolhidos podem ser enganados (Mateus 24:24). Vários líderes expressaram seu desejo de perseverar até o fim, mas o inimigo vai nos tentar em qualquer época de nossa vida, e em qualquer circunstância. Até os líderes podem racionalizar que alguma coisa errada é aceitável para eles, só por algum tempo. Somos, às vezes, tentados a pensar que determinada regra ou mandamento não é assim tão importante. Essas são mentiras e enganos criados pelo diabo para aprisionar-nos e destruir-nos.
Se já cometemos pecado, o Senhor nos oferece perdão, na condição de um arrependimento completo. Os filhos de Mosias escolheram esse caminho, mas os registros mostram seus sofrimentos e angústia por causa de suas iniqüidades (Mosias 28:4). Antes de Alma, o filho, arrepender-se, ele descreveu seu sofrimento como “muitas tribulações”, “fel da amargura e laços da iniqüidade”, “o mais escuro abismo”, “a alma atormentada com um suplício eterno”, e “dores de uma alma condenada” (Mosias 27:27-29; Alma 36:12-20). Infelizmente, o pecado traz pesar e dor não só para nós, mas também para os inocentes membros da família e entes queridos. É muito melhor evitar o pecado do que ter de se arrepender depois.
Nosso Porto Seguro
Nosso único porto seguro é servir ao Senhor de acordo com a vontade Dele, à maneira Dele e no momento certo. O Élder Maxwell ensinou-nos que a única maneira de fazer isso é por meio da revelação (Reunião Mundial de Treinamento de Liderança, 11 de janeiro de 2003, p. 5). Felizmente, foi-nos concedido o Dom do Espírito Santo: o direito de ter o Espírito sempre conosco, “pois o Espírito fala a verdade e não mente. Portanto fala de coisas como realmente são e de coisas como realmente serão; assim, estas coisas nos são manifestadas claramente para a salvação de nossa alma” (Jacó 4:13).
Essa salvação é o que o Senhor Jesus Cristo realmente deseja para nós. Na verdade, Ele nos forneceu Sua “lista de desejos” para ajudar-nos a escolher Seu presente com sabedoria. Conhecendo os perigos com os quais nos defrontamos, Ele nos aconselhou com recomendações que nos protegerão, e também chamou apóstolos e profetas para nos guiar (ver D&C 1:17). Ele espera que escolhamos Seu plano e Seu caminho. Ao fazer isso, podemos evitar a dor do pecado. Ele nos deu o dom do Espírito Santo para guiarnos individualmente. Que possamos seguir o Seu conselho e Suas admoestações, e escolher Seu plano e Seu caminho. Dessa forma, nós Lhe daremos o melhor presente possível: viver em retidão.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Perseverar na Fé
Élder Ulisses Soares - Primeiro Conselheiro na Presidência da Área Brasil Sul (Janeiro/2006)
Gosto muito de ler sobre a história da Igreja. Essas histórias nos ensinam a respeito da fé e da coragem para enfrentar desafios. Os primeiros santos da Igreja tiveram de demonstrar grande fé para seguir a Cristo. Depois que o Sacerdócio foi restaurado, os santos começaram a ser perseguidos de tal forma que foram expulsos de sua casa e perderam seus bens e até mesmo membros de sua família. Os que perseveraram na fé foram abençoados com o conforto de que por meio de provações o Senhor nos redime de nossos erros e somos grandemente abençoados.
Segundo Brigham Young, "somos um povo mais feliz quando temos o que chamamos de provações, pois o Espírito de Deus é mais abundantemente derramado sobre os fiéis". Ele ainda acrescenta: "Irmãos, quero dizer-lhes que temos passado por muitas tribulações, mas não creio que um homem ou uma mulher que desfruta do espírito de nossa religião realmente passe pelo que chamamos de provações; mas aqueles que tentam viver de acordo com o evangelho do Filho de Deus e ao mesmo tempo se apegam às coisas do mundo, sofrem provações e tristezas, agudas e insuportáveis, e isso continuamente. Lançai fora o jugo do inimigo e tomai sobre vós o de Cristo, e direis que seu fardo é leve e seu jugo é suave."
As dolorosas experiências pelas quais os pioneiros passaram desenvolveram neles uma fé inabalável em Deus. Além da herança de fé deixada por aqueles que atravessaram as planícies, também ficou um grande legado de amor: amor a Deus e à humanidade. É um legado de temperança, independência, trabalho árduo, padrões de Deus e lealdade àqueles a quem Deus chamou para guiar Seu povo. É um legado de abandono do pecado.
Queridos irmãos e irmãs, não posso deixar de imaginar por que esses intrépidos pioneiros precisaram pagar um preço tão terrível de agonia e sofrimento por sua fé. Acredito que a vida deles foi consagrada a um propósito superior, por meio do sofrimento. O amor que sentiam pelo Salvador ficou gravado profundamente em sua alma, na alma de seus filhos e na dos filhos de seus filhos. A motivação de sua vida era fruto de uma conversão real dentro de cada um.
O Presidente Gordon B. Hinckley disse, certa vez: "Quando pulsa no coração de um santo dos últimos dias um testemunho imenso e vital da veracidade deste trabalho, ele cumpre suas responsabilidades na Igreja". Na verdade, é assim que nos tornamos pioneiros modernos: fazendo e cumprindo aquilo a que somos designados na Igreja, dando a melhor oferta de nosso coração. Agimos como pioneiros quando tranqüila e humildemente mantemos a fé e perseveramos até o fim.
Perseverar na fé é uma evidência de nossa disposição de sacrificarmos tudo o que possuímos em prol do evangelho. Nos dias atuais, nossos líderes nos pedem que sejamos obedientes a suas instruções e cumpramos os mandamentos. Pedem-nos também que sejamos honestos, paguemos o dízimo integralmente, que sejamos dignos de uma recomendação para o templo, cumpramos nossas designações na Igreja, sejamos bons vizinhos e, acima de tudo, que amemos nosso próximo. À medida que seguirmos todas essas determinações, tornar-nos-emos semelhantes àqueles pioneiros do início da Restauração.
O nosso sofrimento não é corporal, mas é muito sutil. Quando passamos pelos testes sutis do dia-adia, perseverando em nossa fé, tornamo-nos verdadeiros santos dos últimos dias.
Certa ocasião, observei como um rio desemboca no mar. Normalmente, as águas do rio vêm com muita força e, ao encontraremse com as águas do mar, formam-se grandes ondas. Mas o rio segue seu curso e mistura-se com o mar, como determinado pela natureza. Assim como o rio segue seu curso, precisamos seguir o curso de nossa vida de tal maneira que voltemos à presença de nosso Pai Celestial. Muitas vezes, enfrentamos grandes ondas de desafios, mas ao manter o curso de nossa fé, seremos merecedores da coroa da salvação.
Em Doutrina e Convênios 58:2-3, lemos o seguinte: "Pois em verdade vos digo: Bem-aventurado é o que guarda meus mandamentos, seja na vida ou na morte; e o que é fiel nas tribulações recebe maior recompensa no reino do céu. Por agora não podeis, com vossos olhos naturais, ver o desígnio de vosso Deus com respeito às coisas que virão mais tarde nem a glória que se seguirá depois de muitas tribulações".
Oro para que Deus nos abençoe com fé para seguirmos o curso de nossa vida e sermos fiéis aos Seus mandamentos. Assim, Ele nos abençoará grandemente, e herdaremos a vida eterna que é o maior de todos os dons de Deus.
Gosto muito de ler sobre a história da Igreja. Essas histórias nos ensinam a respeito da fé e da coragem para enfrentar desafios. Os primeiros santos da Igreja tiveram de demonstrar grande fé para seguir a Cristo. Depois que o Sacerdócio foi restaurado, os santos começaram a ser perseguidos de tal forma que foram expulsos de sua casa e perderam seus bens e até mesmo membros de sua família. Os que perseveraram na fé foram abençoados com o conforto de que por meio de provações o Senhor nos redime de nossos erros e somos grandemente abençoados.
Segundo Brigham Young, "somos um povo mais feliz quando temos o que chamamos de provações, pois o Espírito de Deus é mais abundantemente derramado sobre os fiéis". Ele ainda acrescenta: "Irmãos, quero dizer-lhes que temos passado por muitas tribulações, mas não creio que um homem ou uma mulher que desfruta do espírito de nossa religião realmente passe pelo que chamamos de provações; mas aqueles que tentam viver de acordo com o evangelho do Filho de Deus e ao mesmo tempo se apegam às coisas do mundo, sofrem provações e tristezas, agudas e insuportáveis, e isso continuamente. Lançai fora o jugo do inimigo e tomai sobre vós o de Cristo, e direis que seu fardo é leve e seu jugo é suave."
As dolorosas experiências pelas quais os pioneiros passaram desenvolveram neles uma fé inabalável em Deus. Além da herança de fé deixada por aqueles que atravessaram as planícies, também ficou um grande legado de amor: amor a Deus e à humanidade. É um legado de temperança, independência, trabalho árduo, padrões de Deus e lealdade àqueles a quem Deus chamou para guiar Seu povo. É um legado de abandono do pecado.
Queridos irmãos e irmãs, não posso deixar de imaginar por que esses intrépidos pioneiros precisaram pagar um preço tão terrível de agonia e sofrimento por sua fé. Acredito que a vida deles foi consagrada a um propósito superior, por meio do sofrimento. O amor que sentiam pelo Salvador ficou gravado profundamente em sua alma, na alma de seus filhos e na dos filhos de seus filhos. A motivação de sua vida era fruto de uma conversão real dentro de cada um.
O Presidente Gordon B. Hinckley disse, certa vez: "Quando pulsa no coração de um santo dos últimos dias um testemunho imenso e vital da veracidade deste trabalho, ele cumpre suas responsabilidades na Igreja". Na verdade, é assim que nos tornamos pioneiros modernos: fazendo e cumprindo aquilo a que somos designados na Igreja, dando a melhor oferta de nosso coração. Agimos como pioneiros quando tranqüila e humildemente mantemos a fé e perseveramos até o fim.
Perseverar na fé é uma evidência de nossa disposição de sacrificarmos tudo o que possuímos em prol do evangelho. Nos dias atuais, nossos líderes nos pedem que sejamos obedientes a suas instruções e cumpramos os mandamentos. Pedem-nos também que sejamos honestos, paguemos o dízimo integralmente, que sejamos dignos de uma recomendação para o templo, cumpramos nossas designações na Igreja, sejamos bons vizinhos e, acima de tudo, que amemos nosso próximo. À medida que seguirmos todas essas determinações, tornar-nos-emos semelhantes àqueles pioneiros do início da Restauração.
O nosso sofrimento não é corporal, mas é muito sutil. Quando passamos pelos testes sutis do dia-adia, perseverando em nossa fé, tornamo-nos verdadeiros santos dos últimos dias.
Certa ocasião, observei como um rio desemboca no mar. Normalmente, as águas do rio vêm com muita força e, ao encontraremse com as águas do mar, formam-se grandes ondas. Mas o rio segue seu curso e mistura-se com o mar, como determinado pela natureza. Assim como o rio segue seu curso, precisamos seguir o curso de nossa vida de tal maneira que voltemos à presença de nosso Pai Celestial. Muitas vezes, enfrentamos grandes ondas de desafios, mas ao manter o curso de nossa fé, seremos merecedores da coroa da salvação.
Em Doutrina e Convênios 58:2-3, lemos o seguinte: "Pois em verdade vos digo: Bem-aventurado é o que guarda meus mandamentos, seja na vida ou na morte; e o que é fiel nas tribulações recebe maior recompensa no reino do céu. Por agora não podeis, com vossos olhos naturais, ver o desígnio de vosso Deus com respeito às coisas que virão mais tarde nem a glória que se seguirá depois de muitas tribulações".
Oro para que Deus nos abençoe com fé para seguirmos o curso de nossa vida e sermos fiéis aos Seus mandamentos. Assim, Ele nos abençoará grandemente, e herdaremos a vida eterna que é o maior de todos os dons de Deus.
Lugar Mormon: APOIO MÓRMON AO BRASIL Todos os missionários da ...
Lugar Mormon: APOIO MÓRMON AO BRASIL
Todos os missionários da ...: "APOIO MÓRMON AO BRASIL Todos os missionários da Igreja que servem na região afetada estão bem.125 membros da Igreja perderam as suas casas..."
Todos os missionários da ...: "APOIO MÓRMON AO BRASIL Todos os missionários da Igreja que servem na região afetada estão bem.125 membros da Igreja perderam as suas casas..."
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
sábado, 1 de janeiro de 2011
Na Direção Estabelecida pelo Senhor
Élder Ulisses Soares - Primeiro Conselheiro na Presidência da Área Brasil Sul (Setembro/2006)
Certa ocasião, eu estava viajando de carro para cumprir uma designação. Durante a viagem, deparei-me com um nevoeiro muito forte. Fiquei um pouco apreensivo, pois as condições de visibilidade eram muito ruins. Quase não via nada, três metros à frente. Percebi então que o único meio de manterme na direção correta era seguir as linhas brancas do chão que continham marcadores luminosos, devido a constância dos nevoeiros naquela região. Dirigindo em baixa velocidade e atento às linhas brancas, consegui chegar ao meu destino final e cumprir minha designação. Senti-me grato por ter saído um pouco mais cedo de casa e, assim, a redução de velocidade não impediu que eu chegasse àquela cidade em segurança.
Nossa experiência mortal aqui na Terra também requer que nos mantenhamos na direção certa e sigamos as diretrizes estabelecidas pelo Senhor pois, dessa maneira, poderemos chegar ao nosso destino eterno e desfrutar a companhia de nossa família na presença de Deus e de Jesus Cristo.
O Senhor estabeleceu limites a fim de que possamos chegar em segurança, se não nos desviarmos dessa direção. O Salvador ensinou: “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem” (Mateus 7:13–14). Os ensinamentos do Salvador são claros, pois determinam o caminho que devemos seguir para não nos perder. Mas corremos o risco de nos desviar, quando seguimos nossos próprios pensamentos de homens naturais. No Guia para Estudo das Escrituras aprendemos que o homem natural deixa-se influenciar pelas paixões, pelos desejos, apetites e impulsos da carne, em vez de buscar a inspiração do Espírito Santo. Ele só compreende as coisas físicas, não as espirituais. Todo ser humano — homem ou mulher — é carnal, ou seja, mortal, em virtude da Queda de Adão e Eva, e tem de nascer de novo pela Expiação de Jesus Cristo para deixar de ser um ser natural.
Quando não controlamos o homem natural que existe dentro de nós, começamos a colocar o nosso coração nas coisas do mundo, e isso nos distancia ainda mais do caminho. Começamos a agir de acordo com o nosso próprio pensamento e, como conseqüência, podemos nos perder no nevoeiro que se encontra à nossa frente.
Como evitar que percamos a direção, e como manter uma velocidade constante em nossa vida, a fim de chegarmos em segurança ao nosso destino eterno? As escrituras contêm muitos ensinamentos que podem ajudar-nos a vencer o homem natural. Gostaria de compartilhar algumas escrituras que me inspiram e me ajudam a voltar meus pensamentos e ações na direção estabelecida pelo Senhor.
Primeiramente gostaria de me referir ao que Néfi, filho de Leí, ensinou a seus irmãos sobre o significado da barra de ferro que seu pai tinha visto no sonho. “E eu disselhes que era a palavra de Deus; e todos os que dessem ouvidos à palavra de Deus e a ela se apegassem, jamais pereceriam; nem as tentações nem os ardentes dardos do adversário poderiam dominá-los até a cegueira, para levá-los à destruição” (1 Néfi 15:24). Essas palavras deixam claro que, à medida que nos apegarmos ao evangelho e o vivermos intensamente, não pereceremos, pois estaremos protegidos e seremos capazes de vencer as tentações. É a nossa vivência do evangelho que determina a direção que estamos seguindo em nossa vida.
Outra escritura que sempre me impressiona é a que está registrada em Salmos 119:105. “Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho.” Trata-se de uma lembrança constante de que o conteúdo das escrituras nos guia no caminho que nos levará de volta à presença de Nosso Pai Celestial e ilumina a direção que devemos tomar nas decisões que tomamos durante esta vida mortal. Quando estudamos as escrituras, crendo que o Senhor está pessoalmente nos guiando e iluminando nosso caminho, estaremos bem mais dispostos a aplicá-las na vida, e progrediremos com mais rapidez.
Aprecio muito o que se encontra em D&C 112:10: “Sê humilde; e o Senhor teu Deus te conduzirá pela mão e dará resposta a tuas orações”. Ao orarmos diariamente, buscando a ajuda do Senhor, demonstramos nossa humildade e, apesar dos desafios que enfrentarmos, o Senhor nos conduzirá pela mão na direção que devemos seguir. Dessa maneira, nunca vamos nos perder, e receberemos os frutos de nosso sacrifício na vida mortal.
Finalmente, gostaria de mencionar o que Morôni ensinou a respeito da fé: “Portanto, se um homem tem fé, ele tem que ter esperança; porque sem fé não pode haver qualquer esperança. E novamente, eis que vos digo que ele não pode ter fé nem esperança sem que seja manso e humilde de coração. Sem isso sua fé e esperança são vãs, porque ninguém é aceitável perante Deus, a não ser os humildes e brandos de coração; e se um homem é humilde e brando de coração e confessa, pelo poder do Espírito Santo, que Jesus é o Cristo, ele precisa ter caridade; pois se não tem caridade, nada é; portanto ele precisa ter caridade. (…) Mas a caridade é o puro amor de Cristo e permanece para sempre; e para todos os que a possuírem, no último dia tudo estará bem” (Morôni 7:42–44, 47).
De acordo com a escritura, a fé é determinante em nossa disposição de nos tornarmos mansos, humildes, e de abençoarmos a vida de nosso próximo por meio da caridade. O Salvador foi o exemplo máximo da caridade, e demonstrou isso pela maneira com que tratava e abençoava as pessoas. Ao seguir Seu exemplo, estaremos demonstrando nossa fé em Seus ensinamentos e certamente estaremos caminhando na direção correta.
Que todos possamos gozar dos frutos do evangelho em nossa vida. Sejamos fiéis e leais aos convênios que fizemos com o Senhor. Tenhamos sempre em mente que o caminho estreito e apertado exigirá algum sacrifício; mas se nos mantivermos no limite das linhas brancas estabelecidas pelo Senhor para seguirmos pela estrada da vida, mesmo em meio às tempestades, chegaremos em segurança na presença Dele. Esse é meu testemunho, em nome de Jesus Cristo. Amém.
Certa ocasião, eu estava viajando de carro para cumprir uma designação. Durante a viagem, deparei-me com um nevoeiro muito forte. Fiquei um pouco apreensivo, pois as condições de visibilidade eram muito ruins. Quase não via nada, três metros à frente. Percebi então que o único meio de manterme na direção correta era seguir as linhas brancas do chão que continham marcadores luminosos, devido a constância dos nevoeiros naquela região. Dirigindo em baixa velocidade e atento às linhas brancas, consegui chegar ao meu destino final e cumprir minha designação. Senti-me grato por ter saído um pouco mais cedo de casa e, assim, a redução de velocidade não impediu que eu chegasse àquela cidade em segurança.
Nossa experiência mortal aqui na Terra também requer que nos mantenhamos na direção certa e sigamos as diretrizes estabelecidas pelo Senhor pois, dessa maneira, poderemos chegar ao nosso destino eterno e desfrutar a companhia de nossa família na presença de Deus e de Jesus Cristo.
O Senhor estabeleceu limites a fim de que possamos chegar em segurança, se não nos desviarmos dessa direção. O Salvador ensinou: “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem” (Mateus 7:13–14). Os ensinamentos do Salvador são claros, pois determinam o caminho que devemos seguir para não nos perder. Mas corremos o risco de nos desviar, quando seguimos nossos próprios pensamentos de homens naturais. No Guia para Estudo das Escrituras aprendemos que o homem natural deixa-se influenciar pelas paixões, pelos desejos, apetites e impulsos da carne, em vez de buscar a inspiração do Espírito Santo. Ele só compreende as coisas físicas, não as espirituais. Todo ser humano — homem ou mulher — é carnal, ou seja, mortal, em virtude da Queda de Adão e Eva, e tem de nascer de novo pela Expiação de Jesus Cristo para deixar de ser um ser natural.
Quando não controlamos o homem natural que existe dentro de nós, começamos a colocar o nosso coração nas coisas do mundo, e isso nos distancia ainda mais do caminho. Começamos a agir de acordo com o nosso próprio pensamento e, como conseqüência, podemos nos perder no nevoeiro que se encontra à nossa frente.
Como evitar que percamos a direção, e como manter uma velocidade constante em nossa vida, a fim de chegarmos em segurança ao nosso destino eterno? As escrituras contêm muitos ensinamentos que podem ajudar-nos a vencer o homem natural. Gostaria de compartilhar algumas escrituras que me inspiram e me ajudam a voltar meus pensamentos e ações na direção estabelecida pelo Senhor.
Primeiramente gostaria de me referir ao que Néfi, filho de Leí, ensinou a seus irmãos sobre o significado da barra de ferro que seu pai tinha visto no sonho. “E eu disselhes que era a palavra de Deus; e todos os que dessem ouvidos à palavra de Deus e a ela se apegassem, jamais pereceriam; nem as tentações nem os ardentes dardos do adversário poderiam dominá-los até a cegueira, para levá-los à destruição” (1 Néfi 15:24). Essas palavras deixam claro que, à medida que nos apegarmos ao evangelho e o vivermos intensamente, não pereceremos, pois estaremos protegidos e seremos capazes de vencer as tentações. É a nossa vivência do evangelho que determina a direção que estamos seguindo em nossa vida.
Outra escritura que sempre me impressiona é a que está registrada em Salmos 119:105. “Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho.” Trata-se de uma lembrança constante de que o conteúdo das escrituras nos guia no caminho que nos levará de volta à presença de Nosso Pai Celestial e ilumina a direção que devemos tomar nas decisões que tomamos durante esta vida mortal. Quando estudamos as escrituras, crendo que o Senhor está pessoalmente nos guiando e iluminando nosso caminho, estaremos bem mais dispostos a aplicá-las na vida, e progrediremos com mais rapidez.
Aprecio muito o que se encontra em D&C 112:10: “Sê humilde; e o Senhor teu Deus te conduzirá pela mão e dará resposta a tuas orações”. Ao orarmos diariamente, buscando a ajuda do Senhor, demonstramos nossa humildade e, apesar dos desafios que enfrentarmos, o Senhor nos conduzirá pela mão na direção que devemos seguir. Dessa maneira, nunca vamos nos perder, e receberemos os frutos de nosso sacrifício na vida mortal.
Finalmente, gostaria de mencionar o que Morôni ensinou a respeito da fé: “Portanto, se um homem tem fé, ele tem que ter esperança; porque sem fé não pode haver qualquer esperança. E novamente, eis que vos digo que ele não pode ter fé nem esperança sem que seja manso e humilde de coração. Sem isso sua fé e esperança são vãs, porque ninguém é aceitável perante Deus, a não ser os humildes e brandos de coração; e se um homem é humilde e brando de coração e confessa, pelo poder do Espírito Santo, que Jesus é o Cristo, ele precisa ter caridade; pois se não tem caridade, nada é; portanto ele precisa ter caridade. (…) Mas a caridade é o puro amor de Cristo e permanece para sempre; e para todos os que a possuírem, no último dia tudo estará bem” (Morôni 7:42–44, 47).
De acordo com a escritura, a fé é determinante em nossa disposição de nos tornarmos mansos, humildes, e de abençoarmos a vida de nosso próximo por meio da caridade. O Salvador foi o exemplo máximo da caridade, e demonstrou isso pela maneira com que tratava e abençoava as pessoas. Ao seguir Seu exemplo, estaremos demonstrando nossa fé em Seus ensinamentos e certamente estaremos caminhando na direção correta.
Que todos possamos gozar dos frutos do evangelho em nossa vida. Sejamos fiéis e leais aos convênios que fizemos com o Senhor. Tenhamos sempre em mente que o caminho estreito e apertado exigirá algum sacrifício; mas se nos mantivermos no limite das linhas brancas estabelecidas pelo Senhor para seguirmos pela estrada da vida, mesmo em meio às tempestades, chegaremos em segurança na presença Dele. Esse é meu testemunho, em nome de Jesus Cristo. Amém.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Mensagem de Natal da Primeira Presidência da Igreja
A Primeira Presidência da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias difundiu a mensagem de Natal 2010.
Por Relações Públicas
Ao celebrarmos o nascimento do Senhor Jesus Cristo os nossos pensamentos voltam-se para a sagrada ocasião quando Ele nasceu como o "Príncipe da Paz” (Isaías 9:6).
Ele prometeu: “Aquele que me segue, nunca andará em trevas, mas terá a luz da vida” (João 8:12). Em verdade, Jesus Cristo é o nosso Salvador e Redentor que foi “trespassado pelas nossas transgressões e pelas suas pisaduras fomos sarados” (Isaías 53.5).
A nossa oração neste época de Natal é a de que a luz e o testemunho da missão divina do Salvador possam entrar em nossos corações e ser reflectidas nas nossas vidas e nos nossos lares.
Que cada um de nós possa ser abençoado, não só nesta época natalícia, mas também ao longo de todo o ano vindouro. Que a nossa fé em Jesus Cristo possa aumentar ao seguirmos o Seu exemplo em tudo o que fazemos e dizemos
Por Relações Públicas
Ao celebrarmos o nascimento do Senhor Jesus Cristo os nossos pensamentos voltam-se para a sagrada ocasião quando Ele nasceu como o "Príncipe da Paz” (Isaías 9:6).
Ele prometeu: “Aquele que me segue, nunca andará em trevas, mas terá a luz da vida” (João 8:12). Em verdade, Jesus Cristo é o nosso Salvador e Redentor que foi “trespassado pelas nossas transgressões e pelas suas pisaduras fomos sarados” (Isaías 53.5).
A nossa oração neste época de Natal é a de que a luz e o testemunho da missão divina do Salvador possam entrar em nossos corações e ser reflectidas nas nossas vidas e nos nossos lares.
Que cada um de nós possa ser abençoado, não só nesta época natalícia, mas também ao longo de todo o ano vindouro. Que a nossa fé em Jesus Cristo possa aumentar ao seguirmos o Seu exemplo em tudo o que fazemos e dizemos
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Nunca O Deixem
Neil L. Andersen
Do Quórum dos Doze Apóstolos
Se decidirem não ficar ofendidos ou envergonhados, vocês sentirão Seu amor e Sua aprovação. Saberão que estão tornando-se mais semelhantes a Ele.
Elder Neil L. AndersenAmados irmãos e irmãs de todo o mundo, expresso minha profunda admiração pela fé e coragem que vejo em sua vida. Vivemos em uma época notável — mas também desafiadora.
O Senhor Alerta-nos sobre os Perigos Futuros
O Senhor não nos deixou sozinhos em nossa jornada de volta a Sua presença. Escutem Suas palavras de advertência sobre os perigos que enfrentaremos: “Olhai, vigiai e orai”.1 “Acautelai-vos para que não vos enganem”.2 “[Sede] diligentes e cuidadosos”.3 “Guardai-vos [para] que [não] (…) descaiais da vossa firmeza”.4
Nenhum de nós está imune às influências do mundo. O Senhor nos aconselha a estarmos atentos.
Lembrem-se do que aconteceu a Jesus em Cafarnaum, quando os discípulos que seguiam o Salvador deixaram de aceitá-Lo como Filho de Deus. Lemos nas escrituras: “Desde então muitos dos seus discípulos (…) já não andavam com ele”.5
Jesus voltou-Se aos Doze e perguntou: “Quereis vós também retirar-vos?”6
Quereis Vós Também Retirar-vos?
Em minha mente, respondi àquela pergunta muitas vezes: “De modo algum! Eu não! Jamais O deixarei! Estou contigo para sempre!” Sei que vocês responderam da mesma forma.
Mas a pergunta “Quereis vós também retirar-vos?” faz-nos pensar em nossa própria vulnerabilidade. A vida não é fácil. As palavras dos Apóstolos proferidas em outra ocasião, vêm-nos então à mente: “Porventura sou eu, Senhor?”7
Entramos nas águas do batismo com alegria e entusiasmo. O Salvador nos convida, dizendo “[vinde] a mim”,8 e aceitamos o convite com fé Nele, tomando sobre nós o Seu nome. Nenhum de nós deseja que essa jornada seja um breve flerte com a espiritualidade ou mesmo um capítulo extraordinário, porém finito. A trilha do discípulo não é para os que são espiritualmente tímidos. Jesus disse: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento”.9 “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me”. 10
Seguir o Salvador, sem dúvida, traz consigo muitos desafios. Encaradas com fé, tais experiências refinam nosso espírito e aprofundam nossa conversão à realidade do Salvador. Encaradas à maneira do mundo, essas mesmas experiências nos ofuscam a visão e enfraquecem nossa decisão. Alguns que amamos e admiramos se desviam do caminho estreito e apertado e “já não [andam] com ele”.
Como Permanecer Fiéis?
Como podemos manter-nos fiéis ao Salvador, a Seu evangelho e às ordenanças de Seu sacerdócio? Como podemos desenvolver a fé e a força para nunca deixá-Lo?
Jesus disse: “Se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus”.11Precisamos do humilde coração de uma criança.
Por meio do poder de Sua Expiação, temos que nos tornar “como uma criança, submisso, manso, humilde, paciente, cheio de amor, disposto a submeter-[nos] a tudo quanto o Senhor achar que [nos] deva infligir, assim como uma criança se submete a seu pai”.12 Essa é a vigorosa mudança no coração.13
Logo percebemos por que essa mudança no coração é tão necessária. Duas palavras sinalizam o perigo à frente: As palavras são ofendido e envergonhado.
Decidir Não Se Sentir Ofendido
Aos que questionavam a divindade do Salvador, Jesus perguntou: “Isto escandaliza-vos?”14Na parábola do semeador, Jesus advertiu: “[Ele persevera por algum tempo, porém], chegada a angústia e a perseguição, por causa da palavra, logo se ofende”.15
A ofensa vem com muitos disfarces e sempre consegue entrar em cena. As pessoas em quem acreditávamos nos decepcionam. Temos dificuldades imprevistas. Nossa vida não é exatamente o que esperávamos. Cometemos erros, sentimo-nos indignos e perguntamo-nos se seremos perdoados. Temos dúvidas em relação a uma doutrina. Ouvimos algo que foi dito em um púlpito da Igreja há 150 anos e que nos deixa perturbados. Nossos filhos são tratados de modo injusto. Somos ignorados ou menosprezados. Podem ser mil coisas, todas muito reais para nós no momento em que acontecem.16
Em nossos momentos de fraqueza, o adversário procura despojar-nos de nossas promessas espirituais. Se não estivermos atentos, nosso espírito magoado e ingênuo voltará para dentro da couraça escura e fria do antigo ego inflado, deixando para trás a cálida e consoladora luz do Salvador.
Em 1835, quando Parley P. Pratt foi julgado injustamente, trazendo desonra para si e para sua família, o Profeta Joseph Smith aconselhou: “[Parley], (…) ignora essas coisas (…) [e] o Deus Todo-Poderoso estará contigo”.17
Outro exemplo: em 1830, Frederick G. Williams, um médico preeminente, foi batizado. Ele imediatamente dedicou seus talentos e sua prosperidade para a Igreja. Tornou-se um líder na Igreja. Doou propriedades para o Templo de Kirtland. Em 1837, na esteira das dificuldades ocorridas na época, Frederick G. Williams cometeu graves erros. O Senhor declarou em uma revelação dada em 1838 que “em consequência de [suas] transgressões, [sua] posição anterior [na liderança da Igreja] foi tirada [dele]”.18
A bela lição que aprendemos com Frederick G. Williams foi a de que “quaisquer que tenham sido suas fraquezas pessoais, ele teve força de caráter para [renovar] sua lealdade com o [Senhor], com o Profeta e (…) com a Igreja, quando teria sido muito fácil entregar-se ao ressentimento”.19 Na primavera de 1840, ele compareceu a uma conferência geral pedindo humildemente perdão por sua conduta anterior e expressando sua determinação de fazer a vontade de Deus no futuro. Seu caso foi apresentado por Hyrum Smith, e ele foi inteiramente perdoado. Faleceu como membro fiel da Igreja.
Conheci recentemente o presidente do Templo de Recife Brasil, que se chama Frederick G. Williams. Ele contou como a nobre decisão de seu trisavô abençoou a família e centenas de pessoas da sua posteridade.
Decidir Não Se Sentir Envergonhado
Ofendido tem um companheiro destrutivo chamado envergonhado.
No Livro de Mórmon, lemos sobre a visão de Leí da árvore da vida. A visão fala das nobres almas que “[avançaram com esforço] (…) através da névoa de escuridão, [apegadas] à barra de ferro, até que chegaram e comeram do fruto da árvore”.20
Néfi descreveu a árvore como o “amor de Deus”,21 dando frutos que “[enchiam] a alma de imensa alegria”.22
Depois de provar do fruto, Leí viu “um grande e espaçoso edifício (…) cheio de gente, tanto velhos como jovens, tanto homens como mulheres; e suas vestimentas eram muito finas; e sua atitude era de escárnio e apontavam o dedo para aqueles que (…) comiam do fruto”.23 O anjo explicou que a zombaria e a atitude de escárnio representavam o orgulho e a sabedoria do mundo.24
Néfi declarou simplesmente: “Não lhes demos atenção”.25
Infelizmente, houve quem perdesse a coragem. Lemos nas escrituras: “E os que haviam experimentado do fruto ficaram envergonhados, por causa dos que zombavam deles, e desviaram-se por caminhos proibidos e perderam-se”.26
Em muitos aspectos, como discípulos de Cristo, somos diferentes do mundo. Há momentos em que nos sentimos incomodados com a atitude de escárnio e desprezo por coisas que nos são sagradas.27 O Presidente Thomas S. Monson advertiu-nos: “A menos que as raízes de seu testemunho estejam firmemente plantadas, será difícil para vocês suportarem o escárnio das pessoas que desafiam sua fé”.28 Néfi disse: “Não lhes demos atenção”.29 Paulo admoestou: “Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor (…). Portanto, não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor”30 Nunca O deixaremos.
Enquanto acompanhava o Presidente Dieter F. Uchtdorf em sua viagem à Europa Oriental, no ano passado, maravilhei-me com a fé e a coragem dos santos. Um líder do sacerdócio da Ucrânia nos contou que foi chamado para presidente de ramo na primavera de 1994, apenas seis meses após seu batismo. Isso exigiu que ele tornasse sua religião de conhecimento público e ajudasse a registrar a Igreja na Cidade de Dnipropetrovs’k. Era uma época de incertezas na Ucrânia, e o fato de ele expressar publicamente sua fé em Cristo e no evangelho restaurado poderia resultar em problemas, inclusive a perda de seu emprego como piloto.
O líder do sacerdócio nos contou: “Orei e orei. Eu tinha um testemunho e havia feito um convênio. Eu sabia o que o Senhor queria que eu fizesse”.31Com coragem, ele e a esposa foram adiante, sem envergonhar-se do evangelho de Jesus Cristo.
A Quem Muito É Dado, Muito É Requerido
Alguns podem perguntar: “Tenho que ser tão diferente dos outros?” “Não posso ser discípulo de Cristo e não pensar tanto em meu comportamento?” “Não posso amar Cristo sem cumprir a lei da castidade?” “Não posso amá-Lo e fazer o que eu quiser no domingo?” Jesus deu uma resposta bem simples: “Se me amais, guardai os meus mandamentos”.32
Alguns podem perguntar: “Não há muitas pessoas de outras religiões que amam a Cristo?” É claro que sim! Contudo, como membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, tendo o testemunho de Sua realidade, não apenas da Bíblia, mas também do Livro de Mórmon, sabendo que Seu evangelho foi restaurado na Terra, tendo feito convênios sagrados de segui-Lo e tendo recebido o dom do Espírito Santo, tendo sido investidos com poder em Seu santo templo e fazendo parte dos preparativos para Seu glorioso retorno à Terra, não podemos comparar o que devemos ser com o que devem ser aqueles que ainda não receberam essas verdades: “Porque a quem muito é dado, muito é exigido”.33
O Senhor disse: “Podes escolher segundo tua vontade”.34
Prometo-lhes que, se decidirem não ficar ofendidos ou envergonhados, vocês sentirão Seu amor e Sua aprovação. Saberão que estão tornando-se mais semelhantes a Ele.35
Será que compreenderemos todas as coisas? É claro que não. Deixaremos algumas questões de lado para serem compreendidas mais tarde.
Tudo será justo? Não será. Aceitaremos algumas coisas que não podemos consertar e perdoaremos as pessoas mesmo quando for difícil.
Será que em algumas ocasiões nos sentiremos isolados dos outros ao nosso redor? Sem dúvida alguma.
Será que às vezes ficaremos atônitos com a raiva que uns poucos sentem pela Igreja do Senhor e com o empenho deles em destruir a fé hesitante daqueles que estão fracos?36Ficaremos, sim. Mas isso não atrapalhará o crescimento ou o destino da Igreja, tampouco impedirá o progresso espiritual de cada um de nós, como discípulos do Senhor Jesus Cristo.
Nunca Deixá-Lo
Adoro a letra de um hino que amamos:
“A alma que em Cristo confiante repousar,
A seus inimigos não há de se entregar.
Embora o inferno a queira destruir
Deus nunca, oh, nunca, Deus nunca, oh, nunca,
Deus nunca, oh, nunca, o há de permitir.”37
A perfeição não é alcançada nesta vida, mas exercemos fé no Senhor Jesus Cristo e guardamos nossos convênios. O Presidente Monson prometeu: “Seu testemunho, se for constantemente nutrido, vai mantê-[los] em segurança”.38Aprofundamos nossas raízes espirituais ao banquetear-nos diariamente nas palavras de Cristo que estão nas escrituras. Confiamos nas palavras dos profetas vivos, que foram colocados diante de nós para mostrar-nos o caminho. Oramos e oramos, e ouvimos a serena voz do Espírito Santo que nos conduz e nos traz paz à alma. Sejam quais forem os desafios, nunca, oh, nunca O deixaremos.
O Salvador perguntou a Seus Apóstolos: “Quereis vós também retirar-vos?”39
Pedro respondeu:
“Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna.
E nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente”.40
Eu também tenho esse testemunho, do qual testifico em nome de Jesus Cristo. Amém.
Notas
1. Marcos 13:33.
2. Doutrina e Convênios 46:8.
3. Doutrina e Convênios 42:76.
4. II Pedro 3:17.
5. João 6:66.
6. João 6:67.
7. Mateus 26:22.
8. 3 Néfi 9:14.
9. Mateus 22:37.
10. Marcos 8:34.
11. Mateus 18:3; ver também Marcos 10:15; Lucas 18:17; 3 Néfi 9:22; 11:37–38.
12. Mosias 3:19.
13. Ver Alma 5:14.
14. João 6:61.
15. Mateus 13:21.
16. Ver David A. Bednar, “E para Eles Não Há Tropeço”, A Liahona, novembro de 2006, p. 89.
17. Joseph Smith, em Autobiography of Parley P. Pratt, ed. Parley P. Pratt Jr., 1938, p. 118.
18. History of the Church, vol. 3, p. 46, nota de rodapé.
19. Frederick G. Williams, “Frederick Granger Williams of the First Presidency of the Church”, BYU Studies, vol. 12, nº 3, 1972, p. 261.
20. 1 Néfi 8:24.
21. 1 Néfi 11:25.
22. 1 Néfi 8:12.
23. 1 Néfi 8:26–27; ver também v. 33.
24. Ver 1 Néfi 11:35–36; 12:18–19.
25. 1 Néfi 8:33.
26. 1 Néfi 8:28; grifo do autor.
27. O Presidente Boyd K. Packer disse: “Em boa parte por causa da televisão [e da Internet], em vez de estarmos olhando de fora para aquele edifício espaçoso, na verdade estamos morando dentro dele” (Boyd K. Packer, A Liahona, agosto de 2010, p. 27).
28. No mesmo discurso, o Presidente Thomas S. Monson disse: “O grande e espaçoso edifício da visão de Leí representa as pessoas do mundo que zombam da palavra de Deus e ridicularizam os que a aceitam, que amam o Salvador e cumprem os mandamentos” (Thomas S. Monson, “Tenham Coragem”, A Liahona, maio de 2009, p. 123).
29. 1 Néfi 8:33.
30. II Timóteo 1:7–8.
31. De uma conversa pessoal e de um trecho traduzido da história pessoal contada por Alexander Davydov, gravado em 16 de julho de 2010.
32. João 14:15.
33. Doutrina e Convênios 82:3.
34. Moisés 3:17.
35. Ver 1 Néfi 19:9.
36. Ver 2 Néfi 28:20.
37. “Que Firme Alicerce”, Hinos, nº 42
38. Thomas S. Monson, A Liahona, maio de 2009, p. 126.
39. João 6:67.
40. João 6:68–69.
Do Quórum dos Doze Apóstolos
Se decidirem não ficar ofendidos ou envergonhados, vocês sentirão Seu amor e Sua aprovação. Saberão que estão tornando-se mais semelhantes a Ele.
Elder Neil L. AndersenAmados irmãos e irmãs de todo o mundo, expresso minha profunda admiração pela fé e coragem que vejo em sua vida. Vivemos em uma época notável — mas também desafiadora.
O Senhor Alerta-nos sobre os Perigos Futuros
O Senhor não nos deixou sozinhos em nossa jornada de volta a Sua presença. Escutem Suas palavras de advertência sobre os perigos que enfrentaremos: “Olhai, vigiai e orai”.1 “Acautelai-vos para que não vos enganem”.2 “[Sede] diligentes e cuidadosos”.3 “Guardai-vos [para] que [não] (…) descaiais da vossa firmeza”.4
Nenhum de nós está imune às influências do mundo. O Senhor nos aconselha a estarmos atentos.
Lembrem-se do que aconteceu a Jesus em Cafarnaum, quando os discípulos que seguiam o Salvador deixaram de aceitá-Lo como Filho de Deus. Lemos nas escrituras: “Desde então muitos dos seus discípulos (…) já não andavam com ele”.5
Jesus voltou-Se aos Doze e perguntou: “Quereis vós também retirar-vos?”6
Quereis Vós Também Retirar-vos?
Em minha mente, respondi àquela pergunta muitas vezes: “De modo algum! Eu não! Jamais O deixarei! Estou contigo para sempre!” Sei que vocês responderam da mesma forma.
Mas a pergunta “Quereis vós também retirar-vos?” faz-nos pensar em nossa própria vulnerabilidade. A vida não é fácil. As palavras dos Apóstolos proferidas em outra ocasião, vêm-nos então à mente: “Porventura sou eu, Senhor?”7
Entramos nas águas do batismo com alegria e entusiasmo. O Salvador nos convida, dizendo “[vinde] a mim”,8 e aceitamos o convite com fé Nele, tomando sobre nós o Seu nome. Nenhum de nós deseja que essa jornada seja um breve flerte com a espiritualidade ou mesmo um capítulo extraordinário, porém finito. A trilha do discípulo não é para os que são espiritualmente tímidos. Jesus disse: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento”.9 “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me”. 10
Seguir o Salvador, sem dúvida, traz consigo muitos desafios. Encaradas com fé, tais experiências refinam nosso espírito e aprofundam nossa conversão à realidade do Salvador. Encaradas à maneira do mundo, essas mesmas experiências nos ofuscam a visão e enfraquecem nossa decisão. Alguns que amamos e admiramos se desviam do caminho estreito e apertado e “já não [andam] com ele”.
Como Permanecer Fiéis?
Como podemos manter-nos fiéis ao Salvador, a Seu evangelho e às ordenanças de Seu sacerdócio? Como podemos desenvolver a fé e a força para nunca deixá-Lo?
Jesus disse: “Se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus”.11Precisamos do humilde coração de uma criança.
Por meio do poder de Sua Expiação, temos que nos tornar “como uma criança, submisso, manso, humilde, paciente, cheio de amor, disposto a submeter-[nos] a tudo quanto o Senhor achar que [nos] deva infligir, assim como uma criança se submete a seu pai”.12 Essa é a vigorosa mudança no coração.13
Logo percebemos por que essa mudança no coração é tão necessária. Duas palavras sinalizam o perigo à frente: As palavras são ofendido e envergonhado.
Decidir Não Se Sentir Ofendido
Aos que questionavam a divindade do Salvador, Jesus perguntou: “Isto escandaliza-vos?”14Na parábola do semeador, Jesus advertiu: “[Ele persevera por algum tempo, porém], chegada a angústia e a perseguição, por causa da palavra, logo se ofende”.15
A ofensa vem com muitos disfarces e sempre consegue entrar em cena. As pessoas em quem acreditávamos nos decepcionam. Temos dificuldades imprevistas. Nossa vida não é exatamente o que esperávamos. Cometemos erros, sentimo-nos indignos e perguntamo-nos se seremos perdoados. Temos dúvidas em relação a uma doutrina. Ouvimos algo que foi dito em um púlpito da Igreja há 150 anos e que nos deixa perturbados. Nossos filhos são tratados de modo injusto. Somos ignorados ou menosprezados. Podem ser mil coisas, todas muito reais para nós no momento em que acontecem.16
Em nossos momentos de fraqueza, o adversário procura despojar-nos de nossas promessas espirituais. Se não estivermos atentos, nosso espírito magoado e ingênuo voltará para dentro da couraça escura e fria do antigo ego inflado, deixando para trás a cálida e consoladora luz do Salvador.
Em 1835, quando Parley P. Pratt foi julgado injustamente, trazendo desonra para si e para sua família, o Profeta Joseph Smith aconselhou: “[Parley], (…) ignora essas coisas (…) [e] o Deus Todo-Poderoso estará contigo”.17
Outro exemplo: em 1830, Frederick G. Williams, um médico preeminente, foi batizado. Ele imediatamente dedicou seus talentos e sua prosperidade para a Igreja. Tornou-se um líder na Igreja. Doou propriedades para o Templo de Kirtland. Em 1837, na esteira das dificuldades ocorridas na época, Frederick G. Williams cometeu graves erros. O Senhor declarou em uma revelação dada em 1838 que “em consequência de [suas] transgressões, [sua] posição anterior [na liderança da Igreja] foi tirada [dele]”.18
A bela lição que aprendemos com Frederick G. Williams foi a de que “quaisquer que tenham sido suas fraquezas pessoais, ele teve força de caráter para [renovar] sua lealdade com o [Senhor], com o Profeta e (…) com a Igreja, quando teria sido muito fácil entregar-se ao ressentimento”.19 Na primavera de 1840, ele compareceu a uma conferência geral pedindo humildemente perdão por sua conduta anterior e expressando sua determinação de fazer a vontade de Deus no futuro. Seu caso foi apresentado por Hyrum Smith, e ele foi inteiramente perdoado. Faleceu como membro fiel da Igreja.
Conheci recentemente o presidente do Templo de Recife Brasil, que se chama Frederick G. Williams. Ele contou como a nobre decisão de seu trisavô abençoou a família e centenas de pessoas da sua posteridade.
Decidir Não Se Sentir Envergonhado
Ofendido tem um companheiro destrutivo chamado envergonhado.
No Livro de Mórmon, lemos sobre a visão de Leí da árvore da vida. A visão fala das nobres almas que “[avançaram com esforço] (…) através da névoa de escuridão, [apegadas] à barra de ferro, até que chegaram e comeram do fruto da árvore”.20
Néfi descreveu a árvore como o “amor de Deus”,21 dando frutos que “[enchiam] a alma de imensa alegria”.22
Depois de provar do fruto, Leí viu “um grande e espaçoso edifício (…) cheio de gente, tanto velhos como jovens, tanto homens como mulheres; e suas vestimentas eram muito finas; e sua atitude era de escárnio e apontavam o dedo para aqueles que (…) comiam do fruto”.23 O anjo explicou que a zombaria e a atitude de escárnio representavam o orgulho e a sabedoria do mundo.24
Néfi declarou simplesmente: “Não lhes demos atenção”.25
Infelizmente, houve quem perdesse a coragem. Lemos nas escrituras: “E os que haviam experimentado do fruto ficaram envergonhados, por causa dos que zombavam deles, e desviaram-se por caminhos proibidos e perderam-se”.26
Em muitos aspectos, como discípulos de Cristo, somos diferentes do mundo. Há momentos em que nos sentimos incomodados com a atitude de escárnio e desprezo por coisas que nos são sagradas.27 O Presidente Thomas S. Monson advertiu-nos: “A menos que as raízes de seu testemunho estejam firmemente plantadas, será difícil para vocês suportarem o escárnio das pessoas que desafiam sua fé”.28 Néfi disse: “Não lhes demos atenção”.29 Paulo admoestou: “Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor (…). Portanto, não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor”30 Nunca O deixaremos.
Enquanto acompanhava o Presidente Dieter F. Uchtdorf em sua viagem à Europa Oriental, no ano passado, maravilhei-me com a fé e a coragem dos santos. Um líder do sacerdócio da Ucrânia nos contou que foi chamado para presidente de ramo na primavera de 1994, apenas seis meses após seu batismo. Isso exigiu que ele tornasse sua religião de conhecimento público e ajudasse a registrar a Igreja na Cidade de Dnipropetrovs’k. Era uma época de incertezas na Ucrânia, e o fato de ele expressar publicamente sua fé em Cristo e no evangelho restaurado poderia resultar em problemas, inclusive a perda de seu emprego como piloto.
O líder do sacerdócio nos contou: “Orei e orei. Eu tinha um testemunho e havia feito um convênio. Eu sabia o que o Senhor queria que eu fizesse”.31Com coragem, ele e a esposa foram adiante, sem envergonhar-se do evangelho de Jesus Cristo.
A Quem Muito É Dado, Muito É Requerido
Alguns podem perguntar: “Tenho que ser tão diferente dos outros?” “Não posso ser discípulo de Cristo e não pensar tanto em meu comportamento?” “Não posso amar Cristo sem cumprir a lei da castidade?” “Não posso amá-Lo e fazer o que eu quiser no domingo?” Jesus deu uma resposta bem simples: “Se me amais, guardai os meus mandamentos”.32
Alguns podem perguntar: “Não há muitas pessoas de outras religiões que amam a Cristo?” É claro que sim! Contudo, como membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, tendo o testemunho de Sua realidade, não apenas da Bíblia, mas também do Livro de Mórmon, sabendo que Seu evangelho foi restaurado na Terra, tendo feito convênios sagrados de segui-Lo e tendo recebido o dom do Espírito Santo, tendo sido investidos com poder em Seu santo templo e fazendo parte dos preparativos para Seu glorioso retorno à Terra, não podemos comparar o que devemos ser com o que devem ser aqueles que ainda não receberam essas verdades: “Porque a quem muito é dado, muito é exigido”.33
O Senhor disse: “Podes escolher segundo tua vontade”.34
Prometo-lhes que, se decidirem não ficar ofendidos ou envergonhados, vocês sentirão Seu amor e Sua aprovação. Saberão que estão tornando-se mais semelhantes a Ele.35
Será que compreenderemos todas as coisas? É claro que não. Deixaremos algumas questões de lado para serem compreendidas mais tarde.
Tudo será justo? Não será. Aceitaremos algumas coisas que não podemos consertar e perdoaremos as pessoas mesmo quando for difícil.
Será que em algumas ocasiões nos sentiremos isolados dos outros ao nosso redor? Sem dúvida alguma.
Será que às vezes ficaremos atônitos com a raiva que uns poucos sentem pela Igreja do Senhor e com o empenho deles em destruir a fé hesitante daqueles que estão fracos?36Ficaremos, sim. Mas isso não atrapalhará o crescimento ou o destino da Igreja, tampouco impedirá o progresso espiritual de cada um de nós, como discípulos do Senhor Jesus Cristo.
Nunca Deixá-Lo
Adoro a letra de um hino que amamos:
“A alma que em Cristo confiante repousar,
A seus inimigos não há de se entregar.
Embora o inferno a queira destruir
Deus nunca, oh, nunca, Deus nunca, oh, nunca,
Deus nunca, oh, nunca, o há de permitir.”37
A perfeição não é alcançada nesta vida, mas exercemos fé no Senhor Jesus Cristo e guardamos nossos convênios. O Presidente Monson prometeu: “Seu testemunho, se for constantemente nutrido, vai mantê-[los] em segurança”.38Aprofundamos nossas raízes espirituais ao banquetear-nos diariamente nas palavras de Cristo que estão nas escrituras. Confiamos nas palavras dos profetas vivos, que foram colocados diante de nós para mostrar-nos o caminho. Oramos e oramos, e ouvimos a serena voz do Espírito Santo que nos conduz e nos traz paz à alma. Sejam quais forem os desafios, nunca, oh, nunca O deixaremos.
O Salvador perguntou a Seus Apóstolos: “Quereis vós também retirar-vos?”39
Pedro respondeu:
“Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna.
E nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente”.40
Eu também tenho esse testemunho, do qual testifico em nome de Jesus Cristo. Amém.
Notas
1. Marcos 13:33.
2. Doutrina e Convênios 46:8.
3. Doutrina e Convênios 42:76.
4. II Pedro 3:17.
5. João 6:66.
6. João 6:67.
7. Mateus 26:22.
8. 3 Néfi 9:14.
9. Mateus 22:37.
10. Marcos 8:34.
11. Mateus 18:3; ver também Marcos 10:15; Lucas 18:17; 3 Néfi 9:22; 11:37–38.
12. Mosias 3:19.
13. Ver Alma 5:14.
14. João 6:61.
15. Mateus 13:21.
16. Ver David A. Bednar, “E para Eles Não Há Tropeço”, A Liahona, novembro de 2006, p. 89.
17. Joseph Smith, em Autobiography of Parley P. Pratt, ed. Parley P. Pratt Jr., 1938, p. 118.
18. History of the Church, vol. 3, p. 46, nota de rodapé.
19. Frederick G. Williams, “Frederick Granger Williams of the First Presidency of the Church”, BYU Studies, vol. 12, nº 3, 1972, p. 261.
20. 1 Néfi 8:24.
21. 1 Néfi 11:25.
22. 1 Néfi 8:12.
23. 1 Néfi 8:26–27; ver também v. 33.
24. Ver 1 Néfi 11:35–36; 12:18–19.
25. 1 Néfi 8:33.
26. 1 Néfi 8:28; grifo do autor.
27. O Presidente Boyd K. Packer disse: “Em boa parte por causa da televisão [e da Internet], em vez de estarmos olhando de fora para aquele edifício espaçoso, na verdade estamos morando dentro dele” (Boyd K. Packer, A Liahona, agosto de 2010, p. 27).
28. No mesmo discurso, o Presidente Thomas S. Monson disse: “O grande e espaçoso edifício da visão de Leí representa as pessoas do mundo que zombam da palavra de Deus e ridicularizam os que a aceitam, que amam o Salvador e cumprem os mandamentos” (Thomas S. Monson, “Tenham Coragem”, A Liahona, maio de 2009, p. 123).
29. 1 Néfi 8:33.
30. II Timóteo 1:7–8.
31. De uma conversa pessoal e de um trecho traduzido da história pessoal contada por Alexander Davydov, gravado em 16 de julho de 2010.
32. João 14:15.
33. Doutrina e Convênios 82:3.
34. Moisés 3:17.
35. Ver 1 Néfi 19:9.
36. Ver 2 Néfi 28:20.
37. “Que Firme Alicerce”, Hinos, nº 42
38. Thomas S. Monson, A Liahona, maio de 2009, p. 126.
39. João 6:67.
40. João 6:68–69.
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